Democracia, representatividade e inclusão marcam nova fase das políticas quilombolas em Varzelândia

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Em Varzelândia, a gestão Do Povo Para o Povo vem consolidando uma nova forma de governar: mais participativa, inclusiva e alinhada com as demandas históricas das comunidades tradicionais. Um exemplo recente desse avanço foi o reconhecimento institucional ao processo eleitoral da Associação Quilombola de Brejo dos Crioulos, realizado no último domingo, 19 de abril de 2026. A Secretaria Municipal de Políticas Quilombolas e Povos Tradicionais, sob a condução do secretário Francisco Charles Viríssimo da Silva, destacou o caráter democrático, transparente e respeitoso da eleição, que resultou na escolha da Chapa 1, liderada por Robeito e Sara, para a presidência da associação. O órgão também fez questão de reconhecer o papel da Chapa 2, representada por Samay e Eliton, ressaltando a importância da postura ética e do espírito democrático durante todo o processo. Mais do que um ato formal, o posicionamento da Prefeitura evidencia uma gestão que compreende a relevância do protagonismo comunitá...

Exemplo em Salinas: Aos 11 anos, menina empreendedora faz artesanato para pagar faculdade

Menina aprendeu a fazer bordados com a tia
(G1) Mariane Pereira de Oliveira tem 11 anos, mora em Ferreirópolis, distrito rural de Salinas (MG), estuda na rede pública e sonha em fazer uma boa faculdade logo que concluir o Ensino Médio. “Ainda não sei qual vai ser o curso, mas estou pensando”, esclarece, em tom de brincadeira.
A menina é bastante estudiosa. Segundo a família, chega a ser 'caxias' quando o assunto são os estudos. Ela segue o caminho certo para ser aprovada no vestibular. Na escola, as notas são sempre acima da média. O problema, que já previu desde pequena, seria ter condições financeiras para custear as mensalidades. “Acho que meus pais não teriam como pagar. Um curso bom é muito caro”, conta.
Mariane mora em uma casa simples com os pais. O que a família conquistou até hoje sempre foi com muito trabalho, superando as dificuldades. Esse contexto de distantes oportunidades e muita determinação despertou o espírito empreendedor da menina.
Há cerca dois anos, ela aprendeu com a tia a fazer bordados à mão em toalhas de mesa, panos de prato e outras peças. Mariane aproveita cada festa ou reunião de família para vender os produtos que faz. A maior parte do dinheiro vai direto para o "caixa dos estudos", mas também usa o recurso para fazer compras programadas.
O primeiro investimento foi em um tablet. Para conseguir comprar o aparelho, juntou a quantia suficiente em apenas seis meses. "Ela chegava da escola e depois que terminava todas as tarefas já começava a bordar", conta o pai de Mariane, Lorisvaldo Pereira de Olivera, incentivador da filha.
Ela também é muito generosa, segundo a mãe. "Se tem alguém passando necessidade, ela pega do dinheiro que guarda e ajuda, por conta própria", conta Nadir Pereira de Oliveira, mãe de Mariane. "Antes, nós tínhamos a preocupação de ela se tornar materialista, mas hoje não temos mais. Ela até pede para dividir a conta quando saímos em família para comer algo".

Fazendo o dinheiro render
A vontade em poder custear os sonhos surgiu desde bem cedo, quando Mariane tinha cinco anos. “Não queria depender exclusivamente dos meus pais. Quando eu queria comprar uma bala ou um salgadinho, ia lá e comprava com meu dinheiro”, explica.
No início, ela guardava as moedinhas que ganhava dos pais ou de algum familiar em um cofrinho. Depois passou a fazer investimentos. Mariane ganhou uma vaca, que dividia com uma tia. Mas em pouco tempo, acabou comprando a parte da tia com o dinheiro que havia guardado e começou a lucrar.
“Meu avô me ajudou, vendendo a vaca. Com a metade do dinheiro, compramos um bezerro, que cresceu e também foi vendido. Hoje tenho duas vacas e um bezerro, e pretendo continuar fazendo o dinheiro render e guardar para a faculdade”, ressalta.
A família já vê como certo o futuro promissor da pequena empreendedora, e já pensa em como vai ser quando ela terminar os ensinos fundamental e médio, passar no vestibular e ter que se mudar do distrito. "Vamos ficar na saudade, mas vai valer a pena. Pela vontade que ela tem de vencer, vai ter um futuro brilhante", completa o pai.

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