As cidades de Espinosa e Mamonas amanheceram em clima de tensão nesta quinta-feira (14), após a Polícia Civil de Minas Gerais deflagrar a segunda fase da operação “Padrão”, que investiga um suposto esquema milionário envolvendo fraude no fornecimento de energia elétrica, lavagem de dinheiro, compra de votos e irregularidades em licitações públicas.
O alvo da ofensiva foi uma organização criminosa que, segundo as investigações, teria movimentado um verdadeiro império clandestino no Norte de Minas. O valor bloqueado pela Justiça chega a aproximadamente R$ 1 milhão, incluindo contas bancárias, veículos de luxo, imóveis e até propriedades em condomínio de alto padrão.
A ação da Polícia Civil de Minas Gerais mobilizou equipes do 11º Departamento de Polícia Civil e da Delegacia Regional de Janaúba. Durante o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram documentos, cheques e materiais considerados cruciais para o avanço das investigações.
Entre os bens sequestrados estão caminhonetes, caminhões, motocicletas, automóveis, um sítio e um terreno localizado em área nobre. Tudo isso reforça a suspeita de que o grupo utilizava empresas de fachada e “laranjas” para ocultar patrimônio e movimentar dinheiro obtido de forma ilícita.
As investigações apontam ainda que o esquema realizava instalações clandestinas de energia elétrica sem qualquer padrão de segurança, utilizando materiais de origem duvidosa, documentos falsificados e estruturas irregulares que poderiam colocar moradores em risco.
Um ex-parlamentar de um dos municípios investigados aparece como possível líder da organização. A polícia também apura a participação de outras pessoas suspeitas de atuarem como intermediárias no esquema, além de empresas usadas para esconder recursos.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foram relatos de ameaças e intimidações contra pessoas envolvidas no processo de regularização junto à concessionária de energia. Há suspeitas de que funcionários tenham sido coagidos para favorecer os interesses do grupo.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Eujecio Coutrim Lima Filho, a nova fase da operação busca desmontar a estrutura financeira da organização e garantir o avanço das apurações.
Enquanto a polícia aprofunda as investigações, o escândalo já provoca forte repercussão em Espinosa e Mamonas, cidades que agora se veem no epicentro de uma das maiores operações policiais recentes da região Norte de Minas.
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