Esposa do prefeito de Pintópolis dirigia carro que atropelou e matou idosa; família cobra justiça

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Maria Evanilde Vieira Rosa, de 63 anos, morreu após ser atingida por um veículo em São Francisco. Prefeito Tinda confirmou que sua esposa, Josiane Ruas, estava ao volante. Polícia Civil investiga o caso. O atropelamento que terminou com a morte de Maria Evanilde Vieira Rosa, de 63 anos, ganhou forte repercussão após a confirmação de quem estava dirigindo o veículo: Josiane Ruas, esposa do prefeito de Pintópolis, Elton Carlos José de Souza, conhecido como Tinda. A tragédia aconteceu no último dia 6, na comunidade de Retiro, em São Francisco, onde era realizada a tradicional Festa do Milho. Maria Evanilde voltava para casa quando foi atingida e morreu no local. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, o veículo trafegava em alta velocidade e teria perdido o controle ao passar por um quebra-molas. Com a violência do impacto, a idosa foi arremessada. A motorista deixou o local sem prestar socorro. Um vídeo registrou o momento do atropelamento. O filho da vítima, José Adailson Vieira dos S...

MST ocupa terras no Alto Rio Pardo de Minas

Na madrugada de quarta-feira (29/08), cerca de 150 famílias de trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam a Fazenda Lajinha, na divisa dos municípios de Novorizonte e Fruta de Leite, Alto do Rio Pardo, Norte Sertanejo Minas Gerais.
A ocupação da Fazenda se deve a uma ação para a retomada das terras devolutas pertencentes ao Estado de Minas Gerais e que deveriam ser destinadas à reforma agrária, criação de parques ou recuperação de nascentes e vegetações. A região Alto Rio Pardo de Minas possui cerca de 420 mil hectares de terras de domínio público e foi recentemente alvo de investigação da Polícia Federal na chamada “Operação Grilo”.
Na região, ocorrem vários conflitos agrários e muitas famílias que ali nasceram e moram se sentem ameaçadas e são encurraladas pela ação do agronegócio para a produção do carvão. Muitas dessas empresas se envolvem em grilagem de terras, derrubam o cerrado e as nascentes para o plantio do eucalipto, criando grave problema social.

Inércia estatal
Tudo isso acontece com a conivência da Secretaria Estadual de Regularização Fundiária. O Estado entregou, durante vários anos, as terras para essas empresas e hoje, 40 anos depois, com contratos já vencidos, muitas dessas terras não foram devolvidas, em uma tentativa de grilagem de terras públicas, fazendo com que vários conflitos se arrastem por anos e anos, como os casos de Capão Muniz, em Rio Pardo de Minas, da Fazenda Cutica, em Novorizonte e Fruta de Leite, e ao redor do Vale das Cancelas, em Grão Mogol.
O MST reivindica que as terras sejam destinadas às famílias que ali nasceram e que vivem há muitos anos e não às empresas reflorestadoras que, na sua maioria, devastam as nascentes e destroem o cerrado. Outras informações pelos telefones (38) 9905-3747 ou (38) 9935-3915. Rio Pardo de Minas é uma cidade hoje jurisdicionada na Diocese de Janaúba, Província Eclesiástica de Montes Claros.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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