Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

Imagem
A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

MP deve entrar com Ação Civil contra Seguradora por fraude em DPVAT

(G1) O Ministério Público de Minas Gerais deve entrar ainda nesta semana com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Seguradora Líder, que administra o DPVAT. Já que órgão acredita que pessoas diretamente ligadas à empresa são coniventes com o pagamento indevido de indenizações. Segundo o MP e a Polícia Federal, as irregularidades causam um prejuízo de R$ 1 bilhão por ano aos cofres públicos.
Em abril, 40 pessoas, entre empresários, advogados, profissionais de saúde e policiais, foram presas durante a operação “Tempo de Despertar”, que investiga fraudes no DPVAT. Os mandados judiciais foram cumpridos em Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.
“A investigação demonstra de forma clara que advogados contratados pela empresa fazem acordos quando o próprio juiz se negou a homologá-los, de forma que não resta dúvida do envolvimento direto de pessoas de dentro da seguradora líder nesta gigantesca organização criminosa”, ressalta o promotor Guilherme Roedel Fernandez. 
Para o promotor, “há uma completa ausência de fiscalização no pagamento das indenizações” e “há um interesse deliberado em fazer pagamentos indevidos”.
“A própria empresa que efetua os pagamentos das indenizações é remunerada com o pagamento destas indenizações, ou seja, quanto mais a empresa paga, mais dinheiro ela tem de lucro", fala.
Danilo Campos é um dos juízes que negou vários acordos judiciais para o recebimento do DPVAT após verificar indícios de irregularidades e notar o aumento de ações requerendo o benefício. Pelo menos 20% dos processos que tramitam no Judiciário na Comarca de Montes Claros (MG) tem relação com  o DPVAT.
“Não tive o mérito de descobrir algo que estava escondido, porque a fraude do DPVAT é notória, é monstruosa e está na cara de todo mundo. O meu mérito, se assim posso chamá-lo, porque não fiz mais que cumprir a minha obrigação, foi comunicar os fatos para que as demais autoridades tomassem providências. O que chama a atenção é o volume avassalador de processos, é evidente que isto é uma demanda criada artificialmente”.
O magistrado diz ainda ter notado uma padronização na confecção dos processos. A partir disto, ele convocou algumas pessoas para prestarem depoimento, constatando que quase 100% das ações judiciais são feitas de forma fraudulenta. O juiz também identificou, assim como o MP e a PF, que muitas das vítimas de acidente que receberam o seguro de forma administrativa, acionaram a Justiça para receber uma complementação por via judicial. Para Danilo Campos "esta é uma demanda forjada, criada por advogados para alimentar o mercado da advocacia".

Sobre o esquema
As investigações demonstraram que o grupo criminoso agia de várias formas. As supostas vítimas eram abordadas em casa e dentro de hospitais. Os integrantes do esquema criminoso, tinham segundo o MP e a PF, acesso a informações privilegiadas, de funcionários de unidades de saúde, por exemplo, além de contar com o acesso ao sistema das Polícia Civil e Militar, de uso restrito. A partir disto, os dados delas eram usados para a confecção de boletins de ocorrência e laudos médicos ideologicamente falsos.
As investigações demonstram que entre os que receberam as indenizações, há pessoas que foram vítimas de agressões dos companheiros, que se machucaram jogando bola e andando a cavalo. Mas também há casos nos quais as vítimas tinham os nomes usados e eram indenizados, sem que tivessem conhecimento. Em um deles, um analfabeto, que afirma usar somente a impressão digital como identificação, assinou o nome completo em um documento utilizado para dar entrada no DPVAT.

O que diz a Líder
Por e-mail, a assessoria de imprensa da Líder disse que, desde 2012, denunciou 115 casos com indícios de fraudes para a Polícia Civil na comarca de Montes Claros.
“Somente em 2014, foram comprovadas pela Seguradora 7.076 tentativas de fraude contra o Seguro DPVAT e, nesse mesmo período, foram oferecidas 4.102 novas representações criminais”.
A Líder diz ainda que fica evidente a contradição da acusação, uma vez que a seguradora combate as fraudes em todo país.
“Repudiamos as declarações do delegado federal e do promotor de justiça local que, em entrevistas à imprensa, cometeram a imprudência de apontar, sem provas e sequer indícios, a Seguradora Líder-DPVAT como envolvida no esquema fraudulento.”
A seguradora também esclareceu que os envolvidos não integram os quadros da empresa e aciona as autoridades ao suspeitar de fraudes.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em Janaúba, homem é baleado na cabeça em frente à própria casa; estado é grave

Bomba política em Jaíba! Doze anos após cassação, prefeito Jimmy Murça volta ao banco dos réus e pode perder o cargo novamente

Vídeo: tragédia em Porteirinha; disputa por herança resulta em tio assassinado por sobrinho em Tocandira