Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Pai luta para manter tratamento e alimentação da filha em Porteirinha

Criança precisa de leite especial; pai afirma que
prefeitura passou frascos que venceriam antes que
a criança pudesse consumir

Pai afirma que prefeitura cortou ajuda
para tratamento da filha
(G1) Agonia e desespero. É o que passa o mecânico Lucélio Lopes de Oliveira em Porteirinha, Norte de Minas Gerais. Toda angústia é por causa do sofrimento enfrentado para cuidar da filha Luara Larissa, de 11 meses. Ela nasceu com múltiplos problemas de saúde e má formação craniofacial, que requer atenção especial com medicamentos e alimentação.
De acordo com o pai, a família possui baixa renda e não consegue manter todos os gastos necessários para o tratamento da filha. “Ela precisa de um leite especial, indicado pelos médicos, mas não temos condições de comprar. Por isso, estamos dando leite normal. Isso é um risco para ela”, lamenta.
A criança necessita de 240 frascos de leite por mês, segundo a prescrição médica, para manter a dieta hipercalórica. O preço médio do leite receitado é de R$ 12, o que dificulta ainda mais a situação da família. “De julho até dezembro, conseguimos com a prefeitura apenas 146 frascos, sendo que 14 venceram antes da data de consumo”, explica o mecânico.
Lucélio afirma ainda que Luara precisa realizar vários exames e consultas que não são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde em Porteirinha. Assim, precisa viajar à Montes Claros ou até mesmo em Bauru (SP), sem a ajuda do Tratamento Fora Domicílio (TFD). “É lei. Eles estão negando um direito da minha filha e não sei o porquê. Isso é humilhante”, afirma.
Em nota, a prefeitura de Porteirinha afirma que tem contribuído para o tratamento de saúde de Luara Larissa. Segundo a nota, a Secretaria Municipal de Saúde prestou auxílio TFD para a família todas as vezes que ela procurou o órgão para custear viagens.
A nota diz ainda que a empresa fornecedora do leite especial orientou que a família solicitasse aos médicos um novo tipo de leite, que também seja adequado à paciente, já que o receitado “não está sendo encontrado no mercado”. De acordo com a secretaria, o pai ficou responsável por repassar nova prescrição ao órgão.

'Dor sem fim'
O mecânico diz ainda que enfrenta outro problema durante o tratamento da filha: o preconceito. Ele afirma que a rotina de exames e consultas sempre é marcada por olhares e perguntas a respeito da fisionomia da criança.
“As vezes olham demonstrando estranhá-la ou até mesmo com dizeres que machucam muito. Para a gente que é pai, é uma dor sem fim”, diz emocionado.

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