Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Coronavírus: Minas Gerais se aproxima dos 60 mil casos de Covid-19


(Por LARA ALVES) A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) publicou nesta segunda-feira (6) um balanço que aponta que Minas Gerais está perto de alcançar a marca de 60 mil diagnósticos de Covid-19 confirmados entre o começo de março e este mês de julho. Ainda para os próximos nove dias é esperado que o Estado chegue ao pico da pandemia da Covid-19, e se prevê que na data estimada pela pasta, 15 de julho, cerca de 2.500 pessoas precisem de internação na região.

A tendência de aproximação do pico é principalmente confirmada pelo aumento considerável de casos nos últimos 30 dias – boletim epidemiológico de 6 de junho indicou a existência de 14.939 infectados em Minas Gerais. Em apenas um mês, o número pulou para os 59.626 casos constatados nesta segunda-feira. Significa que 75% dos diagnósticos no Estado foram confirmados apenas entre junho e julho.


O cenário se repete também se comparado o número de óbitos constatado até junho com a quantidade de mortes registradas de lá para cá. Até 6 de junho, a SES havia confirmado 368 mortes em Minas Gerais causadas pelo coronavírus. Neste 6 de julho, a quantidade de óbitos chegou à marca de 1.230 – são 862 mortes a mais no período, uma média de 29 registros de óbitos por dia.

As mortes aconteceram em 267 municípios mineiros, e a doença ataca de forma fatal principalmente as pessoas com comorbidades, como diabetes, hipertensão e doença cardiovascular. A média de idade dos óbitos confirmados é de 69 anos, e 75% das mortes aconteceram em pessoas com mais de 60 anos.

Um dado que consta no relatório e que desperta preocupação é a quantidade de infectados pela Covid-19 que precisaram de hospitalização nas redes particular e pública de Minas Gerais. Segundo o documento da Saúde, 6.780 pessoas com diagnóstico confirmado de coronavírus necessitaram de internação.

Outra estatística que chama atenção refere-se ao número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) se comparados os seis primeiros meses do ano passado e o período entre janeiro e junho deste ano. Houve um aumento de 920% na quantidade de internações pelo quadro, caracterizado pelo aparecimento de sintomas como febre, dor de garganta e tosse, mas sem diagnóstico específico.

Interiorização
Cerca de quatro meses após o aparecimento do primeiro caso de coronavírus em Minas Gerais, a doença conseguiu se alastrar por 85% dos municípios do Estado. Significa que em 731 das 853 cidades mineiras há pelo menos um morador infectado e com diagnóstico confirmado para Covid-19. Até esta segunda-feira (6), seis cidades mineiras já haviam ultrapassado a marca de mil casos de coronavírus: Belo Horizonte (7.904), Contagem (1.011), Governador Valadares (1.501), Ipatinga (2.723), Juiz de Fora (2.170) e Uberlândia (7.655).

Ainda nesse domingo (5), eram cinco os municípios com mais de mil casos, sendo que em todos eles há queixas a respeito de elevadas taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria e outras dificuldades no enfrentamento da pandemia – como ausência de medicamentos para sedação de pacientes infectados pelo coronavírus.

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