SÃO JOÃO DO PARAÍSO EM LUTO: passeio inocente termina em tragédia e choca toda a cidade

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A tranquilidade de São João do Paraíso foi brutalmente interrompida neste domingo (19) por uma tragédia que abalou moradores e deixou a cidade mergulhada em comoção. Uma adolescente de apenas 12 anos perdeu a vida após cair de um cavalo, em um episódio que transformou um simples momento de lazer em um cenário de dor e desespero. Segundo informações da Polícia Militar, a jovem chegou a ser socorrida e levada ao hospital local, mas, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu aos ferimentos. A notícia da morte se espalhou rapidamente, causando revolta, tristeza e incredulidade entre familiares, amigos e toda a comunidade. Testemunhas relataram que a adolescente, identificada como Islayne Vitória, estava em um passeio com amigos na comunidade de Mimosa. Durante o retorno, o cavalo que ela montava teria disparado repentinamente, sem motivo aparente, seguindo em alta velocidade em direção ao bairro São Joãozinho. Um jovem que acompanhava a vítima tentou, desesperadamente, alcançar o ...

Em Várzea da Palma moradores convivem com a miséria em ilha

Hélio Augusto do Nascimento vendeu a TV e tem como consolo a companhia do cachorro
Várzea da Palma – Eles moram em casas em péssimas condições – a maioria em barracos de lona –, não têm acesso à energia elétrica e ao telefone celular. Não dispõem de saneamento básico e sofrem restrições até mesmo do sagrado direito de ir e vir. Essas são as condições miseráveis enfrentadas pelos moradores da Ilha do Boi, no meio do São Francisco, abaixo da foz do Rio das Velhas, no município de Várzea da Palma, perto de Pirapora, Norte de Minas.
Na ilha residem 30 famílias. A vida delas, que já era ruim, ficou mais difícil em novembro de 2011, quando uma enchente inundou a ilha, devastou plantações e destruiu moradias. Quando a água abaixou, eles retornaram, mas até hoje não conseguiram reconstruir as casas e muitos moram em barracos de lona. É o caso de Pedro Alcântara Rodrigues, de 61. “A enchente levou tudo. Quero refazer minha casinha, mas não tenho condições. A gente vende tudo que pode para poder se alimentar.” Ele tira o sustento da família da pesca e das pequenas plantações de feijão, milho, abóbora, quiabo e hortaliças.
Pedro e os demais ocupantes da ilha têm a renda cada vez menor, pois a quantidade de peixes no rio diminuiu consideravelmente. No último ano, as plantações foram destruídas pela seca. Essa situação fez com muitos moradores ficassem sem ocupação, em dificuldade. Os ilhéus não dispõem de equipamento de irrigação e dependem da chuva, que faltou nos primeiros quatro meses do ano. A escassez de chuva reduziu o nível da água do “braço” do rio que separa a ilha da terra firme. Algumas partes já estão secas.
Pelo menos metade dos ocupantes da ilha é formada por agricultores, que também são pescadores profissionais. Por essa condição, durante os quatro meses do período da piracema (novembro a fevereiro), quando a pesca é proibida, o “defeso” (seguro) de um salário mínimo pago aos pescadores ajuda na manutenção das famílias. Passada a piracema, retornam as dificuldades. É quando falta dinheiro até para a alimentação.
Os moradores da ilha enfrentam outra barreira para vender o parco pescado e o que produzem nas hortas e para ir ao comércio comprar alguma coisa ou em busca de atendimento médico. Para se deslocar até o distrito de Barra do Guacuí, o núcleo urbano mais próximo, são obrigados a navegar mais de 10 quilômetros pelos rios São Francisco e Velhas.
Eles poderiam ir por uma estrada de terra que passa em frente à ilha. Teriam que atravessar de barco apenas o braço do Velho Chico e fazer o restante do percurso de carro. Mas, segundo a presidente da Associação de Pescadores e Agricultores da Ilha do Boi, Valdete do Carmo Oliveira, os moradores não podem usá-la porque o dono da fazenda na margem do rio, em frente à ilha, trancou com cadeados seis cancelas ao longo da estrada. “As chaves ficam com o gerente, que só permite a passagem de pessoas em apenas uma parte do dia”, diz Valdete.
A moradora Maria do Carmo Souza, de 60, lamenta o prejuízo causado pelas cancelas trancadas. “Quando conseguimos um barco para transportar um ou dois sacos de feijão ou milho, a gente vende. Mas, normalmente, as coisas ficam aqui sem vender por falta de transporte”. Ela reclama também do preço da gasolina que move o motor dos pequenos barcos.

Por Luiz Ribeiro

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