O clima de tranquilidade em Nova Porteirinha foi interrompido na noite deste domingo (3) após uma ocorrência policial que terminou com um jovem de 24 anos preso por posse ilegal de arma de fogo na comunidade de Colonização III, na zona rural do município.
Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais, a ação teve início após denúncias anônimas apontarem que um homem estaria realizando manobras perigosas com uma motocicleta na praça da igreja da comunidade, colocando moradores em risco e causando medo entre famílias da região.
Ao chegarem ao local, os militares encontraram várias pessoas em um bar da comunidade. Durante as abordagens, um dos suspeitos chamou a atenção da equipe ao desobedecer ordens policiais e tentar fugir rapidamente para uma área restrita do estabelecimento.
De acordo com a PM, durante o acompanhamento, o rapaz correu em direção ao quintal do imóvel e foi visto arremessando um objeto sobre o telhado. A atitude levantou suspeitas imediatas e levou os policiais a realizarem buscas detalhadas na área.
Pouco depois, os militares localizaram um revólver calibre 38 carregado com quatro munições prontas para uso.
Ainda conforme o registro policial, o suspeito assumiu ser dono da arma e alegou que mantinha o revólver para proteção pessoal. No entanto, uma declaração dada pelo próprio jovem durante a ocorrência aumentou ainda mais a preocupação dos policiais: ele teria afirmado que pretendia usar a arma para “fazer justiça” contra criminosos da região.
A fala gerou apreensão entre moradores da comunidade rural, onde, segundo relatos, muitas pessoas evitam colaborar com informações por medo de represálias e possíveis confrontos.
A Polícia Militar também informou que existem suspeitas de envolvimento do rapaz com o tráfico de drogas na localidade, o que intensificou o alerta sobre a situação na Colonização III.
O jovem recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para a Delegacia de Plantão de Janaúba juntamente com o revólver e as munições apreendidas.
O caso volta a acender o debate sobre o avanço da criminalidade em pequenas comunidades rurais do Norte de Minas, onde moradores relatam medo crescente e sensação de insegurança diante da circulação de armas e possíveis atividades ligadas ao tráfico.
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