Inclusão que transforma: projeto de Lucas Fernandes garante espaço e respeito para PCDs nas corridas de rua em Janaúba

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Em um momento marcado por reconhecimento, emoção e avanço social, a Câmara Municipal de Janaúba foi palco de uma conquista histórica para o esporte inclusivo. O vereador Lucas Fernandes teve seu projeto de lei aprovado e amplamente reconhecido, consolidando uma iniciativa que assegura a participação efetiva de Pessoas com Deficiência (PCD) em corridas de rua realizadas no município. Mais do que uma proposta legislativa, o projeto representa uma mudança de mentalidade: o esporte como direito, pertencimento e transformação. A iniciativa determina que todos os eventos de corrida de rua realizados em vias ou espaços públicos municipais — inclusive os promovidos por entidades privadas — garantam a inclusão da categoria PCD, respeitando critérios de acessibilidade, igualdade e dignidade. O reconhecimento público do impacto da proposta ganhou ainda mais força durante a sessão legislativa, quando um dos fundadores do Projeto Relutar fez uso da tribuna para agradecer pessoalmente ao vereador. E...

MPF denuncia fazendeiros por manter oito trabalhadores em situação de escravidão em São Romão

O Ministério Público Federal denunciou um engenheiro e um motorista pelo crime de reduzir oito trabalhadores a condições análogas à escravidão em São Romão, no norte de Minas. Giovani de Deus Borges, engenheiro, é o dono da Fazenda Estiva. Fabrício Cardoso Lima, motorista, arrendou a propriedade e era responsável direto pela contratação dos funcionários e recebia 10% da receita da venda de carvão produzida no local.
Em 2011, auditores do Ministério do Trabalho encontraram quatro cortadores de lenha, dois carbonizadores e dois homens que ensacavam carvão em condições precárias. Os alojamentos não tinham banheiro, não havia energia elétrica e o piso era de terra. A estrutura era coberta com palha ou lona sob árvores.
Com isso, os empregados eram obrigados a fazer necessidades no mato. Só se podia tomar banho ao ar livre, com água reaproveitada da produção de carvão. Os oito ainda não tinham um lugar adequado para cozinhar refeições.
O MPF também apontou que, mesmo trabalhando com fogo e ferramentas cortantes, os empregados não recebiam equipamentos de segurança nem material de primeiros socorros. Consta no inquérito que Fabrício Cardoso, durante depoimento, chegou a afirmar que "não sabia que era inadequado" fornecer aquele tipo de alojamento, sem banheiro, água potável e local para armazenar alimento.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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