Prefeitura de Varzelândia celebra 63 anos de emancipação política com orgulho e visão de futuro

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Varzelândia amanheceu em clima de celebração nesta terça-feira, 03 de março. O município comemorou 63 anos de emancipação política, reafirmando sua trajetória marcada por tradição, resistência e desenvolvimento. Sob a liderança do prefeito Amâncio Oliva, a gestão Administração Do Povo Para o Povo destacou a importância da data não apenas como um marco histórico, mas como um momento de reconhecimento à força do seu povo e à identidade construída ao longo de mais de seis décadas. Uma história escrita pelo trabalho e pela fé Varzelândia tem sua história entrelaçada à força do trabalhador rural, à cultura vibrante das comunidades e ao espírito acolhedor que define cada varzelandense. São 63 anos de construção coletiva, onde cada geração contribuiu para transformar desafios em conquistas. Da produção no campo ao fortalecimento do comércio local, da tradição religiosa às manifestações culturais que mantêm vivas as raízes do município, Varzelândia se consolidou como símbolo de perseverança e ...

Jaíba quer certificação de origem

O diretor geral da Brasnica, Helton Jun Yamada, acompanha de perto o processamento das frutas produzidas no Jaíba, no Norte de Minas
(EM) Os bons resultados da organização e profissionalização dos produtores da região do Projeto Jaíba, de fruticultura irrigada no Norte de Minas Gerais, abriram caminho para o desafio de buscar identidade geográfica para a produção local. Inspirados no valor comercial que ganharam itens já reconhecidos pelo consumidor, como o queijo canastra e a cachaça de Salinas, os produtores começaram a trabalhar neste mês no pedido de registro de indicação geográfica das frutas do Jaíba a ser apresentado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O selo fortalece e complementa a marca Região do Jaíba, lançada por um grupo de produtores de manga Palmer em fevereiro, durante a Fruit Logística, maior feira internacional de fruticultura, realizada em Berlim, na Alemanha. Esse é o tema da terceira e última reportagem da série “Frutas S/A”, que o Estado de Minas publica desde domingo.
Toda a argumentação junto ao Inpi será preparada por um consultor já contratado pelos produtores, que contam com apoio do Sebrae Minas no projeto. A ideia de criar identidade geográfica ganhou força depois que missão liderada pela Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) conheceu a experiência de pequenas empresas de alimentos da Província de Bolonha, na Emília Romana, no Norte da Itália. Os produtores italianos se associaram em estratégias comuns de marketing e comercialização para tornar alimentos como a batata conhecidos fora do país, mais uma fonte de inspiração para o projeto dos fruticultores de Minas, conta o presidente da Abanorte, Jorge Luiz Raimundo de Souza.
“Buscamos uma identidade e fidelização com o cliente, como postura crítica do produtor. Afinal, negociamos com fornecedores, atacadistas e grandes grupos de varejo multinacionais, todos com planejamento estratégico definido e trabalho de inteligência comercial”, afirma Souza. A área do Projeto Jaíba reúne produtores de Janaúba, Jaíba, Porteirinha, Nova Porteirinha, Verdelândia, Matias Cardoso e Itacarambi.
No Centro de Distribuição da Brasnica, uma das maiores produtoras brasileiras de banana-prata, sediada em Janaúba, o diretor geral Helton Jun Yamada diz não ter dúvida de que a produção do Norte de Minas tem largo espaço para disputar no consumo. “A marca valoriza o nosso produto. Provamos que temos qualidade e conseguimos competir em mercados distantes, como o Sul do Brasil”, afirma. Com 2.100 hectares plantados na região e outros 100 hectares no Tocantins, a Brasnica comercializa nos extremos dos polos de Minas Gerais e Rio de Janeiro, de Brasília e do Paraná, este último distante 1,8 mil quilômetros. Cerca de metade da frota é própria da empresa mineira.
Para apurar maior valor do negócio, Helton Yamada conta que passou a trabalhar com o serviço de frete para terceiros no retorno dos locais de consumo. Com 2 mil empregados nas lavouras e em 10 pontos de venda, a Brasnica vai investir na expansão de 300 hectares até o fim de 2014. A expectativa de exportar a banana-prata é grande, além do bom retorno do mercado interno em crescimento. Não é outra a esperança de produtores em pequenas áreas do Norte de Minas, como Antenor Soares Barbosa Filho, de 43 anos, dono de 10 hectares de plantações de limão e de 12 hectares plantados com maracujá. “A exportação é uma oportunidade boa demais, mas para chegar lá temos de confiar e trabalharmos juntos”, afirma, enquanto entrega sua produção na Central Jaí, de cooperativas de produtores familiares, na cidade de Jaíba.

Investimento na qualidade
A qualidade e a condução criteriosa das lavouras são duas das características que os produtores do Norte de Minas pretendem ressaltar no pedido ao Inpi. Na região plana do projeto Jaíba, e de solos férteis, em geral, o clima seco ajuda a evitar pragas e doenças, reduzindo a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas, e a irrigação controlada favorece o desenvolvimento das plantações, segundo a Abanorte. Os investimentos na certificação para exportação contribuíram para a adoção de manejo e controle de água sustentáveis, de acordo com Vicente de Paula Silva, presidente da Frutvale – Cooperativa de Fruticultores do Vale do Verde Grande. “O produtor gasta com a certificação, mas depois economiza em adubos, defensivos e água. A oportunidade de exportar vale tanto como alternativa de mercado consumidor, quanto como via de profissionalização”, afirma.
Se a região do Projeto Jaíba perde, pela distância maior dos principais mercados consumidores, para outros polos produtores, como os de São Paulo e Petrolina (PE), tem vantagens na qualidade e versatilidade de sua produção, lembra Cláudio Wagner de Castro, responsável técnico da unidade do agronegócio do Sebrae Minas. A produção mineira está a quase 1 mil quilômetros do terminal portuário de Salvador, quase o dobro dos 570 km que a fruticultura de Petrolina percorre até o porto. O obstáculo, no entanto, está longe de desanimar os fruticultores, que devem trabalhar muito na eficiência dos custos de produção para vencer os concorrentes, avalia o consultor.
“O grande negócio para os produtores é estarem aptos para atender os dois mercados. Se Petrolina tem a vantagem logística, a região do Jaíba conduz sua produção para diferentes itens ofertados em mercados exigentes como os de Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília”, afirma Cláudio Castro. Outra particularidade mineira destacada pelo especialista é a produção da manga Palmer de coloração avermelhada, peso e quantidade de açúcar que agradam os europeus.
A variedade é a preferida no Velho Continente, enquanto o polo produtor de Petrolina tem grande proporção de suas lavouras concentrada nas plantações da manga Tommy. As fazendas de Minas avançaram no processo de gestão das lavouras e dão um passo importante com a tentativa de obter a denominação de origem pela indicação de procedência. A briga por mercado será longa. O consumo médio de frutas por habitante no Brasil foi de 70,84 quilos em 2012, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), quando o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 100 quilos por habitante ao ano.

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