Criança de 11 anos é atropelada em Janaúba, grita desesperadamente de dor e motorista foge sem prestar socorro; vítima leva 16 pontos na perna


Uma noite de domingo marcada por desespero, indignação e momentos de tensão no bairro Padre Eustáquio, em Janaúba, no Norte de Minas. Um menino de apenas 11 anos foi atingido por uma Fiat Strada cinza e ficou caído no chão, gritando de dor. O motorista deixou o local sem prestar socorro. A ocorrência foi presenciada por este jornalista, que participou dos primeiros atendimentos e acionou o SAMU e a Polícia Militar.

O que deveria ser uma noite tranquila de domingo, 1º de novembro de 2026, transformou-se em uma cena de aflição e revolta no bairro Padre Eustáquio, em Janaúba, no Norte de Minas Gerais. Uma criança de apenas 11 anos ficou ferida após ser atingida por uma picape Fiat Strada de cor cinza, em um acidente registrado no cruzamento da Avenida Oswaldo Cruz com a Rua Rio Pardo.

O episódio ganhou contornos ainda mais revoltantes quando, segundo o relato de testemunhas, o motorista envolvido na colisão deixou o local sem oferecer qualquer assistência à vítima.

No asfalto, uma criança ferida. Ao redor, pessoas assustadas tentando ajudar. E, em meio à dor, os gritos desesperados de um menino que acabara de ser atingido por um veículo.

Gritos de dor e desespero: criança fica caída após violenta colisão
De acordo com as informações apuradas no local, o menino seguia pela região da Rua Porteirinha, em direção à Avenida Oswaldo Cruz, quando ocorreu a colisão com a Fiat Strada cinza.

Com o impacto, a criança caiu ao chão e começou a gritar desesperadamente, chamando a atenção de moradores e pessoas que estavam nas proximidades.

A cena provocou momentos de grande tensão. Diante do sofrimento do menino, populares se aproximaram para prestar os primeiros auxílios enquanto aguardavam a chegada das equipes de emergência.

Entretanto, o comportamento atribuído ao condutor da picape provocou indignação: em vez de permanecer no local e auxiliar a criança ferida, o motorista teria fugido, deixando a vítima para trás.

Jornalista presencia acidente e participa do socorro à vítima
A ocorrência foi presenciada por este jornalista, Pablo de Mello, que estava nas proximidades no momento do acidente e acompanhou de perto os momentos de desespero vividos pela criança.

Diante da gravidade da situação, foram imediatamente acionados o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar.

Enquanto o socorro especializado não chegava, pessoas que estavam próximas se mobilizaram para auxiliar o menino, que permanecia bastante assustado e apresentava ferimentos na perna.

A chegada dos profissionais do SAMU permitiu que a vítima recebesse atendimento e fosse encaminhada ao hospital para avaliação e cuidados médicos.

Menino leva 16 pontos na perna, mas passa bem
Apesar do susto e da intensidade da dor, o desfecho trouxe alívio para familiares e pessoas que acompanharam a ocorrência.

No hospital, os profissionais de saúde constataram um ferimento significativo na perna da criança, que precisou receber 16 pontos.

Felizmente, conforme as informações obtidas após o atendimento, o menino passa bem.

O caso, entretanto, deixa uma preocupação que vai muito além dos ferimentos físicos: a exposição de crianças aos riscos do trânsito e a responsabilidade dos motoristas diante de acidentes envolvendo pessoas vulneráveis.

Polícia Militar faz alerta sobre bicicletas elétricas utilizadas por crianças
Outro aspecto importante da ocorrência envolve o uso de bicicletas elétricas por crianças e adolescentes nas vias públicas de Janaúba.

A Polícia Militar chamou a atenção para o crescimento dessa prática e para os riscos associados à circulação desses equipamentos, especialmente quando utilizados por menores que ainda não possuem conhecimento suficiente das normas de trânsito.

As chamadas bicicletas elétricas podem desenvolver velocidades consideráveis para determinadas situações do trânsito urbano, exigindo atenção, equilíbrio, domínio do equipamento e capacidade de reconhecer situações de perigo.

O alerta é especialmente direcionado aos pais e responsáveis, que precisam acompanhar e orientar os filhos sobre os riscos de circular em ruas e avenidas movimentadas.

Uma bicicleta elétrica não deve ser tratada como um simples brinquedo quando utilizada no trânsito. Dependendo de suas características técnicas, o equipamento pode inclusive estar sujeito a regras específicas de circulação e condução.

É fundamental que os responsáveis conheçam essas exigências, orientem as crianças e evitem situações que possam colocar suas vidas em perigo.

Fuga após acidente provoca indignação e levanta questionamentos
Além da preocupação com a segurança das crianças, a atitude atribuída ao motorista da Fiat Strada merece atenção das autoridades.

Deixar o local de um acidente sem prestar assistência a uma pessoa ferida pode configurar crime previsto na legislação brasileira, conforme as circunstâncias apuradas.

A identificação do condutor e o esclarecimento da dinâmica da colisão são fundamentais para a responsabilização de eventuais envolvidos.

O caso também reforça a necessidade de atenção redobrada nos cruzamentos de Janaúba, onde a circulação simultânea de automóveis, motocicletas, bicicletas e pedestres exige prudência de todos.

Uma criança ferida, 16 pontos e uma lição que Janaúba não pode ignorar
O menino de 11 anos sobreviveu ao acidente e se recupera dos ferimentos. Mas a imagem de uma criança caída no chão, gritando de dor enquanto o motorista envolvido deixava o local, é uma cena difícil de esquecer para quem presenciou aqueles momentos.

A mobilização de populares, o acionamento imediato dos serviços de emergência e o atendimento prestado pelo SAMU foram fundamentais para garantir assistência à vítima.

O episódio deixa dois alertas urgentes: motoristas precisam assumir suas responsabilidades e respeitar a vida, enquanto pais e responsáveis devem redobrar os cuidados com crianças que utilizam bicicletas elétricas nas ruas.

Em Janaúba, uma noite de domingo terminou com uma criança hospitalizada, 16 pontos na perna e uma pergunta que permanece: como alguém consegue deixar para trás um menino ferido, gritando de dor, sem sequer parar para ajudá-lo?

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