Tragédia abala Várzea da Palma: irmãos morrem após carro ser destruído ao atingir árvore na BR-365

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O amanhecer deste domingo (7) foi marcado por uma das mais dolorosas tragédias registradas recentemente em Várzea da Palma. Um grave acidente na BR-365 tirou a vida de duas crianças da mesma família e deixou outras três pessoas feridas, transformando uma viagem em um cenário de desespero, tristeza e comoção. A tragédia aconteceu por volta das 6h30 da manhã, no km 121 da rodovia. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo seguia pela BR-365 transportando cinco integrantes de uma mesma família quando, por razões ainda desconhecidas, o motorista perdeu o controle da direção e o automóvel saiu da pista, colidindo violentamente contra uma árvore às margens da estrada. O impacto foi devastador. Um adolescente de apenas 14 anos e uma menina de 10 anos morreram ainda no local. As equipes de resgate encontraram um cenário de destruição, onde os esforços dos socorristas já não puderam salvar as duas jovens vítimas. A cena comoveu até mesmo os profissionais acostumados a lidar com ocorr...

Sem chuva, Norte de Minas vende gado para outros Estados


(Por QUEILA ARIADNE) O Norte de Minas Gerais já está acostumada a conviver com a seca. Mas, há pelo menos três anos sem chuva suficiente até mesmo para crescer a pastagem e engordar o gado, os pecuaristas têm que antecipar a venda dos bois para evitar perdas. O gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas (Emater) de Montes Claros, Ricardo de Micheli, calcula que, em um ano, um milhão de cabeças saíram da região. O volume equivale a um terço do rebanho local e é uma vez e meia maior do que a média usual de vendas. “Normalmente, em um ano saem cerca de 400 mil cabeças”, estima.
O presidente da Sociedade Rural, Osmani Barbosa Neto, explica que a saída é para evitar a desvalorização. “Vendemos para outras regiões de Minas, como o Triângulo, e também para outros Estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo.”
O coordenador técnico de bovinos da Emater, José Alberto Ávila, explica que essa é a alternativa. “Sem chuva, a dimensão do estrago é enorme, pois o capim não resiste e é preciso retirar o gado antes que ele morra também. É uma venda preventiva. Mesmo com um preço menor, é melhor do que perder 100%”, justifica Ávila.
Segundo o pecuarista João Gustavo de Paula, de Montes Claros, os preços só não desvalorizaram tanto porque uma isenção de ICMS concedida pelo governo mineiro garantiu a competitividade. Em março deste ano, o ICMS foi reduzido de 18% para 4% para venda de gado para outros Estados. “O problema é quando, pela falta constante de chuva, todo mundo resolve vender de uma única vez. A oferta aumenta e o preço cai. Com essa medida, o Estado conseguiu aumentar a concorrência, pois abriu o leque de compradores de fora de Minas, ao retirar o imposto e deixar o preço mais baixo”, explica João.
Ele afirma que a situação é ainda pior para quem não tem condições de fazer uma reserva de alimento para o gado. “Quando o produtor consegue se preparar, tudo bem. Mas, quando não consegue, o gado chega a morrer”, afirma o pecuarista.
Agricultura. A agricultura também não escapou dos efeitos da seca. “Em cidades como Janaúba, as perdas chegaram a 100%, mas podemos dizer a média foi de 80%”, afirma de Micheli. “A agricultura do Norte é praticamente toda irrigada, mas ainda assim foi afetada porque, com a falta de chuva, o nível dos rios como o São Francisco baixou e comprometeu a irrigação”, destaca João.

Números
1 milhão quantidade de gado que saiu do Norte de MG

400 mil volume de cabeças de gado normalmente vendida

3 milhões total do rebanho de gado no Norte de Minas

R$ 40 mi investimento do Minerva na compra do frigorífico

Preços
No bolso. Para o consumidor final, os efeitos da seca são sentidos no preço. Mesmo tendo que vender antes da hora, não houve desvalorização porque o mercado mundial está aquecido.

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