Boqueirão da Lagoa vive momento histórico de transformação com obras e investimentos da Prefeitura de Varzelândia

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Comunidade rural recebe atenção especial da administração do prefeito Amâncio Oliva, com obras de pavimentação asfáltica que representam um importante avanço na infraestrutura, na mobilidade e na qualidade de vida dos moradores. A comunidade de Boqueirão da Lagoa, na zona rural de Varzelândia, no Norte de Minas, está vivendo um novo capítulo de sua história. Uma localidade que durante muitos anos conviveu com os desafios da infraestrutura rural agora recebe importantes investimentos da Prefeitura de Varzelândia, sob a liderança do prefeito Amâncio Oliva, que vem intensificando as ações para levar desenvolvimento e melhores condições de vida à população do campo. Com a execução de aproximadamente dois quilômetros de pavimentação asfáltica, Boqueirão da Lagoa se transforma em um exemplo da atenção que a atual gestão municipal vem dedicando às comunidades rurais. A obra representa mais do que uma melhoria na estrada: simboliza a valorização dos moradores, o compromisso com o desenvolvimen...

São João da Ponte volta ao centro da polêmica: erro em recurso mantém rejeição das contas de ex-prefeito pelo Tribunal de Contas


SÃO JOÃO DA PONTE volta a ocupar espaço nos bastidores da política mineira após uma decisão que reacende debates sobre a gestão dos recursos públicos no município. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) manteve a recomendação de rejeição das contas do exercício de 2019 do ex-prefeito Danilo Wagner Veloso, após considerar intempestivo o recurso apresentado pela defesa.

O caso chama atenção porque a tentativa de reverter a decisão acabou esbarrando justamente em um detalhe processual decisivo: o prazo. Segundo o Tribunal, o pedido de reexame foi protocolado fora do período permitido pela legislação, impedindo que os argumentos apresentados fossem analisados no mérito.

A decisão foi assinada pelo conselheiro Agostinho Patrus, relator do Processo nº 1207825. Com isso, permanece válida a recomendação emitida pela Primeira Câmara do TCE-MG para que as contas sejam rejeitadas.

O motivo da reprovação está relacionado ao não cumprimento do percentual mínimo constitucional que deve ser aplicado na manutenção e desenvolvimento do ensino. O entendimento do Tribunal é que a gestão não alcançou o índice exigido pela Constituição para investimentos na educação durante o exercício financeiro de 2019.

Na tentativa de reverter o cenário, a defesa do ex-prefeito sustentou que a diferença para atingir o percentual mínimo ficou abaixo de 1%, argumentando ainda que não houve má-fé, dano ao erário ou irregularidades capazes de caracterizar prejuízo aos cofres públicos. Também foi solicitado o reconhecimento do princípio da insignificância.

Entretanto, antes mesmo de analisar esses argumentos, o Tribunal constatou que a decisão original havia transitado em julgado em 2 de fevereiro de 2026, tornando-se definitiva naquela esfera. O recurso, porém, só foi protocolado em 6 de fevereiro.

Foi esse intervalo de poucos dias que acabou se tornando decisivo para o desfecho do processo.

“Não conheço do presente pedido de reexame, diante do descumprimento do pressuposto de admissibilidade”, registrou o relator na decisão.

Com o recurso barrado por questão processual, o Tribunal determinou o arquivamento do caso após os procedimentos regimentais, encerrando a discussão no âmbito do TCE-MG.

Agora, os olhos se voltam para a Câmara Municipal de São João da Ponte, que terá a palavra final sobre a deliberação das contas. Enquanto isso, a decisão reforça um alerta que ecoa em todo o meio político: em processos públicos, um simples erro de prazo pode ser suficiente para definir o destino de uma gestão inteira.

Em São João da Ponte, o episódio promete continuar repercutindo nos corredores da política local e alimentando discussões sobre responsabilidade administrativa, investimentos na educação e os reflexos das decisões dos órgãos de controle sobre a vida pública do município.

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