Mulher foi encontrada ferida às margens de lagoa em Santa Luzia
O nome de Jaíba, no Norte de Minas Gerais, voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (29/1) após a prisão de um homem suspeito de cometer um crime brutal que chocou Minas Gerais. Ele é acusado de agredir violentamente uma babá de 48 anos e deixá-la seminua às margens da Lagoa Azul, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O suspeito já havia sido detido no dia do crime, 17 de janeiro, mas acabou sendo liberado por falta de provas. Agora, com o avanço das investigações, um novo mandado de prisão foi expedido na última segunda-feira (26/1), culminando na captura do homem em Jaíba, onde ele estava escondido na casa do próprio pai, segundo a Polícia Militar.
A ação foi resultado de um trabalho integrado das equipes do 35º Batalhão da PM de Santa Luzia e do 51º Batalhão da PM de Jaíba, com apoio do setor de inteligência. De acordo com o capitão Tiago, comandante do 35º BPM, o cerco se fechou após os policiais identificarem que o suspeito possuía parentes no município norte-mineiro.
“Nosso setor de inteligência conseguiu levantar a informação de que ele tinha parentes em Jaíba. Desta forma, trabalhamos em conjunto com as equipes locais para localizá-lo e prendê-lo”, explicou o comandante.
Vítima encontrada seminua e gravemente ferida
O crime ocorreu em um sábado de madrugada, quando a vítima saiu de casa por volta das 5h30, a caminho do trabalho. Ela foi surpreendida em uma área de mata próxima à Lagoa Azul e brutalmente atacada. Segundo a Polícia Militar, o agressor utilizou um pedaço de pau para espancar a mulher, que sofreu cortes profundos no rosto, fraturas nas costelas e graves lesões no fígado.
A cena foi descoberta por um vendedor ambulante, que trabalha na orla da lagoa. Ele encontrou a mulher nua da cintura para baixo, ferida e em estado grave, e acionou imediatamente a PM e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A vítima foi socorrida e levada para o Hospital Odilon Behrens, referência no atendimento a mulheres vítimas de violência.
Contradições, sangue e nova prisão
As investigações avançaram após a análise de câmeras de segurança, que ajudaram a polícia a chegar até o suspeito. Na residência dele, os militares encontraram roupas sujas de sangue, além de identificarem contradições na versão apresentada pelo homem.
Apesar disso, na primeira abordagem, a prisão em flagrante não foi ratificada. Em nota, a Polícia Civil afirmou que a decisão seguiu critérios legais rigorosos, destacando que a análise do flagrante é um ato técnico e jurídico, voltado à garantia da legalidade e dos direitos previstos em lei.
Agora, com a nova prisão em Jaíba, o caso ganha um novo capítulo e reacende o debate sobre violência contra a mulher, sensação de impunidade e a importância do trabalho integrado das forças de segurança.
O crime segue sendo investigado, e a população aguarda que a Justiça dê uma resposta firme diante da brutalidade que chocou Minas Gerais.
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