Madrugada de terror em Varzelândia: mulher é atacada com facão pelo ex-companheiro dentro de casa enquanto filho de apenas 2 anos estava na residência

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Movido por ciúmes e inconformado com o fim do relacionamento, segundo relato da vítima, homem teria ameaçado matá-la, deixado o imóvel e retornado armado com um facão. A mulher sofreu cortes ao tentar se proteger dos golpes. O suspeito foi localizado pela Polícia Militar, preso em flagrante e admitiu a agressão. Uma madrugada de medo, violência e desespero marcou a vida de uma mulher nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, no município de Varzelândia, no Norte de Minas Gerais. Dentro da própria residência, onde deveria encontrar segurança e tranquilidade, ela foi surpreendida por um ataque com facão atribuído ao ex-companheiro. A situação se torna ainda mais alarmante pelo fato de seu filho, uma criança de apenas dois anos, estar no imóvel no momento da agressão. O episódio, registrado por volta das 4 horas da madrugada, mobilizou a Polícia Militar e terminou com a prisão em flagrante do suspeito. Segundo as informações policiais, o homem não aceitava o término do relacionamento e t...

Janaúba: ONS é acusado de ingerência

Bico da Pedra. Canos que estão à mostra desde o
começo do ano passado só tinham sido vistos no fim da década de 70,
quando a barragem foi inaugurada em Janaúba
(Por QUEILA ARIADNE) Jaíba, Janaúba e Matias Cardoso. Que chova na cabeceira do rio São Francisco e em todos os seus afluentes. São Pedro, escutai essa prece, compartilhada entre os produtores do Norte de Minas. Em Janaúba, a oração é para chover lá, encher o rio Gorutuba e a barragem Bico da Pedra, que irriga a região. No Jaíba, a reza é para as águas caírem em Três Marias, pois é lá que está o reservatório de onde o fluxo é liberado para o canal de irrigação. Quem administra essa vazão é o Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável pelo controle da geração de energia no país. E é neste órgão que os produtores colocam a culpa dos baixos níveis dos reservatórios.
“O problema foi ingerência do ONS. Mesmo quando a afluência (entrada de água na represa) estava menor do que a efluência (saída de água), eles continuaram liberando água em grande quantidade, priorizando a geração de energia, enquanto deveriam ter feito alguma reserva”, critica o diretor da Associação dos Produtores de Limão do Jaíba (Aslim), Ítalo Teles.
Ele conta que, em janeiro de 2014, recebeu um e-mail de um amigo de Januária, com a série histórica do nível de Três Marias, que estava com 29% da capacidade. Hoje, está com 6%. “Pelo histórico dá para ver que nunca esteve assim. Em 2012, quando começou a cair o nível, eles mantiveram a mesma vazão. Num momento em que entrava 33m³/s, a vazão permitida era de 715 m³/s. Priorizaram a geração de energia, mas deveriam ter pensado melhor”, afirma Teles.
Para o presidente da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Jorge Luís de Souza, falta diálogo. “Para nossa surpresa, o ONS decidiu reduzir a vazão de Três Marias e descobrimos que ele não conversava com Codevasf e sequer sabia o que era o projeto Jaíba. Deveriam ter trabalhado com uma reserva maior de água, mas faltou planejamento”, critica Souza.
O ONS informa que tem feito reuniões constantes com todos os envolvidos e que as decisões são tomadas em conjunto com a Agência Nacional das Águas (ANA) e com os órgãos envolvidos.
A Cemig, dona da hidrelétrica de Três Marias, explica que os reservatórios são concebidos para acumular nas chuvas e usar na seca. “Isso está ocorrendo, pois o que chega ao reservatório está próximo de 30 m3/s e o que está saindo é da ordem de 160m3/s”, afirma a Cemig.

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