Fogo às margens da MGC-122 assusta na rota de acesso a Janaúba; Bombeiros enfrentam incêndio por oito horas

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Chamas atingiram uma área de vegetação próximo ao km 211, em Capitão Enéas, em um dos principais corredores rodoviários de acesso a Janaúba e ao Norte de Minas. Bombeiros, trabalhadores rurais e máquinas pesadas foram mobilizados para impedir o avanço do fogo. Um incêndio de grandes proporções em uma área de vegetação mobilizou o Corpo de Bombeiros nesta quinta-feira (3), nas proximidades do km 211 da MGC-122, em Capitão Enéas, no Norte de Minas. A ocorrência chamou atenção principalmente pela localização: a MGC-122 é uma importante ligação rodoviária para quem segue em direção a Janaúba e outros municípios da região. As chamas atingiram uma área próxima à Fazenda Paraíso Perdido e exigiram aproximadamente oito horas de trabalho até que a situação fosse controlada. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma guarnição de Francisco Sá foi acionada por volta das 8h30. Ao chegar ao local, os militares iniciaram imediatamente o combate direto às chamas utilizando o kit específico para incêndios flor...

Índios Xakriabás se reúnem com Ministério Público em Montes Claros

Cerca de 500 índios da tribo Xakriabá reinvindicam reintegração de terras da fazenda São Judas Tadeu. (Foto: Divulgação / Conselho Missionário Indigenista (CIMI) - Leste II)
As principais lideranças da comunidade indígena Xakriabá estiveram reunidas com o Ministério Público Federal na tarde desta segunda-feira (16), em Montes Claros (MG). A reunião, que foi solicitada pelos índios, teve como finalidade discutir assuntos de interesse da comunidade, como saúde e questões territoriais.
Entre os pleitos da comunidade, a ocupação da fazenda em Itacarambi, no Norte de Minas, também esteve na pauta. Segundo o procurador da República Marcelo Serqueira, os índios xakriabás permanecem no local até que seja julgada a ação de reintegração de posse, feita pelos proprietários da fazenda.
Ainda segundo o procurador, essa ação foi revogada, uma vez que não atendia o estatuto do índio, que prevê a intimação prévia da Funai e da União. "Fizemos uma petição de revogação dessa liminar, que foi prontamente atendida, uma vez que a ação não respeitava o estatuto, e por isso o Ministério Público ainda não se manifestou. Agora vamos aguardar o julgamento da questão do mérito, que será feito na 2ª Vara Federal", diz.
De acordo com o advogado que representa os índios, André Alves de Souza, a reunião foi bastante positiva, uma vez que o Ministério Público assegura os interesses dos índios. "O objetivo dessa reunião foi levar ao MP algumas preocupação da comunidade indígena, que teme que os conflitos sejam acirrados depois da revogação dessa liminar", diz.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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