Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Espinosa: 'Vivia fazendo piada e graça da vida, essa alegria dele nunca vai deixar de existir', diz filho sobre pai que morreu com Covid-19

Joaquim tinha 75 anos e morava na zona rural
de Espinosa — Foto: Luís Paulo Ponte / Arquivo Pessoal

“Vivia fazendo piada e graça da vida, essa alegria dele nunca vai deixar de existir”, fala Luis Paulo Ponte ao se lembrar do pai. Joaquim da Ponte, de 75 anos, morava na zona rural de Espinosa (MG) e faleceu com coronavírus.

Joaquim foi internado em maio em Espinosa, com diagnóstico de infecção urinária grave e sem suspeita de Covid-19. Inicialmente, ele se queixava de fraqueza. Luis e a irmã se revezam como acompanhantes no hospital.

Como houve piora do quadro, o pai deles foi transferido para uma unidade de saúde em Janaúba (MG).

“Ele pediu para que eu ligasse para minha mãe e falou com ela que ia, mas voltava logo”, fala o filho.

'Morreu nos meus braços'

Como já estava com o pai em Espinosa, Luis foi junto para o segundo hospital e permaneceu no mesmo quarto que ele. 


“Morreu nos braços”, emociona-se ao lembrar.

Durante a internação Joaquim teve febre e precisou de oxigênio para respirar. Ele tinha asma e bronquite desde 1993.

Logo após o falecimento o filho foi informado que o pai tinha testado positivo para coronavírus, por meio de um teste rápido. Por se tratar de óbito, foi feita uma investigação e a confirmação da Covid-19 foi divulgada em junho pela prefeitura.

“Ele acreditava na doença por tudo que via na televisão, praticamente não saía, usava máscara e não recebia visitas.”

Os familiares ficaram isolados e não foram submetidos a exames por não apresentarem sintomas.

Vida no campo
Luis conta ainda que Joaquim trabalhou no campo durante toda a vida. Pouco tempo antes de falecer, eles colheram a primeira safra de algodão na comunidade de Estreito Minas.

“Ele gostava de plantar feijão catador, milho, abobora, hortaliças e batata doce na beira do rio”, fala o filho. O algodão colhido ainda não foi vendido e está guardado na casa onde o idoso morava. Ele já fazia planos para a próxima safra.

O idoso deixa 20 filhos, 40 netos e cinco bisnetos. Em abril de 2007, ele fez crisma e se casou na igreja com a esposa Rita.

“A nossa família ficou muito abalada, a gente não pode nem se reunir para despedir dele. A tristeza é muito grande, mas esse sentimento entre pai e filho não morre nunca.”

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