Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

MST ocupa terras no Alto Rio Pardo de Minas

Na madrugada de quarta-feira (29/08), cerca de 150 famílias de trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam a Fazenda Lajinha, na divisa dos municípios de Novorizonte e Fruta de Leite, Alto do Rio Pardo, Norte Sertanejo Minas Gerais.
A ocupação da Fazenda se deve a uma ação para a retomada das terras devolutas pertencentes ao Estado de Minas Gerais e que deveriam ser destinadas à reforma agrária, criação de parques ou recuperação de nascentes e vegetações. A região Alto Rio Pardo de Minas possui cerca de 420 mil hectares de terras de domínio público e foi recentemente alvo de investigação da Polícia Federal na chamada “Operação Grilo”.
Na região, ocorrem vários conflitos agrários e muitas famílias que ali nasceram e moram se sentem ameaçadas e são encurraladas pela ação do agronegócio para a produção do carvão. Muitas dessas empresas se envolvem em grilagem de terras, derrubam o cerrado e as nascentes para o plantio do eucalipto, criando grave problema social.

Inércia estatal
Tudo isso acontece com a conivência da Secretaria Estadual de Regularização Fundiária. O Estado entregou, durante vários anos, as terras para essas empresas e hoje, 40 anos depois, com contratos já vencidos, muitas dessas terras não foram devolvidas, em uma tentativa de grilagem de terras públicas, fazendo com que vários conflitos se arrastem por anos e anos, como os casos de Capão Muniz, em Rio Pardo de Minas, da Fazenda Cutica, em Novorizonte e Fruta de Leite, e ao redor do Vale das Cancelas, em Grão Mogol.
O MST reivindica que as terras sejam destinadas às famílias que ali nasceram e que vivem há muitos anos e não às empresas reflorestadoras que, na sua maioria, devastam as nascentes e destroem o cerrado. Outras informações pelos telefones (38) 9905-3747 ou (38) 9935-3915. Rio Pardo de Minas é uma cidade hoje jurisdicionada na Diocese de Janaúba, Província Eclesiástica de Montes Claros.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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