Prefeitura de Varzelândia celebra 63 anos de emancipação política com orgulho e visão de futuro

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Varzelândia amanheceu em clima de celebração nesta terça-feira, 03 de março. O município comemorou 63 anos de emancipação política, reafirmando sua trajetória marcada por tradição, resistência e desenvolvimento. Sob a liderança do prefeito Amâncio Oliva, a gestão Administração Do Povo Para o Povo destacou a importância da data não apenas como um marco histórico, mas como um momento de reconhecimento à força do seu povo e à identidade construída ao longo de mais de seis décadas. Uma história escrita pelo trabalho e pela fé Varzelândia tem sua história entrelaçada à força do trabalhador rural, à cultura vibrante das comunidades e ao espírito acolhedor que define cada varzelandense. São 63 anos de construção coletiva, onde cada geração contribuiu para transformar desafios em conquistas. Da produção no campo ao fortalecimento do comércio local, da tradição religiosa às manifestações culturais que mantêm vivas as raízes do município, Varzelândia se consolidou como símbolo de perseverança e ...

Prefeito Yuji Yamada anuncia que não haverá carnaval em Janaúba

(Por EM) A crise por que passam várias prefeituras do estado, às voltas com dívidas herdadas de gestões anteriores, dificuldades de caixa para arcar com pagamento de funcionalismo, contratos e mesmo serviços de manutenção da cidade, pode minguar o carnaval em redutos tradicionais de Minas Gerais. A ordem é conter os gastos para garantir o funcionamento de áreas consideradas básicas, como saúde e educação. Com algumas cidades decretando estado de emergência administrativa, a expectativa é de que a folia se torne modesta e alguns prefeitos já anunciam até o cancelamento da festa. Em outros lugares, contam com o apoio de empresários locais para não deixar a folia morrer.
Em Janaúba, no Norte de Minas, o prefeito Yuji Yamada (PRP) anunciou ontem que não vai haver carnaval. A tradicional festa no complexo turístico da Barragem do Bico da Pedra, que atrai muitos foliões, foi cancelada por causa da crise financeira que atinge o município. Em primeiro mandato, ele determinou uma auditoria para avaliar as contas que herdou do prefeito anterior, mas já tem um diagnóstico: faltam recursos para a festa. “Foi uma decisão muito difícil, mas seria uma irresponsabilidade neste momento de dificuldade organizar a festa, faltando poucos dias. A prefeitura vai focar em prioridades como saúde e educação”, afirmou o prefeito. Também já cancelaram o carnaval Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas.
Em Bom Despacho, no Centro-Oeste, o prefeito Fernando Cabral (PPS) decretou estado de emergência na cidade, na terça-feira, alardeando uma dívida deixada pela gestão anterior de R$ 1.717.316,44 em restos a pagar e de mais R$ 1,2 milhão não empenhados. “A expectativa para a realização do carnaval 2013 não é das melhores”, afirmou o secretário de Cultura e Turismo, Roberto Ângelo. Mas ele sustenta que a festa tem papel importante na economia da cidade e deve acontecer mesmo que não haja recurso público para investimento. “Talvez não seja possível realizá-la da forma como esperávamos.”
Um dos mais tradicionais e famosos carnavais do estado, Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, sofre com a perspectiva de ser obrigada a fazer uma festa mais modesta. Depois de decretar estado de emergência no dia 10 por ter herdado uma dívida de cerca de R$ 3,5 milhões, o prefeito interino, Maurício Maia (PSDB), passou a articular com empresários locais e com o governo do estado meios para garantir que a folia aconteça com segurança e com a enorme estrutura que a festa demanda. Ele assumiu a prefeitura no lugar de Paulo Célio, também do PSDB, que foi impedido de tomar posse devido ao indeferimento da candidatura do vice-prefeito eleito, Gustavo Botelho (PP). O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) anunciou ontem que novas eleições para a prefeitura ocorrerão em 7 de abril.
Segundo o deputado federal Marcus Pestana, presidente estadual do PSDB, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Copasa devem entrar com patrocínio. “O governador já foi acionado, e o secretário de Turismo, Agostinho Patrus, está cuidando do assunto. Vai depender do governo tentar o patrocínio de alguma entidade privada”, afirma ele.
Uma das mais famosas festas do estado entre os jovens, a de Abaeté, no Centro-Oeste, também está garantida, mas ela tem razão de não ser afetada pela crise dos municípios. É que na cidade, quem financia o carnaval é um empresário local. Para este ano, está previsto show dos sertanejos Fernando e Sorocaba. “Vamos ter um carnaval modesto, mas vamos ter”, disse o prefeito Armandinho (DEM), que também acaba de chegar ao Executivo. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, as escolas de samba vão desfilar. Segundo o prefeito estreante Bruno Siqueira (PMDB), apesar de ter herdado uma dívida de R$ 33 milhões da gestão anterior, a verba para o carnaval já estava garantida. “A situação da cidade não é confortável de um modo geral mas é administrável.”
O prefeito de Sabará, Diógenes Fantini (PMDB), promete um carnaval simples, para a comunidade local e reclama: “O governo do estado devia dar um maior apoio para os carnavais tradicionais”. Ele garante que, mesmo com as dívidas herdadas, a festa vai acontecer. Ela deve custar em torno de R$ 300 mil, um valor muito menor do que o do ano passado, segundo Fantini. Em Esmeraldas, na Grande BH, o prefeito Glacialdo de Souza (PT) também argumenta que, mesmo com as dívidas, a folia é muito importante para a população local e tem que acontecer.

De olho nos 'órfãos'
Enquanto a crise desfalca alguns, os municípios que mantêm o carnaval esperam ganhar novos adeptos com o cancelamento de festas tradicionais. Em Pirapora, no Norte do estado, a cidade acredita que o número de foliões vá superar, e muito, os cerca de 30 mil a 40 mil que geralmente optam por lá. A cidade se prepara para receber os turistas e oferecer atrações, além da música e dos blocos de rua, tudo nas praias do Rio São Francisco. E a cidade corre contra o tempo. O secretário de Turismo, Alberto Trincanato, afirmou que vai entregar a programação ainda neste fim de semana para tentar atrair as pessoas que ainda não decidiram onde vão passar o carnaval. 
“Geralmente recebemos até 40 mil foliões, mas pensamos que este ano vai ser mais, porque cidades como Diamantina, Sabará e muitas outras não tiveram muito tempo de se organizar. Estamos entendendo que muita gente não vai marcar seu carnaval em cidades tradicionais e a gente pode receber um público maior”, afirmou o secretário de Pirapora. 
Mesmo com a prefeitura endividada, São João del-Rei, na Região Central, comemora 300 anos em 2013 e o secretário Municipal de Cultura, Pedro Leão, promete uma grande festa para celebrar a ocasião. O carnaval da cidade deve custar em torno de R$ 600 mil.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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