Recapturado, candidato que pulou de viatura é solto após 'salvo-conduto'
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Maurílio Arruda nega que tenha descumprido prisão domiciliar (Foto: Valdivan Veloso/G1) |
O salvo-conduto foi expedido pelo juiz eleitoral de Januária, por ordem do juiz Carlos Roberto de Carvalho, integrante da Corte do Tribunal Regional Eleitoral.
Ao sair da delegacia, Arruda deu entrevista e disse que "nós estamos vivendo em um mundo de muitos julgamentos apressados, como homem público sempre digo e sempre vou dizer honestidade é tudo, mas não precisa dizer que você é honesto, é preciso provar que é honesto".
A defesa de Arruda esclareceu que ele é candidato e, segundo a Lei Eleitoral, não pode ser preso no período de 15 dias que antecede as eleições.
De acordo com a PF, Maurílio Arruda responde a pelo menos 20 processos, a maioria por desvio de recursos públicos e fraude em licitação.
Recaptura
Segundo as informações da PF, Maurílio Arruda, que já foi prefeito em Januária, foi recapturado no Bairro São Bento. Ele buscava um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Pela Lei, candidatos não podem ser presos 15 dias antes das eleições, mas o delegado Marcelo Freitas esclareceu que a recaptura foi deferida pelo Poder Judiciário.
“Esta hipótese não se encontra alcançada pela vedação do artigo 236 do Código Eleitoral, por que não se trata de prisão e sim captura de preso foragido. Ou seja, ao empreender fuga, ele não perde a condição jurídica de preso, não está em liberdade, mas, sim, foragido”, informou o delegado.
Arruda seria encaminhado para o Presídio de Francisco Sá (MG), onde ficaria em cela separada dos demais presos, por ser advogado.
Operação Rua da Amargura
Maurílio Arruda foi alvo de um dos cinco mandados de prisão da operação Rua da Amargura, que investiga a aplicação de mais de R$ 1 milhão em obras de pavimentação e drenagem de ruas. Ele responde a 20 processos na Justiça. A maioria deles, segundo a Polícia Federal, por desvio de recursos públicos e fraude em licitação.
Maurílio Arruda foi alvo de um dos cinco mandados de prisão da operação Rua da Amargura, que investiga a aplicação de mais de R$ 1 milhão em obras de pavimentação e drenagem de ruas. Ele responde a 20 processos na Justiça. A maioria deles, segundo a Polícia Federal, por desvio de recursos públicos e fraude em licitação.
As investigações começaram em 2014, como um desdobramento da operação Sertão Veredas, realizada em maio de 2013, em MG, BA e ES. O foco era uma organização que atuava nos municípios de Januária e Itacarambi (MG) desviando recursos públicos de obras em diversas áreas. Na época, o prejuízo estimado era de R$ 5 milhões. Um acordo de colaboração, feito com um empresário investigado no esquema criminoso, ajudou a PF a identificar o grupo preso na operação Rua da Amargura. Maurílio Arruda ainda foi alvo das operações Esopo, deflagrada em setembro de 2013, e Exterminadores do Futuro, que ocorreu em junho de 2014; ambas voltadas para o combate de desvios de verbas públicas e fraudes em licitação.
No dia da operação, os policiais foram até os endereços de Arruda, mas não o encontraram. Ele foi considerado foragido e preso horas depois. No momento em que estava sendo trazido para depor na delegacia da PF em Montes Claros, o candidato a prefeito conseguiu fugir de uma viatura após subir em uma moto.
“O rapaz nos procurou hoje e afirmou que o ex-prefeito se aproximou gritando por socorro dizendo que alguém iria matá-lo. Este rapaz disse que logo acelerou a motocicleta e deixou o Maurílio próximo à Unimontes”, explicou Marcelo Freitas. Após a fuga, a PF pediu a prisão preventiva de Arruda.
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