Varzelândia avança rumo à instalação da agência do INSS e fortalece acesso da população aos serviços previdenciários

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A Prefeitura de Varzelândia deu mais um importante passo em direção a uma conquista histórica para o município: a implantação de uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta semana, a equipe técnica do órgão realizou a vistoria no espaço que está sendo preparado para receber a futura unidade, marcando uma etapa fundamental no processo de instalação do serviço na cidade. O avanço representa o resultado do trabalho articulado e do compromisso da gestão do prefeito Amâncio Oliva, que tem atuado de forma permanente para ampliar o acesso da população aos serviços públicos e garantir mais dignidade, comodidade e inclusão para os cidadãos varzelandenses. Atualmente, muitos moradores precisam se deslocar para outros municípios em busca de atendimento previdenciário, enfrentando gastos, dificuldades de transporte e perda de tempo. Com a futura agência do INSS em funcionamento, a realidade será transformada, aproximando serviços essenciais de quem mais precisa e oferecendo ma...

Assessor do deputado Ademir Camilo operava esquema no Trabalho

Brasília - Considerado foragido da Justiça, o assessor parlamentar Marcos Vinícius da Silva, o Marquinhos, é apontado como operador de dois esquemas desbaratados pela Polícia Federal nos últimos três meses. Até julho, ele estava lotado no gabinete do deputado federal Ademir Camilo (PSD-MG), que o exonerou depois de as irregularidades virem à tona.
Deflagrada nesta segunda-feira, 9, pela PF, a Operação Esopo aponta o envolvimento do assessor no desvio de recursos do Ministério do Trabalho. Segundo o inquérito, ele atuava em prefeituras do norte de Minas para liberar pagamentos ao Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que estaria no centro das fraudes.
Há indícios de que prefeitos recebiam propina para escolher a entidade e fazer os repasses.
Ademir Camilo disse ao Estado que, se cometeu irregularidades, o assessor agiu de forma "autônoma".
Marquinhos foi exonerado do gabinete do deputado em 3 de julho, um dia após a PF deflagrar a Operação Violência Invisível, que desbaratou esquema de falsificação de precatórios judiciais federais e venda desses títulos podres a prefeituras. Segundo os investigadores, o assessor era o responsável por contatar agentes políticos envolvidos, que recebiam suborno.
Os advogados de Marquinhos apresentaram habeas corpus à Justiça, sem sucesso. Nesta segunda-feira, a PF voltou a procurá-lo, por meio de mandado de prisão expedido pela Justiça na Operação Esopo.
Relatório da operação, obtido pelo Estado, diz que o ex-assessor de Camilo foi o responsável por liberar pagamentos às prefeituras de Janaúba e Januária, "com provável pagamento de propina ao ex-prefeito desta última", Maurílio Neris de Andrade Arruda (PTC), que ocupou o cargo até 2012.
Segundo a PF, o ex-prefeito de Januária concordou com a contratação do IMDC, sem licitação, e liberou pagamentos à entidade ignorando pareceres contrários de seus assessores na prefeitura. Além das irregularidades apontadas na Esopo, o ex-prefeito responde a oito ações de improbidade administrativa e duas ações penais.
A corporação aponta Marquinhos como figura central no esquema montado em Minas. "O viés político da atuação desse investigado é de suma importância para esclarecer o motivo de tantas prefeituras escolherem o IMDC para execução do ProJovem, sempre com irregularidades na contratação e execução do programa", diz o relatório.
Os advogados do assessor e do ex-prefeito de Januária não foram localizados pela reportagem. O deputado Ademir Camilo alegou não ter conhecimento da participação do assessor nos esquemas. Segundo ele, Marquinhos trabalhava em seu escritório político em Minas e, antes da Operação Violência Invisível, não tinha contato com ele havia "dois ou três meses", apesar do vínculo com o gabinete.
O parlamentar participou de viagens ao lado do governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), para anunciar pelo Estado recursos para o ProJovem, provenientes de convênios com o Ministério do Trabalho. Mas nega que tenha atuado na Câmara direcionando verbas, via emendas, para essas parcerias. "A única que eu tinha, de R$ 500 mil, não foi paga", assegura.
Por meio de sua assessoria, o governo de Minas informou que presta "toda colaboração" com a apuração do caso e que, após as primeiras denúncias de fraudes por parte do IMDC, em 2010, um de seus órgãos, o Idene, rescindiu os contratos com a entidade e entrou na Justiça para receber valores pagos. A Oscip ainda foi incluída em cadastro de inadimplentes, mas foi retirada por ordem judicial.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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