Varzelândia avança rumo à instalação da agência do INSS e fortalece acesso da população aos serviços previdenciários

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A Prefeitura de Varzelândia deu mais um importante passo em direção a uma conquista histórica para o município: a implantação de uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta semana, a equipe técnica do órgão realizou a vistoria no espaço que está sendo preparado para receber a futura unidade, marcando uma etapa fundamental no processo de instalação do serviço na cidade. O avanço representa o resultado do trabalho articulado e do compromisso da gestão do prefeito Amâncio Oliva, que tem atuado de forma permanente para ampliar o acesso da população aos serviços públicos e garantir mais dignidade, comodidade e inclusão para os cidadãos varzelandenses. Atualmente, muitos moradores precisam se deslocar para outros municípios em busca de atendimento previdenciário, enfrentando gastos, dificuldades de transporte e perda de tempo. Com a futura agência do INSS em funcionamento, a realidade será transformada, aproximando serviços essenciais de quem mais precisa e oferecendo ma...

Prefeito morre e é o primeiro a ocupar área nova de cemitério construída na gestão dele

Túmulo do prefeito na área de ampliação
 do cemitério — Foto: Arquivo Pessoal

(Por Michelly Oda, G1 Grande Minas) A morte do prefeito de Bonito de Minas, município no interior de MG, lembrou a história contada pelo dramaturgo Dias Gomes na novela O Bem-Amado, que passou na TV Globo na década de 1970.

O corpo do prefeito José Pedro Pires da Rocha (PSB), o Zé Galego, foi o primeiro a ser sepultado na área nova do cemitério municipal, obra da gestão dele. Na novela da TV Globo, o prefeito de Sucupira, Odorico Paraguaçu, cria situações para “inaugurar” o cemitério que construiu como promessa de campanha. Após várias tentativas frustradas, morre e acaba sendo a primeira pessoa enterrada no local.

Alguns moradores, inclusive, já chegaram a mencionar a história de “O Bem-Amado” para o prefeito falecido.
"Já haviam falado com ele sobre a novela, mas ele dizia que não acreditava nisso”, conta Miqueias Figueredo (PTB), vereador e amigo de José.

José Pedro da Rocha tinha 64 anos e morreu enquanto voltava de Brasília (DF) na sexta (17). Ele esteve no DF para assinar documentos para doação de máquinas destinados ao município, de aproximadamente 11 mil habitantes.

“Ele viajava sozinho de carro e passou mal. Foi até um hospital, onde permaneceu em observação, mas acabou liberado. Em seguida, voltou ao hotel para buscar as malas e continuar a viagem. Passou mal novamente, foi em outra unidade de saúde, infartou e morreu”, fala Miqueias Figueredo, que foi convidado por Zé Galego para viajar até a capital federal, mas não pode ir em razão de compromissos.

O vereador esclarece que a obra de ampliação era uma reivindicação da população e dos vereadores, já que a parte antiga do cemitério, tem mais de 50 anos, não comportava mais túmulos.

“Tivemos vários transtornos, moradores foram enterrar seus entes e havia outras ossadas no lugar. O Zé não era natural daqui e a família não tinha um espaço na parte do cemitério que já existia, por isso, pediram que fosse enterrado na parte nova”, diz.

A obra de ampliação do cemitério começou por volta de outubro de 2019 e ainda não tem data para terminar. A Prefeitura precisa construir uma capela e fazer adequações à infraestrutura, como instalação de banheiros e interligação à rede de água e esgoto.

De caminhoneiro a prefeito
Se o personagem de Odorico mostra um exemplo de político corrupto e cheio de artimanhas, José Pedro da Rocha é lembrado como “homem correto e honesto”, pelo vereador. 


Ele conta que o amigo era natural de Sete Lagoas e veio ao Norte de MG para trabalhar transportando carvão. Tempos depois, começou a trabalhar como taxista na Comunidade de São Sebastião do Catulé e, seguindo os conselho dos passageiros que levava, se candidatou à Câmara, mas não obteve sucesso.

Nas eleições seguintes, tentou novamente e foi eleito vereador, primeiro cargo político que ocupou. Foi eleito vice-prefeito em 2016 e assumiu a Administração Municipal após o prefeito José Reis (PHS) se afastar ao ser eleito deputado estadual, em 2018.

“Eu já fui oposição, mas conheci o trabalho dele e passei a apoiá-lo. Foi um prefeito que conseguiu contornar as dificuldades financeiras do município para pagar salários e outras despesas em dia. De tanto cuidar dos interesses da população, acabou esquecendo dele e, infelizmente, morreu em virtude de um problema de saúde”, lamenta.

Um dos filhos de Zé Galego disse ao vereador que o pai passou mal há dois anos e um médico apontou que ele tinha uma veia com indícios de entupimento.

Novo prefeito
Com o falecimento de Zé Galego, quem assume a Prefeitura é Dilson Santana (PP), que era presidente da Câmara. Ele já apoiou a administração anterior, mas após divergências, se declarou oposição.

“No fim do ano eu estive com o Zé e expliquei porque de estar no lado contrário e ele ouviu meus motivos. Éramos opositores, mas de forma respeitosa. A morte dele surpreendeu a todos e causou muita comoção”, fala Santana, que diz estar fazendo um levantamento para dar sequência aos trabalhos no município.

Ele diz que o novo desafio se impôs à vida política dele no momento em que não pensava tentar se reeleger.

“Fui vereador por duas vezes, quando você se candidata a um cargo, assume os desafios e tem que estar preparado para tudo. Mas confesso que não pensava em tentar a reeleição, desanimei com a política, ao perceber que muitos pensam em tirar proveito próprio e não colocam a população em primeiro lugar”, destaca.

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