Tragédia abala Várzea da Palma: irmãos morrem após carro ser destruído ao atingir árvore na BR-365

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O amanhecer deste domingo (7) foi marcado por uma das mais dolorosas tragédias registradas recentemente em Várzea da Palma. Um grave acidente na BR-365 tirou a vida de duas crianças da mesma família e deixou outras três pessoas feridas, transformando uma viagem em um cenário de desespero, tristeza e comoção. A tragédia aconteceu por volta das 6h30 da manhã, no km 121 da rodovia. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo seguia pela BR-365 transportando cinco integrantes de uma mesma família quando, por razões ainda desconhecidas, o motorista perdeu o controle da direção e o automóvel saiu da pista, colidindo violentamente contra uma árvore às margens da estrada. O impacto foi devastador. Um adolescente de apenas 14 anos e uma menina de 10 anos morreram ainda no local. As equipes de resgate encontraram um cenário de destruição, onde os esforços dos socorristas já não puderam salvar as duas jovens vítimas. A cena comoveu até mesmo os profissionais acostumados a lidar com ocorr...

Exploração do ouro interrompida pela chuva é retomada em Riacho dos Machados

(EM) A Mineração Riacho dos Machados, empresa criada pela canadense Carpathian Gold para explorar ouro no município de mesmo nome, no Norte de Minas, prepara a retomada das operações que darão início efetivo à produção. O projeto havia sido interrompido em janeiro, como decorrência dos estragos provocados por chuva intensa, que obrigou a companhia a fazer intervenções ao custo estimado de US$ 700 mil, principalmente reparos na infraestrutura de acesso à reserva. As obras foram definidas pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram), que no fim de fevereiro liberou a Autorização Provisória de Operação do empreendimento.
Os procedimentos para colocar a mina em funcionamento foram retomados na quinta-feira, informou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa. Os primeiros técnicos contratados pela mineradora para desenvolver a mina de Riacho dos Machados chegaram em meados de 2009 à cidade essencialmente agrícola, de apenas 7,4 mil habitantes. Os investimentos na jazida para uma capacidade de produção de 3 toneladas de ouro por ano foram orçados em US$ 160 milhões (R$ 320 milhões) e o número de empregos do quadro fixo da mineradora está estimado entre 450 e 500 postos de trabalho.
A retomada do processo para produção na reserva e as contratações de pessoal dão novo ânimo ao município, disse ontem o prefeito Elton Marques de Almeida. “Acreditamos nos benefícios que a cidade terá com pelo menos 250 empregos para a população local e a melhora da qualificação dos nossos trabalhadores.” Até então, o poder público vem mantendo o posto de maior empregador, com 450 empregados.
A jazida de ouro foi operada até 1997 pela mineradora Vale. Com a reabertura, expectativa é de atração de fornecedores e prestadores de serviços, mas até mesmo para atrair novos investimentos, o município ainda depende da melhora da estrutura de acesso viário. De acordo com Elton Almeida, deverão ser asfaltados até o fim do ano os 30 quilômetros que separam Riacho dos Machados da vizinha e mais desenvolvida Porteirinha. A receita tributária que o prefeito não sabe ainda estimar será destinada à melhoria do calçamento, à infraestrutura de atendimento à saúde, entre outras necessidades prementes. A cidade vive dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), de R$ 14 milhões no ano passado.

INDÚSTRIA
A boa notícia do reinício dos trabalhos da Mineração Riacho chega numa hora de grande expectativa do governo estadual sobre os rumos dos investimentos da indústria da mineração. O valor da Produção Mineral Brasileira calculado em US$ 44 bilhões no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) mostrou queda de US$ 4 bilhões frente a 2012. O instituto projeta nova redução para USS 43 bilhões neste ano, devido às indefinições do novo marco regulatório do setor e do desaquecimento da economia mundial. Os investimentos anunciados no Brasil também diminuíram de US$ 63 bilhões para U$S 53,6 bilhões nos próximos quatro anos.
Os números do Ibram preocupam, reconhece Paulo Sérgio Machado Ribeiro, subsecretário de Desenvolvimento Mínero-Metalúrgico e Política Energética. “A perda de competitividade da indústria mineral é também reflexo da retração da economia mundial, mas não vamos deixar de brigar por novos projetos”.

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