Janaúba sob choque: idoso é brutalmente assassinado a pauladas na zona rural

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A tranquilidade do município de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, foi violentamente rompida nesta sexta-feira, 9 de janeiro, por um crime que causou comoção e revolta. Policiais civis e militares foram acionados para apurar a morte de um idoso encontrado sem vida próximo à própria residência, em plena zona rural do município. O crime aconteceu na comunidade de Tracbel, onde moradores relataram momentos de tensão e medo após a descoberta do corpo. A vítima foi identificada como Amélio Ferreira da Silva, de 70 anos, aposentado, conhecido na região por levar uma vida simples e tranquila. Cena chocante e sinais de extrema violência De acordo com informações preliminares, o corpo apresentava marcas evidentes de agressão, principalmente na região da cabeça. Os indícios apontam que o idoso teria sido assassinado a golpes de pau, em um ataque brutal que chocou até mesmo policiais experientes que atenderam a ocorrência. A violência empregada no crime levanta fortes suspeitas de homicídio dolos...

Justiça de Janaúba prorroga prisão de 12 suspeitos de fraudes milionárias no seguro DPVAT

Na operação em MG, foram presos policiais civis,
delegado e um policial militar
(Por João Henrique do Vale) A Justiça de Janaúba prorrogou a prisão temporária de 12 pessoas suspeitas de aplicar fraudes milionárias no Seguro DPVAT. Elas foram presas junto com outros 28 alvos, entre eles, policiais civis e militares, médicos, advogados e empresários, durante operação da Polícia Federal (PF) na última segunda-feira. Segundo as investigações, o esquema pode ter dado um prejuízo maior que R$ 28 milhões em um ano somente no Norte de Minas. No Brasil todo, a estimativa que a quadrilha lucrou aproximadamente R$ 1 bilhão.
A decisão da Justiça foi proferida nessa sexta-feira. O juiz Ériton José Santana Magalhães decidiu prorrogar por mais cinco dias a prisão temporária dos 12 suspeitos. O juiz de Montes Claros já tinha negado o pedido de prorrogação feito pela PF contra outros 28 presos, que acabaram soltos. Na próxima semana, agentes da corporação devem entrar com o pedido para converter as prisões dos líderes da organização de temporária para preventiva.
O seguro DPVAT garante indenização à vítima do acidente ou ao seu beneficiário. Em caso de morte ou invalidez, os familiares ou a vítima recebem, atualmente, R$ 13,5 mil. A pessoa ferida recebe R$ 2,7 mil para reembolso de despesas hospitalares. O benefício é administrado pela Seguradora Líder dos Consórcios, que também foi alvo da operação. Segundo as investigações, a quadrilha, dividida em cinco núcleos, aproveitava a fragilidade do sistema para aplicar os golpes. 
Os criminosos ajuizavam ações judiciais por escritórios de advocacia sem o conhecimento e autorização da vítima. Para isso, assinaturas e declaração de residência eram falsificadas. Outro modo era o ajuizamento de ações simultâneas em comarcas distintas sem relação com o local do acidente e sem o conhecimento das vítimas e outra modalidade era o pagamento da seguradora antes mesmo da homologação do acordo e diretamente aos advogados das supostas autoras da ação. Também foi identificado o pagamento mesmo depois de ser negada a homologação. 
Outras estratégias tinham a participação de policiais civis e militares. As indenizações eram pagas por meio de boletins de ocorrência falsificados ou por laudos médicos e periciais de fisioterapeutas irregulares. Até mesmo sinistros que não eram acidentes eram usados para receber o benefício. Segundo a PF, foi identificada a transferência de lesões corporais com base na Lei Maria da Penha, acidentes domésticos, lesões em jogo de futebol e brigas de bares, para ocorrências de trânsito. 
Em Montes Claros, no Norte de Minas, um dos municípios onde a organização criminosa agia, uma das primeiras denúncias sobre o caso foi feita pelo juiz Danilo Campos, da 5ª Vara Cível da cidade. Ele encaminhou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal, solicitando a apuração do suposto esquema ao perceber o aumento significativo de ações na Justiça para recebimento do seguro. Somente no município, foram identificadas 10 mil ações contra a Seguradora Líder e associadas. 
Ainda segundo o magistrado, havia indícios evidentes de simulação de lesão com danos às vítimas. Com isso, os suspeitos recebiam o valor do seguro por meio de pedidos protocolados por advogados na cidade. Conforme a denúncia do juiz, a maioria das ações tinha um laudo com a assinatura do mesmo médico. Além disso, agentes de seguradoras e advogados captavam pessoas vítimas de acidentes em hospitais.

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