Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Acidente causou morte do prefeito de Rio Pardo de Minas: 50 anos depois é encontrado motor de avião que caiu no Norte de Minas Gerais


O então-prefeito de Rio Pardo de Minas, Tací, tinha 45 anos quando morreu no acidente de avião. Foto: Tácito de Freitas Costa Jr./Arquivo Pessoal.

(Por Sarah Thomé, WebTerra) No dia 20 de julho de 1974 a cidade de Rio Pardo de Minas, no Norte do Estado, era marcada por uma tragédia aérea que vitimou seis pessoas, entre elas, o então-prefeito da época, Tácito de Freitas Costa, de 45 anos.

O acidente aconteceu na Fazenda Muquém, zona rural da cidade. Entre as vítimas, estavam dirigentes da Empresa Embaúba.

Quando o prefeito Tácito de Freitas morreu no acidente de avião, deixou a esposa, Maria Raimunda de Faria Costa e seis filhos: Claudia Maria, Mônica Tereza, Marcus Tácito, Mércia Maria, Virgílio Tácito e Tácito de Freitas Costa Junior. Na época, a mais velha tinha 12 anos e o caçula apenas 22 dias de nascido.

Polícia Militar e operadores resgatam motor do acidente de 1974. Foto: Paulinho Campos/Arquivo Pessoal

Meio século depois…
Após exatos 50 anos do acidente, no dia 20 de julho de 2024, operadores de máquinas da Empresa Norte Mineira em parceria com a Polícia Militar, se empenharam na operação para desenterrar o motor do avião que caiu em 74, acidente no qual morreu o prefeito Tací, como era carinhosamente conhecido pela população.

Segundo o tenente Kenneth Viana, que participou da ação, o fato é memorável para todos da cidade, mexendo com as emoções dos moradores.

“O interessante dessa história é que é um fato histórico para a cidade e memorável. E, a coincidência do motor do avião ser achado exatos 50 anos depois, no mesmo dia (da queda)”, afirmou.
Sr. Belarmino Pereira lembra-se do acidente. Foto: Lucas Lima/Arquivo Pessoal

Lembranças
Belarmino Alves Pereira, de 83 anos, é nascido e criado em Rio Pardo de Minas, conhecido como Belo, ele conhece bem a história e se lembra com precisão de cada detalhe.

“Na época do acidente eu estava com 33 anos. O que se comentou foi que o dono da firma chamou o Tací (prefeito) para dar uma volta na área, e ele não queria ir; pois iria fazer o pagamento dos funcionários da Prefeitura. Mas aí, o dono falou que seria rapidinho e logo estariam de volta. Eles então pegaram o avião para sobrevoar a área. O que se conta é que pouco tempo depois, o avião parou no ar, caiu no chão e deu uma explosão”, recordou-se, Belo.

Pessoas que moravam perto da Fazenda Muqúem, onde aconteceu o acidente, presenciaram o momento da queda. Logo que a notícia se espalhou, muitos não acreditaram, assim como o senhor Belarmino, e foram até à fazenda, para confirmar. Quando chegaram, avistaram os destroços do avião, que teria batido de lado quando caiu ao chão.

Após a chegada do socorro, foram constatadas as mortes dos seis ocupantes. Os corpos foram resgatados e levados até Rio Pardo de Minas para velório e sepultamento, deixando a cidade em choque e enlutada.

Ressignificar a dor
De acordo com Tácito de Freitas Costa Júnior, quando soube que haviam encontrado o motor do avião responsável pela morte do pai, várias lembranças assolaram a sua mente. Mesmo sendo recém nascido quando aconteceram os fatos, ele se lembra da infância ser rodeada por histórias sobre como o pai era querido na cidade, e como a tragédia foi chocante para todos da região.

“A primeira coisa que eu fiz quando recebi a foto [do motor do avião] foi mandar aos meus irmaõs e conversar com eles. Dois disseram que não queriam mexer em nada, por ter sido muito triste. À princípio, foi uma sensação ruim saber que aquilo fazia parte de uma tragédia que abalou não só a nossa família, mas todos do município. Eu fiquei com 22 dias de nascido e a minha irmã mais velha, a Cláudia, tinha 12 anos. Somos seis irmãos e éramos todos crianças”, se emociona.

Passado o momento inicial, Júnior e seus irmãos pensaram na ideia de limpar o motor e criar uma exposição para contar a história sobre o fato ocorrido, enaltecendo a figura do pai, como político visionário. Na época, Tací procurava melhorias para a cidade quando aconteceu a tragédia.

“Muita gente nova não conhece a história e seria interessante [que todos conhecessem]. Após pensar nessa ideia da exposição, eu fiquei feliz de dar essa oportunidade de outras pessoas conhecerem a história de quem foi o Tácito de Freitas Costa”.

Comentários

  1. Foi bem pertinho da minha casa, hoje é conhecido o lugar como campo de avião, região fazenda passagem do meio, município de Rio pardo de Minas

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