A Prefeitura de Manga amanheceu no centro de uma operação explosiva que sacudiu o Norte de Minas nesta quarta-feira (29). Batizada de “Palco Oculto”, a ação do Ministério Público de Minas Gerais, com apoio da Polícia Civil, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Manga para investigar possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A ofensiva policial gerou forte repercussão na cidade e colocou os holofotes sobre contratos e pagamentos ligados ao 1º Rodeio de Manga, realizado durante as comemorações dos 102 anos do município, em setembro de 2025.
Segundo o Ministério Público, existem indícios de que recursos públicos pagos à empresa responsável pelo evento possam ter circulado por meio de empresas e pessoas interpostas, em um suposto esquema financeiro agora investigado pelas autoridades.
Os mandados foram executados em imóveis públicos, residências e empresas ligadas aos investigados. Durante as buscas, os agentes apreenderam documentos, computadores, celulares, contratos, notas fiscais, registros contábeis, além de R$ 27 mil em dinheiro vivo e veículos de luxo.
A operação provocou tensão e movimentação intensa em diversos pontos de Manga. Moradores acompanharam com surpresa a chegada das equipes policiais, enquanto os investigadores recolhiam materiais que podem ajudar a rastrear o destino do dinheiro público.
De acordo com a Polícia Civil, os alvos da investigação incluem um agente público municipal e um particular que possui vínculo familiar com integrante do Poder Executivo local. O nome dos envolvidos não foi divulgado, já que o caso segue sob sigilo.
O Ministério Público afirmou que todo o material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e verificar possíveis incompatibilidades patrimoniais, além da origem e movimentação dos valores.
Em nota oficial, a Prefeitura de Manga informou que foi surpreendida pela operação e declarou que os documentos recolhidos na Secretaria de Cultura já haviam sido disponibilizados anteriormente ao Ministério Público e também estariam acessíveis no Portal da Transparência.
A administração municipal afirmou ainda que está colaborando de forma transparente com as autoridades e que permanece à disposição para o esclarecimento completo dos fatos.
Mesmo assim, a operação já virou o principal assunto da cidade e aumentou a pressão sobre a gestão municipal, enquanto a população aguarda respostas sobre o possível destino de recursos públicos que deveriam ter sido usados na realização do tradicional evento festivo.
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