Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Construtora devolve obra a CODEVASF por falta de pagamento, enquanto barragem perde volume


Sede da construtora Gel na Colonização II em Nova Porteirinha.
(Por Ivo Júnior) Mesmo diante das piores constatações sobre a realidade hídrica de Janaúba e toda a região Norte Mineira. Mesmo diante de tantas promessas por parte dos gestores quando acionados pela imprensa e conseqüentemente pela população, a classe política parece não entender a necessidade real de se fazer ações de combate ao desperdício de água na região.
Nesta terça feira, 07 de julho, a reportagem da Rádio Onda Norte FM recebeu a informação que a Construtora GEL, responsável pela obra de mudança no sistema de canalização de água no Projeto Gorutuba, estava devolvendo a referida obra para a CODEVASF, devido à falta de pagamento. A CODEVASF acumula uma dívida de R$ 10 milhões com a construtora. Em contato com funcionários da construtora, foi informado que desde dezembro o órgão não está realizando o pagamento, o que acabou dificultando os compromissos assumidos junto aos fornecedores por parte da construtora.
A reportagem tentou fazer contato por três vezes com o Superintendente Dimas Rodrigues, mas, todas as ligações foram atendidas por assessores que afirmavam ele, estar impossibilitado de falar no momento.  Na Manhã dessa quarta feira, depois de mais um tentativa o Superintendente retornou a ligação alegando não estar ciente da situação. Disse que entraria em contato com o diretor de obras do órgão para se inteirar da real situação e posteriormente daria um retorno ao jornalismo da Rádio Onda Norte.
A obra de mudança no sistema de canalização da água que é usada para irrigação e abastecimento no Projeto Gorutuba, há muito tempo vem sendo cobrada pela população de Janaúba e Nova Porteirinha que presencia regularmente o desperdício, causado pela má qualidade das canaletas. O sistema atual é antigo, somando 36 anos de implantação e pouca manutenção durante esse período. Ao percorrer o Projeto é comum ver vazamentos de grandes proporções por todo o trajeto, o que gera um desperdício de mais 60% da água que é retirada do lago da barragem Bico da pedra.
Aliado ao desperdício esta a escassez de chuva que vem se intensificando a cada ano no Norte de Minas. As Chuvas esse ano foram abaixo da média, o que acendeu um alerta para a população que precisa da água para o abastecimento humano e para o agronegócio. Engana se quem defende que deva parar o fornecimento de água para o agronegócio. A economia gerada no município que não conta com indústrias é movimentada na maior parte pela prestação de serviços e esta prestação de serviço e fomentada na sua maioria pelo agronegócio.
Em consulta ao Distrito de Irrigação do Gorutuba nesta quarta feira, 08 de julho, foi constatado que o nível de água da barragem Bico da Pedra encontra-se, há apenas 90 centímetros para atingir o volume considerado crítico, onde é preciso usar bombeamento artificial para retirar a reserva de água que fica abaixo do volume morto.
Com a paralisação da obra, mais, uma vez a necessidade do povo fica em ultimo plano. Além do desperdício de água que continuará acontecendo, colocando em risco o abastecimento de dois municípios que juntos somam cerca de 100 mil pessoas, gerando um PIB de mais de R$ 600 milhões, podendo causar pela primeira vez um racionamento de água. Outro problema é que historicamente no Brasil as obras que paralisam e são devolvidas ao governo, dificilmente são retomadas. Com isso é mais uma remessa de dinheiro público que foi gasto e que ficará enterrado como os canos que já foram colocados. Além do desperdício de água existe também o desperdício de dinheiro público.

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