O nome de Francisco Sá voltou ao centro das atenções policiais em Minas Gerais nesta quarta-feira (10), após uma grande operação contra o crime organizado atingir até mesmo uma unidade prisional de segurança máxima localizada no município do Norte de Minas.
Batizada de “Fim da Linha”, a ofensiva da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MG) resultou na prisão de 12 pessoas e revelou um esquema criminoso que, segundo as investigações, movimentava o tráfico de drogas por meio de códigos secretos, intermediários e estratégias elaboradas para despistar as autoridades.
O que mais chamou a atenção das forças de segurança foi a suspeita de que um dos principais investigados continuava comandando atividades criminosas mesmo atrás das grades. Por esse motivo, mandados de busca foram cumpridos dentro da unidade prisional de segurança máxima em Francisco Sá.
Segundo a FICCO, o alvo das buscas é apontado como uma das lideranças responsáveis pelo tráfico de drogas no bairro Palmeiras, em Governador Valadares. Ele teria sido transferido para Francisco Sá em setembro justamente por existirem indícios de que seguia exercendo influência sobre a organização criminosa mesmo preso.
A operação é um desdobramento da ação denominada “Impacto Final”, que começou após a apreensão de aproximadamente 18 quilos de cocaína. Na ocasião, também foram encontrados dinheiro, veículos, balanças de precisão e equipamentos eletrônicos utilizados, supostamente, na estrutura criminosa.
As investigações revelaram um cenário complexo, com integrantes utilizando linguagem codificada para escapar do monitoramento policial e imóveis estrategicamente usados para esconder drogas, valores e materiais ligados ao tráfico.
As prisões ocorreram em Governador Valadares, Ipatinga, João Monlevade e Marilac. Paralelamente, equipes policiais cumpriram mandados em diversos bairros de Valadares e dentro de unidades prisionais, incluindo o presídio de segurança máxima em Francisco Sá.
Durante a operação, foram apreendidos entorpecentes, dinheiro em espécie e materiais utilizados para preparação e distribuição de drogas.
A ação reforça o avanço das forças de segurança sobre organizações criminosas que tentam manter suas atividades mesmo com lideranças encarceradas. E, mais uma vez, o nome de Francisco Sá surge em uma investigação de grande repercussão estadual, mostrando que a guerra contra o crime organizado está longe de terminar.
Enquanto as apurações continuam, autoridades buscam identificar outros integrantes e descobrir até onde se estendem os tentáculos da organização criminosa investigada.
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