Cultura, fé e memória ganham destaque em Varzelândia com lançamento literário na Praça Cícero Dumont

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A cidade de Varzelândia vive mais um momento de valorização cultural e fortalecimento da identidade local. Neste sábado, 7 de março, a partir das 17h, a Praça Cícero Dumont será palco de um encontro especial entre literatura, história e comunidade, com a presença do escritor João de Deus Gonçalves, autor do livro “Padre José Silveira dos Anjos – Testemunho de Digno Missionário de Cristo”. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Varzelândia, por meio da administração Do Povo Para o Povo, liderada pelo prefeito Amâncio Oliva, que tem buscado incentivar ações que valorizem a cultura, preservem a memória e reconheçam os talentos que fazem parte da história do município. Durante o evento, o autor estará presente em um dos estandes montados na praça para apresentar sua obra, conversar com leitores, receber visitantes e realizar uma sessão de autógrafos, proporcionando um momento de proximidade entre o escritor e a comunidade. A programação promete reunir amantes da literatura, pesqui...

Sem chuva, Norte de Minas vende gado para outros Estados


(Por QUEILA ARIADNE) O Norte de Minas Gerais já está acostumada a conviver com a seca. Mas, há pelo menos três anos sem chuva suficiente até mesmo para crescer a pastagem e engordar o gado, os pecuaristas têm que antecipar a venda dos bois para evitar perdas. O gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas (Emater) de Montes Claros, Ricardo de Micheli, calcula que, em um ano, um milhão de cabeças saíram da região. O volume equivale a um terço do rebanho local e é uma vez e meia maior do que a média usual de vendas. “Normalmente, em um ano saem cerca de 400 mil cabeças”, estima.
O presidente da Sociedade Rural, Osmani Barbosa Neto, explica que a saída é para evitar a desvalorização. “Vendemos para outras regiões de Minas, como o Triângulo, e também para outros Estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo.”
O coordenador técnico de bovinos da Emater, José Alberto Ávila, explica que essa é a alternativa. “Sem chuva, a dimensão do estrago é enorme, pois o capim não resiste e é preciso retirar o gado antes que ele morra também. É uma venda preventiva. Mesmo com um preço menor, é melhor do que perder 100%”, justifica Ávila.
Segundo o pecuarista João Gustavo de Paula, de Montes Claros, os preços só não desvalorizaram tanto porque uma isenção de ICMS concedida pelo governo mineiro garantiu a competitividade. Em março deste ano, o ICMS foi reduzido de 18% para 4% para venda de gado para outros Estados. “O problema é quando, pela falta constante de chuva, todo mundo resolve vender de uma única vez. A oferta aumenta e o preço cai. Com essa medida, o Estado conseguiu aumentar a concorrência, pois abriu o leque de compradores de fora de Minas, ao retirar o imposto e deixar o preço mais baixo”, explica João.
Ele afirma que a situação é ainda pior para quem não tem condições de fazer uma reserva de alimento para o gado. “Quando o produtor consegue se preparar, tudo bem. Mas, quando não consegue, o gado chega a morrer”, afirma o pecuarista.
Agricultura. A agricultura também não escapou dos efeitos da seca. “Em cidades como Janaúba, as perdas chegaram a 100%, mas podemos dizer a média foi de 80%”, afirma de Micheli. “A agricultura do Norte é praticamente toda irrigada, mas ainda assim foi afetada porque, com a falta de chuva, o nível dos rios como o São Francisco baixou e comprometeu a irrigação”, destaca João.

Números
1 milhão quantidade de gado que saiu do Norte de MG

400 mil volume de cabeças de gado normalmente vendida

3 milhões total do rebanho de gado no Norte de Minas

R$ 40 mi investimento do Minerva na compra do frigorífico

Preços
No bolso. Para o consumidor final, os efeitos da seca são sentidos no preço. Mesmo tendo que vender antes da hora, não houve desvalorização porque o mercado mundial está aquecido.

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