Pânico em Brasília de Minas: ônibus desgovernado desce avenida e atinge muro de igreja após falha mecânica

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Momentos de tensão e desespero marcaram a manhã desta quinta-feira (11) em Brasília de Minas, no Norte de Minas. Um ônibus utilizado no transporte de passageiros da zona rural desceu desgovernado por uma das avenidas da cidade após apresentar uma suposta falha nos freios, provocando uma cena que poderia ter terminado em tragédia. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento impressionante em que o veículo começa a se movimentar sozinho enquanto o motorista realizava um serviço de manutenção em uma das rodas. O condutor, de 65 anos, estava embaixo do ônibus quando percebeu o perigo e precisou agir rapidamente para escapar da rota de destruição. Nas imagens, o homem aparece saindo pela parte dianteira do veículo e caminhando com dificuldades após o susto. Apesar da gravidade da situação, ele sofreu apenas ferimentos leves em uma das pernas, recebeu atendimento médico e foi liberado em seguida. Enquanto ganhava velocidade, o ônibus percorreu a Avenida Bias Fortes, no bairro Do...

Projeto “Nossa Cidade Lê” movimenta a Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubtschek


(Por Gilmar Pereira) O escritor Mário Quintana certa vez disse que “os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”. Infelizmente nossas Bibliotecas andam vazias e sem vida.

A realidade atual vem afastando cada vez mais nossos alunos, jovens e adolescentes do ato ler e principalmente frequentar uma Biblioteca. Aspectos como computadores, TV , redes sociais e aplicativos de jogos tem levado nossos leitores para um mundo cibernético e vazio de conhecimento.

A leitura nunca se fez tão necessária nos bancos escolares e na sociedade de modo geral, na busca do resgate da leitura, como ato de prazer e requisito para emancipação social e promoção da cidadania.

Preocupados com os leitores pontenses, a Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubtschek de São João da Ponte realizou, entre os dias 23 e 27/10, o Projeto “Minha Cidade Lê”. O evento aconteceu em comemoração ao aniversário de 36 anos da biblioteca. A mesma foi fundada em 26/09/1980 e instalada no dia 01/10/1980, por meio da Lei Municipal nº1.258 de 26/09/1980.

Para a Coordenadora da Universidade Aberta do Brasil – UAB e curadora do evento, Cleyde Jean Veloso Cordeiro, "promover esse momento na cidade é despertar nos alunos o gosto pela leitura, o amor pelo livro, a consciência da importância de adquirir o hábito de ler em casa, na escola, nas praças e com amigos. Através da leitura o ser humano consegue se transportar para o desconhecido, explorá-lo, decifrar os sentimentos e emoções que o cercam e acrescentam na vida o sabor da existência”, diz a curadora.

Durante a realização do Projeto, aproximadamente 500 (quinhentos) alunos de escolas públicas municipais e estaduais passaram pela biblioteca. Ao longo da semana, os alunos puderam participar das oficinas de desenho, teatro, leitura, escrita, além de assistir ao filme “A menina que roubava livros” e a peça ‘”A importância da leitura na nossa vida” (encenada pelos artistas pontenses Aclezio Geraldo e Tatiane Santos). Dentro do cronograma das atividades e visitas, o CRAS, CAPS e PETI foram visitados pelos auxiliares da Biblioteca.

Durante toda a semana, o jornalista e escritor que escreve este, esteve presente na Biblioteca ministrando palestras sobre a importância do ato de ler e paralelo a isso, desenvolveu atividades e jogos teatrais com os visitantes.

Não há fórmula mágica para torna-se um exímio leitor. Para adquirir o hábito de ler, procure ler o que você gosta, além de buscar leituras que despertem a sua curiosidade. Leia gradativamente. Leia devagar, sem pressa, mastigue cada palavra e sacie sua sede de conhecimento. Assim como para qualquer atividade, é preciso dedicação e perseverança até que a atividade se torne um hábito de vida. A leitura pode te levar para caminhos fabulosos.

Tome Nota
O primeiro livro impresso é datado de 1436, fruto da invenção da tipografia de Gutemberg. Os livros daquela época caracterizavam-se pela letra irregular e imperfeita, pela ausência de paginação, assinatura e título; não tinham margens ou capítulos e nem sinais de pontuação. Após 1500, com o aperfeiçoamento da imprensa, o livro foi se modificando, desde o tipo de papel até os detalhes formais ligados à disposição das letras na página, à forma de ilustração, possibilitando tiragem e divulgação maiores e mais rápidas. Podemos afirmar que a presença do livro em nossa cultura foi a chave com a qual abrimos as portas da História, alargamos as fronteiras e construímos novos mundos. A ideia de leitura, portanto, está intimamente associada à de liberdade e à modernidade.


Mas, no Brasil, a leitura parece ser uma atividade apreciada e praticada pela minoria da população. As pesquisas mais recentes sobre o assunto mostram que os brasileiros leem em média 4,7 livros por ano, sendo que apenas 1,3 são livros ausentes do currículo escolar, escolhidos pela vontade e interesse do próprio leitor. Esse dado mostra que, em geral, a leitura é associada a uma atividade obrigatória, solitária, que exige paciência e atenção. Mas, na verdade, a leitura se dá como um diálogo, uma troca que pode ser bastante estimulante.

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