Espinosa voltou a ocupar as manchetes de forma dramática nesta sexta-feira (2). Uma jovem de apenas 22 anos foi resgatada pela Polícia Militar após passar nove dias mantida em cárcere privado, vivendo momentos de medo, violência e ameaças em um sítio localizado às margens da rodovia MGC-122, no Norte de Minas. O autor do crime, um homem de 34 anos, ex-companheiro da vítima, foi preso em flagrante.
O resgate só foi possível graças a um momento de descuido do agressor. Ao sair da residência e esquecer o telefone celular, a vítima encontrou uma chance rara de escapar do silêncio imposto pelo medo. Mesmo sem saber informar a localização exata do sítio, ela conseguiu ligar para o 190, descrevendo características do imóvel e pontos de referência que foram decisivos para a ação rápida da polícia.
Ao chegarem ao local indicado, os militares encontraram a mulher com uma criança no colo, em estado de abalo emocional. O suspeito já havia retornado ao sítio e foi imediatamente contido e preso pelos policiais.
Em depoimento, a vítima revelou detalhes chocantes. Segundo ela, o cárcere começou no dia 24 de dezembro, quando foi levada à força para o sítio junto com o filho e a própria mãe. Durante esse período, foi submetida a humilhações constantes, sendo obrigada a permanecer de joelhos em diversas ocasiões. O agressor também teria efetuado disparos de arma de fogo próximos a ela, numa clara tentativa de intimidação e terror psicológico.
A mãe da jovem, que também esteve no local, foi liberada ainda no primeiro dia, mas confirmou ter presenciado as agressões. Ela relatou que não acionou a polícia por medo de represálias, reforçando o clima de terror vivido pela família.
Durante buscas na propriedade, a Polícia Militar apreendeu um revólver calibre .38 com quatro munições intactas, além de dez papelotes de cocaína, o que agrava ainda mais a situação do suspeito.
O homem permaneceu em silêncio no momento da prisão e foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Janaúba, onde ficará à disposição da Justiça. A vítima e a mãe também foram levadas à delegacia após receberem atendimento médico.
O caso causa revolta e indignação em Espinosa e acende um alerta para a gravidade da violência doméstica e do cárcere privado, crimes que seguem fazendo vítimas e exigem respostas firmes das autoridades. A Polícia Civil irá aprofundar as investigações para esclarecer todos os detalhes desse episódio que abalou a cidade.
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