Democracia, representatividade e inclusão marcam nova fase das políticas quilombolas em Varzelândia

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Em Varzelândia, a gestão Do Povo Para o Povo vem consolidando uma nova forma de governar: mais participativa, inclusiva e alinhada com as demandas históricas das comunidades tradicionais. Um exemplo recente desse avanço foi o reconhecimento institucional ao processo eleitoral da Associação Quilombola de Brejo dos Crioulos, realizado no último domingo, 19 de abril de 2026. A Secretaria Municipal de Políticas Quilombolas e Povos Tradicionais, sob a condução do secretário Francisco Charles Viríssimo da Silva, destacou o caráter democrático, transparente e respeitoso da eleição, que resultou na escolha da Chapa 1, liderada por Robeito e Sara, para a presidência da associação. O órgão também fez questão de reconhecer o papel da Chapa 2, representada por Samay e Eliton, ressaltando a importância da postura ética e do espírito democrático durante todo o processo. Mais do que um ato formal, o posicionamento da Prefeitura evidencia uma gestão que compreende a relevância do protagonismo comunitá...

Pai e filho tiram romeiros de ônibus que pegou fogo após acidente em Porteirinha

Ônibus ficou totalmente destruído
(G1) A rapidez com que pai e filho agiram conseguiu salvar a vida de mais de 40 romeiros que estavam em um ônibus que se envolveu em um acidente na MGC-122, perto de Porteirinha, no Norte de Minas Gerais, nesta segunda-feira (13). O veículo pegou fogo e ficou completamente destruído. Eles conseguiram retirar os passageiros pelas janelas, e um   homem de 41 anos que estava desacordado e preso às ferragens, acabou morrendo. O ônibus saiu de Bom Jesus da Lapa (BA) e voltava para São João da Ponte, no Norte de Minas.
Tiago Djavan e o pai, Renato, ouviram o barulho do acidente e saíram correndo para ver o que estava acontecendo. Enquanto um quebrou as janelas com um machado o outro começou a retirar as pessoas.  As portas travaram e não permitiam a saída dos romeiros.
"Eu vi a carreta descendo e em seguida vi o ônibus desgovernado caindo na ribanceira. Pedi para que os passageiros tivessem calma e ajudei eles a sair. Vi que a instalação elétrica estava começando a pegar fogo, tentei puxar os fios e desligar o motor, mas não consegui e o fogo começou", conta Tiago.
O operador de máquinas, diz que usou da experiência adquirida com a profissão para agir com tranquilidade. "Eu não fiquei com medo, porque sabia que não haveria uma explosão, só pensei nas pessoas, que estavam desesperadas e apavoradas", complementa. Tiago conta que após a chegada dele e do pai, o ônibus começou a pegar fogo em poucos minutos.
Maria Cardoso Neto Silva mora em uma casa que fica em frente ao local do acidente, ela varria a porta quando viu tudo acontecer. Idosa e com problemas de saúde, ela diz que ficou desesperada ao ver tantas pessoas pedindo por socorro. "Ouvi um barulho e deu aquele pretão, uma fumaça negra. Eles gritavam e eu desci a pirambeira já chorando, vendo crianças as gritando, sem poder ajudar no socorro delas."
O veículo estava com 48 passageiros e seguia de Bom Jesus da Lapa (BA) para São João da Ponte (MG). O tenente Hudson Sales, da Polícia Militar, conta que testemunhas afirmaram que o ônibus seguia atrás de uma carreta, ambos no mesmo sentido da via, quando outro caminhão, que vinha na pista contrária, tentou fazer uma ultrapassagem. O motorista da carreta freou para evitar a batida, mas teve a traseira atingida pelo condutor do ônibus, que saiu da pista e foi parar em um canavial.  
O motorista da carreta, Adailton de Oliveira, que trabalha na estrada há 20 anos,  confirmou a versão, disse que estava na velocidade permitida e que o acidente foi causado por um caminhão pipa, que tentava fazer ultrapassagens. Ao perceber que o ônibus pegava fogo, desceu e tentou ajudar com o extintor de incêndio. Ele seguia do Nordeste para Montes Claros (MG).
Já Donizete Pereira, que dirigia o veículo no qual os romeiros estavam, disse que também estava na velocidade permitida, que já fez o trajeto da Bahia até Minas Gerais em outras ocasiões e que o ônibus e ele estão em situação regular.
O estudante Ramon de Jesus, um dos romeiros, conta que "estava sentado quando viu o ônibus em cima da carreta, segurei na cadeira, o motorista estava correndo porque queria passar a carreta, mas não teve jeito e ele acabou voltando."
Verlane Cordeiro, outro romeiro, diz que faz a viagem todo os anos e que eles saíram de MG para a BA na sexta (10) e retornaram nesta segunda, por volta das 5h. "Só pode ser a fé, foi ela que nos livrou de uma tragédia", destaca.
A maioria dos romeiros teve ferimentos leves, um foi encaminhado em estado grave para Janaúba (MG). Os demais ficaram em Porteirinha (MG) e Mato Verde (MG).

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