São João da Ponte em luto: adolescente de 16 anos é encontrado morto em rio na zona rural

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São João da Ponte viveu um sábado marcado pela dor, pelo choque e pela comoção. Um adolescente de apenas 16 anos foi encontrado morto neste sábado, 10 de janeiro, em um rio localizado na comunidade de Taboquinha, zona rural do município, no Norte de Minas Gerais. A tragédia abalou profundamente familiares, amigos e toda a população local. Segundo informações apuradas, o jovem enfrentava problemas de saúde e sofria com episódios frequentes de desmaios, o que aumenta ainda mais o clima de tristeza e apreensão em torno do caso. Ao perceberem o desaparecimento do adolescente, familiares, amigos e moradores da comunidade se mobilizaram em uma intensa corrente de buscas ao longo do dia, percorrendo diferentes pontos da região na esperança de encontrá-lo com vida. O desfecho devastador veio no período da noite. A irmã da vítima se recordou de que o adolescente tinha o costume de tomar banho em um rio da comunidade. Um morador foi até o local para verificar e acabou se deparando com a cena que...

MPF denuncia fazendeiros por manter oito trabalhadores em situação de escravidão em São Romão

O Ministério Público Federal denunciou um engenheiro e um motorista pelo crime de reduzir oito trabalhadores a condições análogas à escravidão em São Romão, no norte de Minas. Giovani de Deus Borges, engenheiro, é o dono da Fazenda Estiva. Fabrício Cardoso Lima, motorista, arrendou a propriedade e era responsável direto pela contratação dos funcionários e recebia 10% da receita da venda de carvão produzida no local.
Em 2011, auditores do Ministério do Trabalho encontraram quatro cortadores de lenha, dois carbonizadores e dois homens que ensacavam carvão em condições precárias. Os alojamentos não tinham banheiro, não havia energia elétrica e o piso era de terra. A estrutura era coberta com palha ou lona sob árvores.
Com isso, os empregados eram obrigados a fazer necessidades no mato. Só se podia tomar banho ao ar livre, com água reaproveitada da produção de carvão. Os oito ainda não tinham um lugar adequado para cozinhar refeições.
O MPF também apontou que, mesmo trabalhando com fogo e ferramentas cortantes, os empregados não recebiam equipamentos de segurança nem material de primeiros socorros. Consta no inquérito que Fabrício Cardoso, durante depoimento, chegou a afirmar que "não sabia que era inadequado" fornecer aquele tipo de alojamento, sem banheiro, água potável e local para armazenar alimento.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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