Tragédia em Salinas: BR-251, a “BR da morte”, faz seis vítimas da mesma família

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A madrugada desta terça-feira (21) ficará marcada pelo luto e pela dor em Salinas, no Norte de Minas. Um cenário de horror tomou conta da temida BR-251 — conhecida entre motoristas como a “BR da morte” — após um acidente brutal que exterminou seis pessoas de uma mesma família. A colisão frontal, registrada no km 263 da rodovia, envolveu um carro de passeio e uma carreta que cruzava o país. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o automóvel, que seguia em direção à Bahia, teria invadido a contramão, provocando o impacto devastador. Do outro lado, a carreta vinha de Lauro de Freitas (BA) com destino a Imbituba (SC). O motorista saiu ileso — mas do carro, ninguém escapou. Dentro do veículo, cenas que traduzem a dimensão da tragédia: pai, mãe, três filhos e a avó materna. Uma família inteira dizimada em segundos. As vítimas — um homem de cerca de 49 anos, sua esposa, três crianças de 3, 10 e 15 anos, e a avó de 59 — ficaram presas às ferragens retorcidas. Nem mesmo o cachorro da família sob...

Famílias abandonam assentamento em Janaúba por falta de infraestrutura

Há 14 anos, 200 famílias foram assentadas pelo projeto Jacaré Grande, em Janaúba, só que hoje, pelo menos 90 delas já abandonaram as casas.
Não falta apenas estrutura para produção de alimentos, a condição das moradias é precária. Em 2009, um representante do Incra esteve no assentamento e vários moradores assinaram um documento que previa obras de reforma nas casas, mas por enquanto nada aconteceu. Em algumas casas, falta ainda reboco e até telhado.
Segundo o presidente da associação dos assentados, Edson Almeida da Silva, há uma verba de R$ 337 mil para as obras, só que o recurso está bloqueado.
Em outra casa, agora, só mora Carlos Pereira. A mãe dele, que era beneficiária do assentamento, morreu. Só este ano, ele plantou duas vezes mandioca, mas não conseguiu colher nada. A situação é tão crítica, que para não passar sede, Carlos precisa economizar água de uma cisterna.
Funcionários da Codevasf estiveram o ano passado em outra propriedade e fizeram um buraco onde seria instalado um poço artesiano para abastecer algumas famílias que vivem no local. O problema é que a máquina não foi suficiente para fazer o trabalho, eles ficaram de voltar em 30 dias, mas até agora não retornaram.
O escritório regional do Incra, em Minas Gerais, informa que os créditos que deveriam ser repassados aos assentados foram bloqueados, em junho, por suspeitas de irregularidade e que o caso está sendo estudado.
Com relação às moradias, o órgão orienta que as famílias podem conseguir recursos para construir ou reformar pelo programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.
Já a assessoria de comunicação da Codevasf, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, diz que vai retomar, nos próximos dias, as obras do poço artesiano. A empresa contratada para o serviço já foi notificada.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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