Crime na calada da madrugada em Janaúba: loja de equipamentos de som é invadida por criminosos e tem aparelhos furtados; proprietária pede ajuda para localizar suspeito

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O crime aconteceu por volta das 3 horas da madrugada, na Avenida Edilson Brandão Guimarães, em Janaúba, no Norte de Minas Gerais. Entre os equipamentos furtados estão uma mesa de som UI24 e uma central de microfones da marca Fênix. A Polícia Militar foi acionada, e imagens relacionadas à ocorrência podem ajudar a esclarecer o caso. A madrugada da última quarta-feira, 21 de outubro, foi marcada por uma ação criminosa que provocou prejuízo e preocupação em Janaúba, no Norte de Minas Gerais. Enquanto grande parte da população dormia, uma loja especializada em equipamentos de som e acessórios tornou-se alvo de um furto, registrado por volta das 3 horas da manhã. O estabelecimento comercial fica localizado na Avenida Edilson Brandão Guimarães, uma das vias da cidade. A ocorrência chamou a atenção pelo horário e pelos equipamentos levados, utilizados em atividades profissionais ligadas ao setor de áudio e sonorização. Criminosos agem durante a madrugada e levam equipamentos de som De acordo ...

Perseguição política em Januária? Justiça reconhece demissão discriminatória de funcionária após quase 22 anos de trabalho


Técnica de enfermagem foi dispensada após mudança na gestão de hospital; provas indicaram motivação relacionada a suposta ligação com a oposição política ao prefeito, e indenização foi fixada em R$ 15 mil

Um caso envolvendo suspeitas de perseguição política em Januária, no Norte de Minas, chegou à Justiça do Trabalho e terminou com o reconhecimento de que a demissão de uma técnica de enfermagem teve caráter discriminatório. A profissional havia dedicado quase 22 anos de trabalho ao hospital antes de ser dispensada sem justa causa.

A decisão foi divulgada na quinta-feira, 13 de agosto, pela Justiça do Trabalho. A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) manteve o entendimento da Vara do Trabalho de Januária de que as circunstâncias demonstraram motivação discriminatória relacionada à suposta vinculação política da trabalhadora com a oposição ao prefeito.

O episódio ocorreu após uma mudança na gestão do hospital. Conforme as provas consideradas no processo, a alteração administrativa teria sido acompanhada pela demissão de funcionários apontados como ligados à oposição política local.

Testemunhas ouvidas durante o processo afirmaram que outros trabalhadores também teriam perdido seus empregos naquele período por supostamente não apoiarem o então prefeito.

Quase 22 anos de trabalho encerrados em meio a disputa política
O que poderia ser tratado simplesmente como uma demissão sem justa causa ganhou outra dimensão diante dos elementos apresentados à Justiça.

Para a relatora do processo, desembargadora Sabrina de Faria Fróes Leão, o empregador possui o direito de realizar uma dispensa sem justa causa, mas essa prerrogativa não pode ser utilizada como instrumento de discriminação.

Dessa forma, a Justiça considerou que a dispensa extrapolou os limites regulares do poder do empregador, reconhecendo o caráter discriminatório da medida.

O caso coloca Januária no centro de uma grave discussão sobre os limites entre política e relações de trabalho, especialmente quando mudanças administrativas são acompanhadas por acusações de retaliação contra pessoas identificadas com grupos políticos adversários.

Hospital terá que indenizar trabalhadora
Na primeira instância, a indenização por danos morais havia sido estabelecida em R$ 20 mil. O hospital recorreu e, ao analisar o caso, a Terceira Turma do TRT-MG reduziu a condenação para R$ 15 mil.

O colegiado classificou a ofensa como de natureza média e entendeu que o novo valor seria adequado tanto para compensar a profissional quanto para produzir efeito pedagógico sobre o empregador.

A decisão menciona dispositivos da Constituição Federal, a Lei nº 9.029/1995, que trata de práticas discriminatórias nas relações de trabalho, além da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.

O processo ainda não chegou ao fim. Após a decisão do TRT-MG, o caso foi encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho para análise de recurso de revista.

Enquanto a discussão judicial prossegue, permanece um ponto central reconhecido até esta etapa do processo: para a Justiça do Trabalho, a demissão da funcionária em Januária teve caráter discriminatório ligado ao contexto político local.

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