Janaúba: comunicamos o falecimento do senhor Mauro de Oliveira

Imagem
É com pesar que comunicamos o falecimento do senhor Mauro de Oliveira. A família comunica que o velório está acontecendo no Memorial da Funerária Bom Pastor. O sepultamento será neste domingo, 18 de outubro, às 16h30m, no Cemitério Campo da Paz, bairro São Lucas em Janaúba.

Sedinor busca solução para impasse ambiental no Projeto Jaíba

Da esquerda para direita a chefe de gabinete da Seapa, Larissa da Mata, o secretário de Estado da Seapa, João Cruz, a chefe de gabinete da Ruralminas, Helga Luckeroth, o secretário de Estado da SEDINOR, Paulo Guedes, os produtores Mário Borborema e Luíz Felipe, o secretário de Estada da SEMAD, Sávio de Souza Cruz,  e o presidente da Ruralminas, Luiz Afonso.
O Projeto Jaíba e as altas taxas ambientais foram pauta na reunião que o secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Paulo Guedes, articulou, nesta quarta (11), com os secretários de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sávio de Souza Cruz, e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Cruz, além do presidente da Ruralminas, Luiz Afonso.  A discussão foi sobre a legislação ambiental de Minas Gerais, especificamente a Lei 20.308/2012, que regulamenta os casos de supressão e declara o ipê-amarelo espécie de preservação permanente e de interesse comum e imune a corte; e à resolução conjunta entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF), que estabelece o cumprimento e fiscalização da reposição florestal atribuindo o valor de R$ 3,60 por árvore a ser reposta, que antes era de R$ 1,03.
Durante a reunião a Ruralminas apresentou os impasses que vem impossibilitando o andamento do Projeto Jaíba 2, sendo eles: o valor das taxas de supressão para o reflorestamento das áreas desmatadas e a impossibilidade de utilizar as terras para produção por falha na identificação da espécie “Ipê-amarelo”.
O secretário Paulo Guedes defendeu a necessidade de uma solução imediata para os impasses. “O investimento neste projeto é de bilhões. Foi feito leilão público para vender as terras, e agora os produtores estão se sentido lesados por não poderem produzir. Nossa região tem o menor IDH do estado e o desenvolvimento da agricultura gera empregos e movimenta a economia”, adverte.
A Ruralminas apresentou um Inventário Florestal com o levantamento e informações sobre as características quantitativas e qualitativas da floresta do Jaíba, que comprova que na área do projeto só existe uma espécie do ipê-amarelo. Sendo que a espécie característica nesta região é a “tabebuia Rosealba”, mais conhecida como Ipê-branco. A instituição alegou que as terras estão paradas por falta de qualificação dos técnicos da Superintendência Central de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram), para diferenciar as espécies de ipês.
Para Luiz Afonso, presidente da Ruralminas, o Projeto Jaíba é composto por um Sistema de Áreas Protegidas (SAP Jaíba), sendo fundamental para a efetiva proteção da biodiversidade local e regional.  “Por isso não justifica um valor de supressão tão elevado, estão tornando o investimento nas terras inviável. O ideal seria cobrar a taxa anterior”, ressalta.
Área total de proteção e conservação e preservação de ecossistemas ambientais do Projeto são de 329.781,14 hectares, sendo 71.816,95 hectares em Unidade de Conservação e Proteção, 97.373,58 hectares de Unidades de Conservação de Uso, 16.724,61 hectares de Reservas Legais, num total de 185.915,14 hectares e mais 143.866,52 hectares de Área de Proteção Ambiental – APA.
Diante das colocações, o secretário Sávio de Souza Cruz solicitou à Ruralminas que encaminhe à Supram uma contestação tendo como base o Inventário Florestal, que comprova a existência de apenas uma espécie de ipê-amarelo. E também, no que diz respeito às supressões, o encaminhamento de um parecer técnico e social para que a Semad e o IEF possam ter embasamento para rever a resolução.

O Projeto Jaíba
Localizado nos municípios de Jaíba e Matias Cardoso, o Projeto ocupa área total irrigável de 107,6 mil hectares. Na Etapa I do Jaíba, a área irrigável é de 24.752 hectares, e a área ocupada é 23.061. Mais da metade da área do perímetro é destinada à fruticultura, com destaque para a produção de limão.
A área do Jaíba II tem 19.276 hectares, dos quais 14 mil hectares estão em produção. Nela, atuam médios e grandes produtores, contemplando 55 empresários, com 684 lotes. Desde 2004, quando iniciaram os cultivos, foram produzidas um milhão e duzentas mil toneladas de produtos agrícolas.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Janaúba vive manhã de terror com homicídio a tiros em via movimentada

Bomba política em Jaíba! Doze anos após cassação, prefeito Jimmy Murça volta ao banco dos réus e pode perder o cargo novamente

Em Janaúba, homem é baleado na cabeça em frente à própria casa; estado é grave