A tranquilidade de Espinosa foi brutalmente interrompida por uma notícia devastadora que se espalhou rapidamente entre moradores, clientes e amigos: a morte trágica de Paulo César Baleeiro, de 32 anos, conhecido como “César da Farmácia Popular”. O empresário, bastante conhecido na cidade, perdeu a vida em um afogamento que chocou não apenas o Norte de Minas, mas também comunidades vizinhas.
O drama teve início no último sábado (25), na barragem Cova de Mandioca, situada na zona rural de Urandi. Segundo informações da Polícia Militar, César estava acompanhado de outros dois homens em uma canoa, realizando a retirada de redes de pesca — uma atividade aparentemente comum que rapidamente se transformaria em uma cena de desespero.
Durante a ação, a embarcação virou de forma repentina. Apenas um dos ocupantes utilizava colete salva-vidas e conseguiu nadar até a margem para pedir socorro. Os outros dois permaneceram na água, lutando contra o tempo e as próprias forças.
Minutos depois, com ajuda, as buscas foram iniciadas. Um dos homens foi encontrado com vida e relatou momentos de pânico vividos na barragem. Segundo ele, César não conseguiu resistir: submergiu diante de seus olhos e desapareceu nas águas escuras, em um episódio marcado por impotência e angústia.
O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foi acionado e iniciou uma operação intensa de buscas. Após horas de tensão, o desfecho mais temido se confirmou: o corpo de Paulo César foi localizado por volta das 17h, a cerca de três metros de profundidade.
Após o resgate, os procedimentos legais foram realizados com acompanhamento da Polícia Civil da Bahia, e o corpo foi liberado para remoção funerária.
De volta a Espinosa, o clima é de comoção profunda. Conhecido por seu trabalho à frente da Farmácia Popular, César era uma figura querida, respeitada e presente no cotidiano da população. Sua morte repentina deixa um vazio difícil de ser preenchido.
O velório aconteceu na Funerária Dejan, onde familiares, amigos e moradores prestaram as últimas homenagens em meio a lágrimas e lembranças. O sepultamento foi na tarde deste domingo (26), no cemitério novo da cidade.
Entre homenagens e despedidas, fica o sentimento coletivo de perda e a dura lembrança de como a vida pode mudar em questão de segundos. Em Espinosa, o nome de César ecoa agora não apenas como comerciante, mas como símbolo de uma tragédia que marcou a cidade.
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