Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero
A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos.
O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário.
As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão.
Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das equipes de resgate. Um menino de apenas 5 anos e uma mulher de 39 sofreram traumatismo cranioencefálico, precisaram ser entubados ainda às margens da rodovia e foram levados às pressas, de helicóptero, para a Santa Casa de Montes Claros.
O motorista da van, de 52 anos, também ficou ferido, apresentando suspeita de fraturas na perna direita e na clavícula, além de um corte na orelha. O socorro envolveu uma verdadeira força-tarefa, com atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e da perícia da Polícia Civil de Minas Gerais.
A rodovia ficou completamente interditada por quase sete horas, causando longos congestionamentos e ampliando ainda mais a tensão no local. A pista só foi liberada às 14h55, após um trabalho intenso de resgate, remoção dos veículos e perícia.
Mais uma vez, a BR-251 reforça sua fama assustadora. Para quem vive e trafega pela região, fica o alerta — e o medo constante de que novas tragédias possam acontecer a qualquer momento. Em Grão Mogol, o sábado termina marcado por luto, apreensão e uma pergunta que insiste em ecoar: até quando a “rodovia da morte” continuará fazendo vítimas?

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