Prefeitura de Verdelândia fortalece o agronegócio ao apoiar grande leilão no Parque de Eventos Nerval Leite Flávio

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O agronegócio, um dos principais pilares da economia de Verdelândia, ganha mais um importante incentivo com o apoio da Prefeitura Municipal à realização do Leilão do Parque de Eventos Nerval Leite Flávio. A iniciativa, que conta com a organização da Ruralpel Leilões, reforça o compromisso da gestão do prefeito Wilton Madureira com o fortalecimento da pecuária e o desenvolvimento econômico do município. O evento será realizado no próximo dia 25 de julho, a partir das 13 horas, reunindo produtores rurais, pecuaristas, investidores e compradores de diversas regiões. O leilão acontecerá nos formatos presencial e virtual, ampliando o alcance das negociações e proporcionando mais oportunidades para o setor. Durante o leilão serão ofertados animais destinados à cria, recria e engorda, movimentando a cadeia produtiva da pecuária e estimulando novos negócios, geração de renda e valorização dos produtores rurais. O apoio da Prefeitura de Verdelândia evidencia a atenção da administração municipal...

Quase 20% dos eleitores de município do Norte de Minas são considerados analfabetos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, para as eleições de 2016, estatísticas atualizadas do eleitorado de cada município brasileiro. Os dados estão disponíveis no portal do órgão, e as cidades do Norte de Minas têm informações que chamam atenção pelos contrastes nos números.

Na pesquisa do TSE foram levantados, além da quantidade exata do número de eleitores, índices de escolaridade da população, faixa etária, sexo e outras características. Montes Claros, o maior colégio eleitoral da região, tem 262.496 votantes. Os analfabetos representam 4,79% dos eleitores do município. Em contraponto, Rio Pardo de Minas, com o eleitorado bem menor, 21.135 pessoas, tem 19,45% de analfabetos aptos a votar.
Para o cientista político Gilmar Ribeiro, o modelo de desenvolvimento concentrador do Brasil tem relação direta com o analfabetismo. “Sabemos que o acesso à educação no país está diretamente ligado ao poder aquisitivo. O Brasil tem dificuldade de distribuir. Infelizmente, as rendas dos municípios estão limitadas ao funcionalismo público, aposentadoria e programas do governo. Não tem indústria, serviços, então a educação fica em segundo plano. As pessoas que crescem saem da cidade e o interior fica paralisado”, argumenta.
Apesar da tendência explicada pelo cientista, a cidade de Pirapora tem 41.109 eleitores e apenas 3% de analfabetismo. Gilmar afirma que índices entre 2 e 3% são aceitáveis e uma meta para o Brasil, que tem população de 9% de pessoas que não leem ou escrevem. “A meta do milênio era reduzir o analfabetismo. Países de baixo poder aquisitivo, como Cuba, tem menos analfabetos que o Brasil. É lamentável que isso ocorra. O ideal é que se mexa no modelo de desenvolvimento e se distribua renda”, afirma.
Ribeiro garante que avanços tímidos têm acontecido. Segundo ele, na última década as regiões Norte e Nordeste do país cresceram mais, em proporção, do que o sudeste. “Reconheço uma melhora, em termos regionais. Ainda assim, é algo muito tímido. Se continuarmos neste ritmo, vai demorar décadas e décadas para que consigamos diminuir consideravelmente o analfabetismo e melhorar o acesso à educação. As pessoas não veem, mas a questão é política e, para desconstruir a renda regionalmente, as medidas precisam ser impostas”, conclui.
Em maioria, os municípios norte-mineiros têm o número de analfabetos maior que 10% do colégio eleitoral. A pesquisa do TSE “Estatísticas Eleitorais 2016 – Eleitorado” está disponível no portal do tribunal.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Fonte: InterTV

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