Cenas de pânico, veículos destruídos e risco de explosão marcaram o final da manhã desta quarta-feira (15) na temida BR-251, na altura da serra de Francisco Sá, no Norte de Minas. Um acidente envolvendo duas carretas e dois caminhões-pipa transformou um dos trechos mais perigosos da rodovia em um verdadeiro cenário de guerra.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, tudo começou quando uma carreta-baú carregada de sal mineral perdeu o controle ao descer a serra no sentido Salinas/Francisco Sá. O veículo, completamente desgovernado, atingiu a lateral de outra carreta que seguia na mesma direção — mas o pior ainda estava por vir.
Sem qualquer controle, a carreta atravessou a pista e colidiu violentamente contra dois caminhões-pipa novos que subiam a serra no sentido contrário. O impacto foi devastador, deixando veículos retorcidos e espalhando destroços pela pista.
O motorista da carreta, um homem de 38 anos, sofreu fraturas nas duas pernas e precisou ser socorrido em estado grave. Já o condutor de um dos caminhões-pipa, de 37 anos, apresentava fortes dores no peito e suspeita de fraturas nas costelas. Ambos foram atendidos por equipes do Samu e encaminhados para hospital em Montes Claros.
Como se não bastasse a violência da colisão, o acidente quase terminou em tragédia ainda maior. Uma das carretas pegou fogo, provocando desespero entre motoristas e testemunhas. As chamas foram inicialmente controladas por populares, até a chegada dos bombeiros, que realizaram o rescaldo e evitaram uma possível explosão.
O perigo continuou com o derramamento de combustível na pista, aumentando o risco de incêndio. Para conter a situação, os militares utilizaram serragem, numa corrida contra o tempo para evitar um desastre ainda mais grave.
A BR-251 ficou totalmente interditada por cerca de uma hora e meia, gerando congestionamento e tensão entre os motoristas que dependem da rodovia.
O acidente reforça o alerta: a serra de Francisco Sá segue sendo um dos pontos mais críticos e perigosos da região, onde qualquer descuido pode terminar em tragédia. Enquanto os veículos eram retirados e a pista liberada, ficava no ar o medo — e a certeza de que, por pouco, o desfecho não foi ainda mais fatal.
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