Noite de terror em Grão Mogol: mulher reage a agressões com pedaço de madeira e companheiro morre estrangulado dentro de casa
Uma discussão conjugal terminou em tragédia no Norte de Minas. José Barbosa Ferreira, conhecido como Zé Preto, morreu após ser imobilizado pela companheira, de 28 anos, que afirma ter agido enquanto era violentamente agredida. A filha do casal, de apenas 1 ano e 10 meses, estava na residência durante o episódio. A mulher disse à polícia que não imaginava ter provocado a morte do companheiro.
Uma noite marcada por violência, desespero e morte abalou o município de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. O que começou com desentendimentos entre um casal terminou em uma tragédia dentro da própria residência, na noite desta quinta-feira, 29 de outubro de 2026.
José Barbosa Ferreira, popularmente conhecido como Zé Preto, morreu após ser atingido por uma reação da companheira, de 28 anos, que relatou à Polícia Militar ter sofrido uma sequência de agressões físicas, ameaças e humilhações.
O episódio ganhou contornos ainda mais dramáticos porque a filha do casal, uma criança de apenas 1 ano e 10 meses, estava dentro da casa quando a violência começou.
Da discussão à tragédia: jantar termina em agressões e morte
Segundo o relato apresentado pela mulher aos policiais militares, os desentendimentos começaram ainda durante o dia. À noite, José teria saído para um bar nas proximidades da residência.
Segundo o relato apresentado pela mulher aos policiais militares, os desentendimentos começaram ainda durante o dia. À noite, José teria saído para um bar nas proximidades da residência.
A companheira decidiu procurá-lo e pediu que retornasse para casa. Durante o trajeto, conforme a versão apresentada por ela, o homem passou a proferir insultos, xingamentos e ameaças.
Ao chegarem ao imóvel, José foi esquentar o jantar, enquanto a mulher preparava a mamadeira da filha pequena.
Foi nesse momento que a situação teria saído completamente do controle.
De acordo com o depoimento, o homem colocou comida em um prato e a arremessou contra o rosto da companheira. Em seguida, teria começado a agredi-la com socos, inclusive enquanto ela segurava a criança no colo.
A mulher conseguiu deixar a filha em um dos quartos, mas, segundo contou à polícia, a violência não terminou.
Golpes de madeira, luta corporal e estrangulamento
Ainda conforme a versão apresentada à Polícia Militar, José passou a atacar a companheira utilizando um bastão de madeira. Durante as agressões, a mulher caiu no chão, mas conseguiu segurar o objeto e se levantar.
Ainda conforme a versão apresentada à Polícia Militar, José passou a atacar a companheira utilizando um bastão de madeira. Durante as agressões, a mulher caiu no chão, mas conseguiu segurar o objeto e se levantar.
A luta corporal continuou até a sala da residência.
Em determinado momento, a mulher empurrou o companheiro, que caiu no chão. Ela então se posicionou sobre o tórax e o abdômen dele, tentando contê-lo.
Mesmo nessa posição, segundo o depoimento, José continuava segurando o bastão com uma das mãos e desferindo socos contra o rosto da mulher com a outra.
Foi quando aconteceu o desfecho fatal.
A mulher relatou que conseguiu tomar o pedaço de madeira e pressioná-lo contra o pescoço do companheiro. Ela afirmou que manteve a pressão enquanto continuava sendo agredida, até perceber que ele havia perdido a consciência.
O homem não voltou a reagir.
Mulher chamou a polícia sem imaginar que o companheiro estava morto
Um dos detalhes mais impactantes da ocorrência foi relatado pela própria mulher.
Um dos detalhes mais impactantes da ocorrência foi relatado pela própria mulher.
Após a luta corporal, ela acionou a Polícia Militar porque, segundo declarou, queria que o companheiro fosse preso pelas agressões.
Entretanto, afirmou aos militares que não imaginava que José estivesse morto.
Quando a equipe policial chegou à residência, encontrou a mulher aos prantos, na entrada do imóvel.
Ao entrarem na casa, os policiais localizaram José caído na sala, sem sinais vitais.
O homem ainda foi encaminhado ao hospital, onde a morte foi constatada.
Mulher apresentava ferimentos e precisou de atendimento médico
A companheira, de 28 anos, apresentava escoriações pelo corpo e precisou receber atendimento médico.
A companheira, de 28 anos, apresentava escoriações pelo corpo e precisou receber atendimento médico.
Posteriormente, foi conduzida para prestar esclarecimentos à Polícia Militar e encaminhada à Polícia Civil.
O bastão de madeira mencionado no depoimento foi apreendido e deverá integrar os elementos analisados durante a investigação.
Informações repassadas à reportagem também apontam que José teria um histórico de agressões contra a companheira. Essa circunstância, assim como a dinâmica exata da morte, deverá ser apurada pelas autoridades.
Criança fica sob os cuidados da avó após tragédia familiar
Em meio à violência que terminou com a morte do pai e a condução da mãe à delegacia, uma criança de apenas 1 ano e 10 meses ficou diretamente envolvida nas consequências da tragédia familiar.
Em meio à violência que terminou com a morte do pai e a condução da mãe à delegacia, uma criança de apenas 1 ano e 10 meses ficou diretamente envolvida nas consequências da tragédia familiar.
Segundo a Polícia Militar, a menina foi entregue aos cuidados da avó materna.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias da morte, analisar os relatos apresentados e verificar se a reação da mulher ocorreu em situação de legítima defesa.
A tragédia de Grão Mogol expõe uma realidade devastadora: a violência dentro de casa pode transformar um ambiente que deveria representar proteção e segurança em cenário de sofrimento, desespero e morte.
Uma família destruída, uma criança privada da convivência com o pai e uma mulher que afirma ter lutado para interromper as agressões. Agora, caberá à investigação esclarecer como uma noite de violência doméstica terminou de maneira tão trágica no Norte de Minas Gerais.

Aguinaldo topa tudo
ResponderExcluir*#aguinaldo#topa tudo
ResponderExcluir