Escravidão no Norte de Minas: 51 trabalhadores são resgatados em Jaíba, Matias Cardoso, Bocaiuva e outros municípios

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Operação encontrou trabalhadores em propriedades rurais em situações classificadas pela fiscalização como análogas à escravidão. Cinco adolescentes estavam entre os resgatados. Falta de água potável, ausência de banheiros, alojamentos precários e trabalhadores sem registro estão entre as irregularidades apontadas. Uma operação realizada durante o mês de agosto revelou um cenário alarmante no Norte de Minas Gerais. Ao todo, 51 trabalhadores foram resgatados de condições classificadas pela fiscalização como análogas à escravidão, em propriedades rurais de Jaíba, Matias Cardoso, Bocaiuva, Berilo e Jequitaí. O número impressiona, mas outro dado torna o caso ainda mais grave: entre os 51 trabalhadores resgatados, cinco eram adolescentes. A força-tarefa foi conduzida por Auditores-Fiscais do Trabalho, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar e participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Fiscalização encontra cenário degradante As equipes chegaram a propriedades dedicadas a...

Ruy Muniz denuncia Codevasf e Dnocs

Por Aldeci Xavier

USO DA MÁQUINA
Durante coletiva na manhã de ontem (22), o prefeito Ruy Muniz denunciou o uso de critérios políticos por parte do Governo Federal para beneficiar aliados do Palácio do Planalto. Ele acusou a Codevasf e o Dnocs de reter canos, caixa d’água e bombas que atenderiam a pequenos produtores cadastrados e que estão sem água no município, por critérios políticos. Ele citou que por coincidência, municípios na mesma situação de Montes Claros, a exemplo de Capitão Enéas, Brasília de Minas e São Francisco, cujos prefeitos apoiam candidato do PT, tiveram o decreto de emergência aprovado junto ao Ministério da Integração Nacional, “enquanto para Montes Claros foi negado”. Muniz salientou que centenas e centenas de caixas, canos e bombas estão estocados em terreno da cidade e o atendimento não vem recebendo qualquer tipo de fiscalização.

PROCESSO NA JUSTIÇA
Diante da negativa do Governo Federal de reconhecer Decreto de Emergência de Montes Claros e reter o material já adquirido para ser entregue a regiões que faltam água até para o consumo humano, a exemplo, de Novo Boqueirão, Morro do Chapéu, Degredo, Santa Barbara II, Bico da Pedra, Pipoca, Vargem Formosa, Valentina, Sossego e Campos Elísio, o prefeito Ruy Muniz, informou que está entrando ainda nesta semana, junto a Justiça Federal com “Ação de Obrigação de Fazer” (Ação Ordinária).  Na petição, o chefe do executivo sugere a justiça que o atendimento aos cadastrados e aprovados, seja acompanhado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Eleitoral para evitar qualquer tipo de exploração política.

EXPLORAÇÃO POLÍTICA
O advogado e presidente do PSDB de Montes Claros, Farley Menezes, comentou que acha prudente que a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral sejam informados e acompanhem a destruição de material de materiais as comunidades rurais, através de órgãos do Governo Federal. Segundo ele, a medida é evitar a utilização dos programas sociais para benefícios políticos. Ele citou como exemplo as próprias denúncias feitas pelo prefeito Ruy Muniz durante coletiva com a imprensa, na terça-feira.

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