Reviravolta política em Francisco Sá: vice de Tó de Tilica renuncia à candidatura e provoca primeira baixa na disputa pela Prefeitura



A pouco mais de um mês das eleições suplementares de 6 de dezembro, a corrida pela Prefeitura de Francisco Sá sofre uma mudança inesperada. O vereador José Marcos Damasceno, conhecido como Marquim do Catuni (foto), renunciou à candidatura a vice-prefeito na chapa encabeçada por Tó de Tilica (PT). A declaração de renúncia, assinada em 4 de novembro, representa um revés para a composição política anunciada poucos dias antes.


O cenário político de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais, acaba de ganhar um novo capítulo de tensão, incerteza e reviravolta. Quando as articulações eleitorais pareciam encaminhadas e três chapas se preparavam para disputar o comando do município, uma decisão inesperada movimentou os bastidores da sucessão municipal.

O vereador José Marcos Damasceno, popularmente conhecido como Marquim do Catuni, renunciou à candidatura a vice-prefeito na chapa liderada pelo produtor rural e empresário Wilton Thiago Dias Prado, o Tó de Tilica, do Partido dos Trabalhadores (PT).

A declaração formal de renúncia foi assinada na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, justamente na data estabelecida pelo calendário eleitoral como prazo para o registro das candidaturas.

A decisão representa uma baixa significativa na composição política de Tó de Tilica, cuja chapa havia sido anunciada na noite de sábado, 31 de outubro, durante as articulações partidárias para a eleição suplementar.

A saída de Marquim ocorre em um momento particularmente delicado: às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, marcado para esta quinta-feira, 5 de novembro, e faltando apenas 32 dias para os eleitores retornarem às urnas.

Uma renúncia que movimenta os bastidores políticos
A candidatura de Tó de Tilica havia sido construída por meio de uma aliança envolvendo PT, PCdoB, PV e MDB, reunindo diferentes forças políticas em torno de um projeto eleitoral para Francisco Sá.

A escolha de Marquim do Catuni como candidato a vice-prefeito agregava à composição um nome com experiência no Legislativo e passagem pelo Executivo municipal.

Marquim exerce seu segundo mandato como vereador, presidiu a Câmara Municipal em 2020 e também ocupou o cargo de secretário municipal de Cultura durante o segundo mandato do ex-prefeito Mário Osvaldo Casasanta, entre 2020 e 2024.

Sua trajetória política fazia dele uma das figuras conhecidas da chapa petista.

Entretanto, poucos dias depois da apresentação da composição, a assinatura da declaração de renúncia alterou o cenário.

O que parecia ser uma chapa definida agora enfrenta a necessidade de reorganização em plena largada da campanha eleitoral.

A desistência também levanta questionamentos naturais sobre os próximos movimentos da coligação: quem ocupará a vaga deixada por Marquim? Como a mudança será administrada politicamente? E quais poderão ser os reflexos da renúncia na disputa eleitoral?

Até o momento, as informações apresentadas não esclarecem os motivos que levaram o vereador a abrir mão da candidatura.

Três chapas, uma Prefeitura e uma disputa decisiva
As eleições suplementares de Francisco Sá estão marcadas para o próximo dia 6 de dezembro de 2026, após a cassação dos mandatos da prefeita Alini Bicalho e do vice-prefeito Geraldo Bicalho.

Com a mudança no comando do Executivo, o então presidente da Câmara Municipal, Ronilson Fabiano Gonçalves, conhecido como Fabiano de Braz, assumiu interinamente a Prefeitura em 13 de outubro.

Depois das convenções partidárias, três grupos políticos apresentaram suas composições para a disputa.

Tó de Tilica (PT) — O produtor rural e empresário Wilton Thiago Dias Prado lidera a coligação formada por PT, PCdoB, PV e MDB. A chapa havia sido anunciada com Marquim do Catuni como vice, mas a renúncia assinada em 4 de novembro modifica a composição inicialmente apresentada.

Fabiano de Braz (PRD) — O atual prefeito interino também entrou na disputa pelo comando definitivo do município. Vereador em seu terceiro mandato antes de assumir interinamente o Executivo, Fabiano terá como candidata a vice-prefeita a empresária Eumara Aparecida Soares Sousa, conhecida como Mara de Mário Já. Ela foi eleita vereadora em 2012 e 2016 e presidiu a Câmara Municipal em 2017.

Abraão da Verdura (PL) — A terceira candidatura é liderada pelo produtor rural e empresário Abraão Emanuel de Oliveira Dias. A composição foi definida na convenção do Partido Liberal, realizada na noite de domingo, 1º de novembro. Seu candidato a vice-prefeito é o empreendedor Alex de Souza Abreu, conhecido como Alex do Bar.

Baixa na largada: renúncia ocorre no momento mais sensível da disputa
A decisão de Marquim do Catuni chama atenção principalmente pelo momento em que aconteceu.

A chapa de Tó de Tilica havia sido anunciada apenas quatro dias antes da assinatura da renúncia. O curto intervalo entre a formação da composição e a desistência de um de seus integrantes acrescenta um elemento de imprevisibilidade à disputa.

Embora a saída de um candidato a vice não represente, por si só, o encerramento de uma candidatura majoritária, a situação exige providências políticas e eleitorais para a definição de uma nova composição, observadas as regras da Justiça Eleitoral.

Em uma eleição suplementar, marcada por prazos reduzidos e intensa movimentação partidária, cada decisão pode assumir importância estratégica.

A renúncia representa, portanto, um desafio imediato para Tó de Tilica e os partidos que sustentam sua candidatura.

Francisco Sá entra em contagem regressiva para uma eleição histórica
A população de Francisco Sá se prepara para retornar às urnas em uma eleição extraordinária, convocada após a interrupção dos mandatos da prefeita e do vice-prefeito eleitos anteriormente.

O pleito de 6 de dezembro definirá quem assumirá o comando da administração municipal para o período restante do mandato.

Com três candidaturas apresentadas e uma renúncia registrada logo na largada, a corrida eleitoral começa sob um clima de expectativa e intensas articulações.

Enquanto Fabiano de Braz busca permanecer à frente da Prefeitura pelo voto popular e Abraão da Verdura apresenta sua candidatura como alternativa na disputa, Tó de Tilica terá de enfrentar o primeiro grande desafio de sua campanha: reorganizar a chapa após a saída de Marquim do Catuni.

A grande reviravolta é que a campanha eleitoral mal começou e uma das três chapas já sofreu uma alteração importante em sua composição.

Agora, os olhares se voltam para os próximos passos da coligação liderada pelo PT e para a definição de quem poderá substituir Marquim na candidatura a vice-prefeito.

Em Francisco Sá, a disputa pelo poder municipal promete ser movimentada. E a renúncia assinada em 4 de novembro mostra que, antes mesmo de os candidatos intensificarem suas campanhas nas ruas, o tabuleiro político já começou a mudar.

No dia 6 de dezembro, a decisão estará nas mãos dos eleitores de Francisco Sá. Até lá, os bastidores políticos prometem novos capítulos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Janaúba vive manhã de terror com homicídio a tiros em via movimentada

Médico de Janaúba é preso suspeito de tentar matar ex-companheira; vítima teria sido levada desacordada em porta-malas