A comunidade escolar da Escola Municipal Dalva dos Anjos, em Janaúba, viveu momentos de preocupação após a divulgação de informações nas redes sociais sobre uma suposta ameaça feita por uma ex-funcionária da instituição. O caso mobilizou a direção da escola, a Secretaria Municipal de Educação, a Polícia Militar e até mesmo o Ministério Público.
A diretora da unidade, Eliene Oliveira da Silva, esclareceu os fatos e detalhou as medidas adotadas para garantir a segurança de alunos, servidores e familiares.
Segundo a diretora, o episódio teve início na última segunda-feira, 1º de junho, quando uma servidora demonstrou insatisfação com descontos aplicados em seu pagamento referentes a faltas e atrasos registrados durante o período de trabalho.
De acordo com Eliene, a funcionária procurou inicialmente o setor de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Educação para questionar os descontos. Durante o atendimento, teria ficado exaltada e informado que iria até a escola para cobrar explicações da direção.
“A Secretaria entrou em contato comigo informando que ela estava muito nervosa e que pretendia vir até a escola. Diante desse relato, solicitei apoio de pais de alunos que são policiais e mantive atenção redobrada na unidade”, relatou a diretora.
Ainda segundo a gestora, a ex-servidora compareceu à escola e conversou com ela em sua sala. Durante a conversa, a diretora explicou que os descontos aplicados estavam relacionados aos registros de frequência e que o pagamento havia sido realizado conforme os dias efetivamente trabalhados.
Após o diálogo, a mulher teria deixado o local insatisfeita. Conforme registrado em boletim de ocorrência, ao sair da escola, ela teria feito declarações consideradas graves por funcionários da unidade.
Segundo relatos apresentados à Polícia Militar, a ex-servidora teria ameaçado colocar fogo na escola e mencionado a tragédia ocorrida em 2017 na Creche Gente Inocente, em Janaúba, quando um ataque provocou a morte de crianças, profissionais da educação e do autor do crime.
Diante da gravidade das declarações, a direção acionou imediatamente a Polícia Militar, registrou boletim de ocorrência e comunicou oficialmente a Secretaria Municipal de Educação. O caso também foi levado ao conhecimento do Ministério Público.
A Secretaria de Educação informou o desligamento da servidora da unidade escolar, e desde então ela não retornou ao local.
Nos últimos dias, mensagens e áudios compartilhados nas redes sociais geraram apreensão entre pais e responsáveis, incluindo rumores sobre uma possível suspensão das aulas. No entanto, a diretora negou qualquer determinação nesse sentido.
“Não houve nenhum pedido para suspensão das aulas. Esse áudio que circula eu desconheço. As atividades seguem normalmente e a escola está funcionando com total atenção à segurança”, afirmou.
Para tranquilizar as famílias, a direção encaminhou comunicados por meio dos grupos de WhatsApp e reforçou os protocolos de proteção adotados na instituição.
Atualmente, os portões permanecem fechados durante todo o período de funcionamento, os vigias realizam monitoramento constante e a equipe escolar mantém atenção redobrada em toda a área externa da unidade.
A Polícia Militar também reforçou a presença nas proximidades da escola. Conforme informado pela corporação, uma viatura chegou a se deslocar até a residência da ex-funcionária para ouvi-la sobre os fatos, porém ela não foi localizada.
Apesar da repercussão do caso, o clima na escola é de tranquilidade. No horário de saída dos alunos, equipes da Polícia Militar permaneceram no local acompanhando a movimentação e transmitindo segurança à comunidade escolar.
A direção reforçou que continuará colaborando com as autoridades e adotando todas as medidas necessárias para garantir a proteção dos estudantes e servidores, enquanto o caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes.
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