Janaúba: comunicamos o falecimento do senhor Mauro de Oliveira

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É com pesar que comunicamos o falecimento do senhor Mauro de Oliveira. A família comunica que o velório está acontecendo no Memorial da Funerária Bom Pastor. O sepultamento será neste domingo, 18 de outubro, às 16h30m, no Cemitério Campo da Paz, bairro São Lucas em Janaúba.

Alerta contra importação de bananas vindas do Equador

Comércio de banana na Ceasa: exportações equatorianas são dominadas por gigantes dos Estados Unidos
Após a instrução normativa publicada pelo Ministério de Agricultura no mês passado, que abriu as portas do país à importação de bananas, algumas redes supermercadistas já demonstraram interesse em comprar o produto do Equador, maior exportador do mundo do produto.
Apesar de nenhum registro de embarque ter sido concretizado até o momento, entidades que representam os bananicultores brasileiros alertam que, caso as negociações em andamento se concretizem, a importação trará risco de ingresso de pragas já confirmadas no Equador e inexistentes no Brasil.
A safra nacional deste ano é estimada em 7,1 milhões de toneladas, em uma área cultivada de 500 mil hectares. Minas Gerais, o quarto maior produtor nacional e responde por 740 mil toneladas, com o cultivo concentrado no Norte e Vale do Jequitinhonha.

Estrutura
“A entrada de banana importada só não aconteceu porque ainda não estão montadas as estruturas de recebimento e distribuição. Sabemos que algumas redes de supermercado já fizeram cotações de preço”, afirmou Pierre Vilela, coordenador da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas gerais (Faemg).
Segundo Vilela, pelas regras vigentes desde a instrução normativa, não existem outras barreiras à entrada do produto equatoriano que não seja a burocracia dos procedimentos e a infraestrutura da operação de importação. “É uma papelada, mas que não impede o desembarque do produto. Uma navio carregado de banana já interfere consideravelmente no mercado interno”, disse. O reflexo se daria em todo o país, já que a banana é o único produto agrícola cultivado em todas as 27 unidades da federação.
Vilela explica que o reuso de embalagens, prática comum no Brasil pela falta de fiscalização, tem potencial para proliferar bactérias e fungos. “No Equador, o incidência de algumas pragas é tão forte que semanalmente se faz aplicação de agrotóxico”, disse.
Estão instalados no Equador os maiores players globais de fruticultura, originários dos Estados Unidos, lembrou o presidente da Confederação Nacional dos Bananicultores (Conaban), Dirceu Colares. “Lá, a mão de obra é barata, a legislação ambiental é mais frágil e o produtor tem mais escala. Isso torna o produto mais barato”, afirmou.
Dirceu Colares informou que apenas Janaúba, cidade polo da produção de banana em Minas, a atividade emprega 15 mil trabalhadores diretamente. Em encontro com o ex-ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, o argumento oficial seria o de equilibrar a balança comercial com o país, vizinho, hoje deficitária para o Equador, que tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do continente.
“Na primeira semana de maio temos encontro com o governo federal, mas com viés mais político. Estamos realizando levantamento fitossanitário para posteriormente apresentar ao Ministério de Agricultura”, disse o presidente da Conaban.

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