Cultura, fé e memória ganham destaque em Varzelândia com lançamento literário na Praça Cícero Dumont

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A cidade de Varzelândia vive mais um momento de valorização cultural e fortalecimento da identidade local. Neste sábado, 7 de março, a partir das 17h, a Praça Cícero Dumont será palco de um encontro especial entre literatura, história e comunidade, com a presença do escritor João de Deus Gonçalves, autor do livro “Padre José Silveira dos Anjos – Testemunho de Digno Missionário de Cristo”. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Varzelândia, por meio da administração Do Povo Para o Povo, liderada pelo prefeito Amâncio Oliva, que tem buscado incentivar ações que valorizem a cultura, preservem a memória e reconheçam os talentos que fazem parte da história do município. Durante o evento, o autor estará presente em um dos estandes montados na praça para apresentar sua obra, conversar com leitores, receber visitantes e realizar uma sessão de autógrafos, proporcionando um momento de proximidade entre o escritor e a comunidade. A programação promete reunir amantes da literatura, pesqui...

Se não chover até outubro, metade do Jaíba vai parar

‘Desaguado’. Bolsões de areia rasgam o São Francisco
e seca é arrastada pelas margens do rio afora
Jaíba e Janaúba. “Por falta d’água, perdi meu gado, morreu de sede meu alazão”. Impossível não lembrar dos versos de “Asa Branca”, cantada por Luiz Gonzaga, ao passar pelo Norte de Minas. Segundo dados da Defesa Civil, das 148 cidades que já decretaram estado de emergência no Estado neste ano, 85 estão lá. Em Janaúba, não chove há nove meses e há um ano o abastecimento para a irrigação foi cortado em 50%, obrigando os produtores a abandonarem lavouras.
O que lá já aconteceu agora assombra o Jaíba, onde 27 mil hectares (ha) de área plantada só sobrevivem graças à irrigação, que depende do rio São Francisco. Se não chover até outubro, esse oásis em meio ao sertão mineiro só funcionará pela metade, colocando em risco uma produção anual de mais de 1 milhão de toneladas de frutas. Mas as previsões dos serviços meteorológicos indicam chuva só para meados de novembro.
O projeto bilionário custou aos governos federal e estadual cerca de R$ 1,5 bilhão. É dividido em dois distritos, um com 10 mil ha e outro com 17 mil ha, ambos irrigados por bombeamento. O sistema funciona normalmente com uma vazão de 20 m³/s de água, mas já está com 15 m³/s. Se o São Francisco não encher, o volume será reduzido para 10 m³/s. Neste nível, as bombas não conseguem mais captar, e a saída será o racionamento.
“Hoje irrigamos os dois distritos todos os dias. Se atingirmos esse pior cenário, sem um bombeamento auxiliar, não dá para garantir água para as duas etapas o tempo todo e passaremos a racionar. Um dia irrigaremos o Distrito 1, e outro dia irrigaremos o Distrito 2”, explica o gerente do Distrito de Irrigação do Jaíba (DIJ 1), Marcos Medrado.
Esse bombeamento auxiliar já foi requisitado à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que coordena a etapa 1 do projeto. Mas ainda não veio. O gerente da área de produção pela Codevasf, Paulo Roberto Carvalho, afirma que o sistema de bombas flutuantes já está sendo licitado, com um custo de R$ 12,3 milhões e, após a licitação, pode ser instalado em 60 dias. “Não é algo simples, tem que ser feito. E é uma situação totalmente nova, pois nunca vimos uma seca assim desde 1931”, afirma Carvalho.

Racionamento. Como a bomba não ficará pronta em menos de dois meses, nem a chuva deve cair antes disso, o Jaíba não escapará do racionamento. Até 30 de setembro, o Operador Nacional do Sistema (ONS) garante a vazão de 160 m³ em Três Marias, que alimenta o rio. “A partir de outubro, vai baixar para 150 m³/s, aí teremos que avaliar. Se a situação não mudar e não chover, o racionamento começa em outubro mesmo”, diz Carvalho.
O presidente da Ruralminas, Luiz Afonso Vaz de Oliveira, que é responsável pela gestão da etapa 2 do Jaíba, também confirma que, se a situação permanecer inalterada, haverá racionamento. “Cê tá doida moça, as consequências serão muito graves. Produção cai, produtividade cai e tem desemprego. Só aqui dentro dos dois perímetros de irrigação moram 28 mil pessoas”, afirma Oliveira.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Fonte: O Tempo

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