Varzelândia avança na habitação e conquista 42 casas populares para realizar o sonho da moradia própria de famílias da cidade e de Campo Redondo

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A Prefeitura de Varzelândia garante mais uma importante conquista para a população: são 22 unidades habitacionais destinadas à sede do município e outras 20 ao distrito de Campo Redondo, ampliando as oportunidades de acesso à moradia digna. Varzelândia, no Norte de Minas, continua avançando e acumulando conquistas que representam mais desenvolvimento, dignidade e qualidade de vida para sua população. A administração municipal “Do Povo Para o Povo”, liderada pelo prefeito Amâncio Oliva, celebra mais um importante resultado na área habitacional: a conquista de 42 casas populares por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, ampliando as perspectivas de acesso à moradia própria para dezenas de famílias do município. Das 42 unidades habitacionais conquistadas, 22 serão destinadas à cidade de Varzelândia e outras 20 ao distrito de Campo Redondo, demonstrando a atenção da gestão municipal tanto à sede quanto às comunidades do interior. A conquista representa mais um avanço da administração do...

Mineiro de Bocaiúva concorre com dois discos ao Grammy Latino de Música de Raiz

Téo garante que mesmo nos tempos em que morou fora de Minas Gerais, nunca deixou de defender a autêntica cultura do cerrado
Poeta, folclorista, produtor musical, autor de literatura de cordel, cantor e compositor, o mineiro Téo Azevedo é um ícone da cultura popular no Brasil. Além dos próprios trabalhos, incentivou e produziu discos de dezenas de artistas da chamada música de raiz. Ao comemorar 70 anos de vida e 50 de carreira, ele tem seu trabalho consagrado com o reconhecimento internacional: são duas indicações para o Grammy Latino 2013, considerado o Oscar da música latino-americana. Téo disputa a categoria de Melhor Álbum Brasileiro de Raiz com os álbuns Salve Gonzagão – 100 anos e O Velho Chico – Sob o olhar januarense. A solenidade de entrega será quinta-feira, em Los Angeles (EUA).
Teófilo de Azevedo Filho, o Téo, tem a marca da simplicidade. Nascido no distrito de Alto Belo, no município de Bocaiuva, Norte de Minas, o cantador deixou o sertão mineiro ainda na juventude e foi para São Paulo, onde fez carreira. Diferentemente de outros artistas, depois de tornar-se conhecido nacionalmente Téo rejeitou a cidade grande. Fez o caminho inverso dos retirantes da seca e voltou às origens, dividindo a maior parte do tempo entre Montes Claros e uma casa simples que mantém em Alto Belo, um arraial de pouco mais de 1 mil habitantes.
Em sua terra natal ele mantém acervo que se tornou um pequeno museu sobre sua trajetória, com discos, certificados de premiações, reportagens e fotografias em que aparece ao lado de outros artistas com os quais trabalhou ou fez apresentações. Em destaque, fotografias em que posa orgulhoso ao lado de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Patativa do Assaré e do ator e compositor Jackson Antunes, seu amigo e parceiro, natural do Janaúba, também no Norte de Minas.
Téo Azevedo conta que poderia viver em São Paulo, o mais importante centro de produção para o tipo de música que faz. Mas optou pelo retorno às origens de forma madura e tranquila. “Na verdade, nunca saí do Norte de Minas. Mesmo quando morava em São Paulo (onde ele  mantém um apartamento), vinha à região onde nasci pelo menos três vezes por ano. Nunca me afastei do cerrado, que é a fonte de inspiração do meu trabalho. E que inspiração”, reconhece o artista, que gosta sempre de citar elementos da cultura local e da natureza do Norte de Minas em suas canções.
De acordo com o jornalista e pesquisador da cultura popular Assis Ângelo, Téo Azevedo é o compositor em atividade com o maior número de músicas gravadas no Brasil. São mais de 2,5 mil composições, segundo as contas do próprio artista. Entre seus intérpretes estão nomes como Sérgio Reis, Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Tonico e Tinoco, Chrystian e Ralf, Milionário e José Rico. A dupla Caju e Castanha chegou a gravar um CD somente com as criações do compositor mineiro. 
O cantor lançou 20 discos e tem cerca de mil histórias de cordel publicadas. Como produtor musical dedicado ao segmento da música sertaneja, esteve à frente de mais de 3 mil trabalhos, incluindo os LPs, compactos e CDs. Téo se envaidece de ter descoberto no Norte de Minas o instrumentista Zé Coco do Riachão, que fazia suas próprias rabecas e violas e chegou a ser chamado de “Beethoven do sertão” pela crítica especializada da época. Os discos de Zé Coco são hoje raridades cultuadas por pesquisadores.
Quem pensa que com tantas músicas gravadas Téo Azevedo ficou rico se engana. Ele tem apenas um pequeno apartamento na região central de São Paulo e a casa simples em Alto Belo. Anda num carropopular, usado nos seus deslocamentos entre a capital paulista e o Norte de Minas. Seguro de suas opções, não é de reclamar da vida. Mas defende seus colegas de profissão que nem sempre têm o respeito que merecem por parte do mercado.
“Tem gente que veio ao planeta com uma estrela para ficar rico. Outros vieram com a estrela para fazer um bom trabalho. Este é o meu caso. Procuro trabalhar com seriedade e honestidade, mas nunca pensei em ganhar dinheiro”, diz Téo Azevedo. Ele se emociona ao falar das dificuldades financeiras enfrentadas pelos artistas populares. “O dinheiro faz falta sim. Existem leis de incentivo, mas exigem projetos e tem muita burocracia. A gente, que faz cultura popular mesmo, não consegue entrar nesse metier”, desabafa.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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