Esposa do prefeito de Pintópolis dirigia carro que atropelou e matou idosa; família cobra justiça

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Maria Evanilde Vieira Rosa, de 63 anos, morreu após ser atingida por um veículo em São Francisco. Prefeito Tinda confirmou que sua esposa, Josiane Ruas, estava ao volante. Polícia Civil investiga o caso. O atropelamento que terminou com a morte de Maria Evanilde Vieira Rosa, de 63 anos, ganhou forte repercussão após a confirmação de quem estava dirigindo o veículo: Josiane Ruas, esposa do prefeito de Pintópolis, Elton Carlos José de Souza, conhecido como Tinda. A tragédia aconteceu no último dia 6, na comunidade de Retiro, em São Francisco, onde era realizada a tradicional Festa do Milho. Maria Evanilde voltava para casa quando foi atingida e morreu no local. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, o veículo trafegava em alta velocidade e teria perdido o controle ao passar por um quebra-molas. Com a violência do impacto, a idosa foi arremessada. A motorista deixou o local sem prestar socorro. Um vídeo registrou o momento do atropelamento. O filho da vítima, José Adailson Vieira dos S...

Salinas se levanta: população vai às ruas contra retirada de milhões de litros de água da barragem para mineração de lítio



Manifestação pressiona pela suspensão de autorização que permite à PLS Brasil Mineração captar cerca de 150 mil litros de água por hora. Moradores temem impactos no abastecimento e cobram estudos sobre a real capacidade do reservatório.

A água virou motivo de mobilização em Salinas, no Norte de Minas. Moradores foram às ruas no domingo (7) para protestar contra a autorização concedida à PLS Brasil Mineração para captar água da Barragem de Salinas e utilizá-la no beneficiamento de minério de lítio do Projeto Colina.

A outorga, emitida pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em maio de 2026, permite a retirada de aproximadamente 150 mil litros por hora. Em uma eventual operação contínua durante 24 horas, esse volume corresponde a cerca de 3,6 milhões de litros por dia.

O número acendeu o alerta entre moradores, produtores rurais e lideranças locais, principalmente porque a barragem possui papel estratégico no abastecimento da região.

“Nós vamos defender a água da nossa barragem”
A reação resultou na criação do Movimento Popular de Preservação das Águas da Barragem de Salinas, que reivindica a revisão e a suspensão da autorização.

“Nós vamos defender a água da nossa barragem”, afirmou Felipe Oliveira, um dos articuladores do movimento.

Durante o protesto, ele reforçou o posicionamento: “O poder emana do povo e o povo está nas ruas”, e declarou que a população pretende continuar mobilizada em defesa do reservatório.

Marta Leandra Pereira, participante do ato, também defendeu que a água da barragem seja preservada para atender Salinas e a região.

Fantasma da seca preocupa Salinas
A preocupação ganha ainda mais força devido ao histórico de escassez hídrica do município. Antes da construção da barragem, Salinas enfrentou períodos severos de seca e chegou a depender de caminhões-pipa que buscavam água em locais distantes.

Segundo informações do Igam citadas pelo movimento, a Barragem de Salinas tem capacidade de aproximadamente 92 milhões de metros cúbicos e atende usos múltiplos, incluindo o abastecimento de Salinas e Rubelita, além de centenas de pequenos produtores rurais.

É justamente esse passado de dificuldades que faz parte da população questionar: o reservatório suportará, com segurança, a demanda atual e uma nova retirada destinada à atividade minerária durante períodos prolongados de estiagem?

Batalha chegou à Justiça
A reação não ficou restrita às ruas. Uma Ação Popular Ambiental ajuizada em agosto solicita a suspensão da captação pela mineradora até que uma perícia independente avalie a situação real da barragem, incluindo profundidade, assoreamento, volume efetivamente disponível e os demais usos existentes.

Paralelamente, produtores rurais solicitaram participação no processo administrativo da outorga no Igam, buscando acesso aos estudos técnicos e a possibilidade de apresentar questionamentos formalmente.

O movimento defende, inicialmente, a revisão e suspensão da outorga até que os estudos sejam apresentados publicamente. O objetivo final declarado é a revogação do direito de captação.

Mineração de lítio e impactos entram no debate
O Projeto Colina teve seu licenciamento ambiental aprovado em fevereiro de 2025. Documentos do processo reconhecem impactos ambientais e sociais relacionados ao empreendimento, incluindo material particulado, fauna ameaçada e possíveis reflexos sobre a comunidade quilombola Olaria/Bagre.

O empreendimento pertencia originalmente à australiana Latin Resources e passou ao controle da Pilbara Minerals após uma aquisição concluída em 2025. A operação brasileira passou posteriormente a utilizar o nome PLS Brasil Mineração.

Enquanto a discussão técnica e jurídica avança, Salinas transforma a água em uma das principais bandeiras de mobilização popular do município.

Para os manifestantes, a questão vai muito além da mineração: envolve a segurança hídrica de milhares de pessoas, produtores rurais e das futuras gerações.

A reportagem solicitou informações ao Incra sobre a consulta livre, prévia e informada envolvendo a comunidade quilombola Olaria/Bagre. A PLS Brasil Mineração também foi procurada. O espaço permanece aberto para manifestação.

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