Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Governo de Japão doará recursos para apoiar produção de frutas no Jaíba

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), órgão do governo japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA), e o Governo de Minas, por meio das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Agricultura, Pecuária a Abastecimento (Seapa), assinaram, nesta sexta-feira (18), um memorando de entendimentos para a doação de US$ 3 milhões para a melhoria dos processos de produção de frutas no Projeto Jaíba. Os recursos serão usados nos próximos quatro anos na execução do “Projeto de Desenvolvimento de Capacidades na Pós-colheita e Práticas de Marketing na Região do Jaíba”, que prevê a compra de máquinas e equipamentos para a classificação e embalagem de frutas.

O memorando, assinado pela secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, pelo secretário-adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Paulo Afonso Romano, e pelo representante chefe da Jica para o Brasil, Katsuhiko Haga, inclui a implantação de um sistema de informação de mercado a ser desenvolvido e disponibilizado aos produtores locais para melhorar as condições de negociação de frutas e a capacitação para planejamento de marketing. Além disso, está previsto também o controle de qualidade por meio da melhoria na infraestrutura de armazenagem (câmaras frias e túnel de resfriamento), a doação de máquina de seleção e classificação de frutas, bem como treinamento e certificação.

Dorothea Werneck agradeceu aos japoneses pelo trabalho conjunto, lembrando que “a parceria entre os governos de Minas Gerais e do Japão tem resultados positivos. Especificamente neste momento, queremos melhorar os gargalos na comercialização da produção do Jaíba e por isso firmamos este acordo com a Jica, que vem se somar ao entusiasmo dos agricultores locais que querem desenvolver o grande potencial agrícola da região”, disse ela.

Já o representante chefe da Jica, Katsuhiko Haga, lembrou que a agência de cooperação já realizou importantes projetos na área da agricultura no Brasil. “Apesar de este projeto ter tido uma boa avaliação, sabemos que na área agrícola nunca podemos parar e nos dar por satisfeitos. A demanda por alimentos é sempre crescente e os consumidores cada dia mais exigentes, assim há sempre a necessidade de adaptação dos agricultores ao mercado”, destacou.

Katsuhiko Haga enfatizou que a Jica quer muito que a região do Jaíba se desenvolva de modo a se transformar em uma referência nacional da agricultura irrigada. "Um dos nossos desejos é que a região tenha sua marca própria e que se torne conhecida como Produtos de Jaíba”.

A assinatura do memorando foi precedida por um diagnóstico apresentado aos técnicos da Jica, em 2010, pela Central Exportaminas, órgão vinculado à Sede. O trabalho, que conta também com o cenário futuro (até 2025) da produção e exportação de frutas da região, faz parte do Projeto Perecíveis, que foi financiado pelo Banco Mundial (Bird).

Em julho deste ano, o governador Antônio Anastasia e a secretária Dorothéa Werneck estiveram no Japão e se reuniram com autoridades da Jica para discutir o assunto. No mês passado, foi a vez de uma equipe da Jica se reunir com o Governo de Minas, em Belo Horizonte, para detalhar a implementação dos recursos para a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos para a região do Jaíba.

Projeto Jaíba

Situado no extremo Norte de Minas Gerais, em uma área total de 67.526 hectares e uma área irrigada de 53,066 hectares, o Projeto Jaíba compreende os municípios de Jaíba e Matias Cardoso. Está inserido em uma região de clima semiárido, distante 700 km de Belo Horizonte. Configura-se, em termos de área contínua, no maior projeto hidroagrícola da América Latina. A concepção básica dividiu a área em quatro patamares de irrigação que definem, atualmente, as quatro etapas sucessivas de implantação do empreendimento.

A implantação do Projeto Jaíba teve início na década de 50, com as primeiras iniciativas governamentais de ocupação planejada da área. O Governo de Minas, através da Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário (Ruralminas), iniciou a implantação do projeto piloto de irrigação numa área de 5.680 hectares. Na década de 70, o governo federal, através da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevassf), incorporou-se ao empreendimento e contratou um empréstimo especial junto ao Bird, para a execução das obras de infraestrutura coletiva de irrigação.

O final da década de 80 foi marcado pelo início de operação do projeto, com o assentamento das primeiras famílias de irrigantes. A partir dos anos 90, foram agregados mais recursos financeiros internacionais ao Projeto Jaíba, com a contratação, pelo Governo de Minas, de um novo financiamento junto ao Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC). O período é também marcado pela incorporação da iniciativa privada, através da criação do Distrito de Irrigação de Jaíba, entidade privada, sem fins lucrativos, gerida pelos irrigantes e que tem por finalidade administrar toda infraestrutura construída, bem como pelos municípios de Jaíba e Matias Cardoso, que se tornam responsáveis em atender a área social.

Com destaque para o limão, são exportadas também, para Espanha, Portugal e Argentina, manga Palmer, banana e uva. Os produtores já conquistaram o principal selo de certificação para a venda de alimentos na Europa, o Globalgap. Em 2010, foram comercializadas 1,3 milhão de toneladas de produtos agrícolas cultivados em uma área de 18.561 hectares.

No início de 2010, já sob o mandato da Jica, um relatório de monitoramento identificou os avanços e principais desafios do projeto. Tal monitoramento apontou para algumas ações prioritárias para garantir o desenvolvimento sustentado do Projeto Jaíba. Na esteira dessa avaliação, em 2010, o Governo de Minas contatou a Jica para negociar um novo projeto no Jaíba. A Jica financia outros projetos de irrigação e o Projeto Jaíba é reconhecido pela agência como uma iniciativa de sucesso e bem avançada frente aos outros.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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