Saúde que chega a quem precisa: Varzelândia garante 90 exames especializados e amplia acesso da população

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Administração Do Povo Para o Povo fortalece a rede de saúde, reduz a espera por procedimentos e garante encaminhamentos para tomografias e mamografias em municípios da região Cuidar da saúde pública vai muito além do atendimento dentro das unidades. É garantir que cada paciente tenha acesso ao exame necessário, no momento adequado, para que a prevenção, a investigação e o diagnóstico aconteçam no tempo certo. E é justamente nesse caminho que a Prefeitura de Varzelândia, por meio da Administração Do Povo Para o Povo, do prefeito Amâncio Oliva, segue avançando. Em mais uma importante ação da Secretaria Municipal de Saúde, 90 pacientes de Varzelândia foram agendados e encaminhados para a realização de exames especializados fora do município, ampliando o acesso da população a procedimentos essenciais. Do total, 25 pacientes realizarão tomografias em Campo Azul, enquanto outros 65 foram encaminhados para mamografias em Brasília de Minas. Por trás de cada encaminhamento existe uma história, ...

Com indício de irregularidade, Câmara Municipal de Porteirinha aprova as contas do Executivo Municipal referentes aos anos de 2010 a 2012


(Rádio Liberdade 87,9FM de Porteirinha) Durante reunião extraordinária na manhã de sexta-feira, 20 de dezembro de 2024, a Câmara Municipal aprovou as contas da gestão de Juracy Freire Martins referentes aos exercícios de 2010, 2011 e 2012, contrariando o parecer desfavorável do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Com 9 votos a favor e 4 votos contrários. Segundo o Tribunal, durante análise da prestação de contas, foram encontradas inconsistências, incluindo gastos sem a devida autorização legislativa.

Dos 13 vereadores presentes, os seguintes votaram a favor da aprovação das contas do prefeito, desconsiderando as recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE): Dilermando Santana (PSB), Genivaldo Silva (PT), Paulo Henrique (PSD), Tone de Jovina (AVANTE), Adelício Augusto – Lorão (PSD), José Carlos – Dedé (PRD), Jader Cleiton (PSD), Dé da União (AVANTE) e Aparecido Russo (PRD). Por outro lado, os vereadores Agenor Mendes (PSB), Mário Mendes (PSB), Waldinei Batista (PDT) e Adão Custódio (PSB), concordaram com o parecer técnico do TCE, e votaram contra a aprovação, reconhecendo as irregularidades nos gastos naquela gestão. No entanto, a votação tem sido motivo de polêmica, devido à participação do presidente da Câmara na votação.

Embora o Regimento Interno e a Lei Orgânica do Município prevejam que o presidente da Casa não tem direito de voto, exceto em casos específicos, como em situações de empate, a aprovação das contas de Juracy contou com a participação do presidente no placar final, uma vez que, sem o voto dele, o placar seria 8 a 4, o que não alcançaria o quórum necessário de 2/3 dos votos favoráveis para derrubar o parecer do TCE. Assim, a presença do voto do presidente está sendo considerada irregular pela oposição na Câmara.

Segundo o Vereador Mário Mendes, o Ministério Público será acionado para garantir que o Regimento Interno e da Lei Orgânica Municipal seja seguida e respeitada.

A decisão gerou controvérsias sobre a transparência das contas públicas e sobre a atuação do poder legislativo em relação ao controle externo exercido pelo TCE. O uso do voto do presidente em uma votação considerada como “decisiva” tem levantado questões sobre a interpretação e a aplicação dos dispositivos legais do Regimento Interno e da Lei Orgânica da Câmara Municipal.

A situação coloca em xeque a responsabilidade dos vereadores em zelar pela correta aplicação dos recursos públicos. O episódio também destaca a tensão entre o julgamento técnico e o político, o que pode ter repercussões negativas sobre fiscalização das contas públicas municipais.

A nossa opinião
Em uma democracia saudável, a participação da população nas decisões políticas é essencial para garantir que as ações do poder público atendam às reais necessidades e desejos da sociedade. No caso de Porteirinha, uma cidade que, assim como tantas outras, busca a construção de uma gestão pública mais próxima e eficiente, a presença e a cobrança da população nas reuniões da Câmara Municipal têm um papel crucial.

Atualmente, um dos maiores desafios enfrentados pelos cidadãos de Porteirinha é a dificuldade de acesso à informação durante as sessões da Câmara Municipal. As reuniões, que deveriam ser espaços abertos e acessíveis para toda a população, atualmente não estão sendo transmitidas ao vivo, além disso, a ausência de um painel com placar de votação durante as sessões e a falta de atualização do regimento interno, também é um ponto crítico. É importante que os cidadãos acompanhem em tempo real as decisões dos vereadores e possam cobrar de maneira mais eficiente os posicionamentos de seus representantes. Em muitas câmaras municipais, esse tipo de recurso já é uma prática consolidada, contribuindo para que os eleitores saibam exatamente como seus vereadores votaram em determinado projeto, proporcionando mais clareza e controle social sobre os atos legislativos.

Outro aspecto importante é o horário das reuniões da Câmara. Atualmente, o horário das sessões em Porteirinha é, na maioria, inacessível para uma grande parte da população, especialmente para aqueles que trabalham durante o dia. Esse fator acaba excluindo muitos cidadãos do processo de fiscalização e participação nas deliberações. A falta de um horário mais flexível e acessível reflete uma desconexão entre a câmara e a realidade da maioria dos moradores da cidade, dificultando a efetiva fiscalização das ações do legislativo.

Portanto, a cobrança da população por maior transparência e acesso às reuniões da Câmara Municipal de Porteirinha não é apenas legítima, mas também necessária para o fortalecimento da democracia local. A implementação de uma transmissão ao vivo das sessões, a instalação de painéis de votação visíveis, o ajuste no horário das reuniões, e a digitalização da Câmara Municipal, são medidas simples, mas que fariam uma grande diferença no processo de engajamento cidadão. A transparência não é apenas um direito do povo, mas também uma ferramenta poderosa para garantir que os eleitos ajam em consonância com os interesses da população.

Se a Câmara Municipal de Porteirinha deseja construir uma gestão mais democrática e eficiente, é urgente que atenda a essas demandas. Somente com mais acesso à informação e com a participação ativa da população será possível construir políticas públicas mais justas, inclusivas e alinhadas com as necessidades de todos os cidadãos. A transparência não deve ser vista como uma obrigação, mas como um compromisso com o povo que elegeu os representantes e que, portanto, tem o direito de saber como e por quem suas leis estão sendo elaboradas e aprovadas.

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