Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Ferrous investe US$ 1,2 bi em projeto de minério em Minas

Desafio. O economista e novo diretor executivo da Ferrous,
Guilherme de Alencar Amado, quer colocar a empresa entre as maiores
Com um mercado consumidor vigoroso de minério de ferro, principalmente na China, a Ferrous Resources Brasil, com sede em Belo Horizonte, quer estar produzindo, a partir de 2017, 17 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo 15 milhões de toneladas na mina Viga, em Congonhas, e 2 milhões de toneladas na mina Esperança, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Para ampliar a produção das atuais 3 milhões de toneladas, a mineradora inicia um plano de investimentos de 2013 a 2016 de US$ 1,2 bilhão. "Iremos ao mercado para captar os recursos. Pode ser uma combinação de recursos do BNDES , ou lançamento de bonds no mercado internacional", explica o novo diretor executivo de finanças da Ferrous, Guilherme de Alencar Amado, 47. O primeiro passo da empresa é ter uma operação de 5 milhões de toneladas de minério de ferro já em 2013. Foram R$ 60 milhões investidos para esse novo volume a partir de janeiro. Com isso, o quadro de 847 empregados da empresa passará a 1.200. As contratações já estão acontecendo, principalmente em Congonhas, para atuação na mina. 
O faturamento previsto da Ferrous neste ano, que é de US$ 250 milhões, deve também pular para US$ 400 milhões, em 2013. 
A empresa, criada em 2007, com a união de investidores americanos, australianos, ingleses que investiram mais de US$ 1 bilhão no negócio, tem cinco minas, sendo três em operação, e ainda tem projetos do mineroduto, ligando a mina Viga, em Congonhas até o Espírito Santo e a construção do porto Presidente Kennedy, também no Espírito Santo. 
Atualmente, a MRS é usada para transportar o minério de ferro da Ferrous e o porto da Vale, em Sepetiba, no Espírito Santo é utilizado para a exportação. Existe a hipótese de a Ferrous ficar usando a logística da MRS e da Vale? "Existe. Enquanto a gente não atingir uma tonelagem mínima que dê sustentação econômica para o mineroduto esse tem que ser o caminho. E esse número é acima de 25 milhões de toneladas", afirma Guilherme Amado.
O executivo garante que os projetos do mineroduto e do porto não foram cancelados ou adiados. Pelo contrário. " A gente continua investimndo em engenharia e no licenciamento. Temos a Licença Prévia do projeto do mineroduto e do porto e temos que caminhar para o licenciamento de instalação e tem que ter as licenças previas das minas Serrinha e Viga Norte", informa. 
Guilherme Amado diz que "definitivamente" a Ferrous não desistiu da criação de uma logística própria. "Estamos só está dando um ordenamento de forma que a gente antecipe a geração de caixa invés de ficarmos esperando a longo prazo para esses licenciamentos ocorrerem", justifica. 
O investimento global da Ferrous ultrapassa os US$ 5 bilhões, desse total, mais de US$ 3 bilhões são para a construção do porto e do mineroduto. "É um investimento pesado e a geração de caixa da mina Viga auxilia no processo de investimento", afirma Guilherme Amado.


MINIENTREVISTA
"Minas combina reservas e logística"

Por que a Ferrous focou Minas Gerais? Onde tem no Brasil uma combinação em reservas minerárias e uma logística pronta é Minas Gerais. Tem uma série de ferrovias que ligam até portos especializados à exportação de minério. E minério sem logística não funciona. É um negócio pesado, de baixo valor agregado por tonelada e Minas consegue combinar reservas e logística.

Qual é o seu objetivo na empresa? Transformá-la em uma empresa operacional, lucrativa produzindo 17 milhões de toneladas por ano e faturando US$ 1,7 bilhão em 2017. É um desafio absolutamente factível, não é um projeto pequeno, mas é um projeto mensurável que tem uma relação de investimento por tonelada baixa.

Quais são as dificuldades? Mão de obra qualificada e licenciamento ambiental são os dois grandes gargalos. Contratamos empresas para procurar empregados, contratamos pessoas que não estão preparadas e damos treinamento.

O que é a Ferrous no mercado? É uma empresa nova, de uma base de ativos sólida, que tem posição de caixa expressiva, não tem endividamento e reúne condições quase únicas no Quadrilátero Ferrífero.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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