Pânico em Brasília de Minas: ônibus desgovernado desce avenida e atinge muro de igreja após falha mecânica

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Momentos de tensão e desespero marcaram a manhã desta quinta-feira (11) em Brasília de Minas, no Norte de Minas. Um ônibus utilizado no transporte de passageiros da zona rural desceu desgovernado por uma das avenidas da cidade após apresentar uma suposta falha nos freios, provocando uma cena que poderia ter terminado em tragédia. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento impressionante em que o veículo começa a se movimentar sozinho enquanto o motorista realizava um serviço de manutenção em uma das rodas. O condutor, de 65 anos, estava embaixo do ônibus quando percebeu o perigo e precisou agir rapidamente para escapar da rota de destruição. Nas imagens, o homem aparece saindo pela parte dianteira do veículo e caminhando com dificuldades após o susto. Apesar da gravidade da situação, ele sofreu apenas ferimentos leves em uma das pernas, recebeu atendimento médico e foi liberado em seguida. Enquanto ganhava velocidade, o ônibus percorreu a Avenida Bias Fortes, no bairro Do...

AMAMS participa de Audiência Pública na Câmara dos Deputados para discutir a Situação Hídrica dos Municípios de Minas Gerais


O Presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene – AMAMS e prefeito de Bonito de Minas, José Reis participou nesta última terça (31/10), de uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados, onde foi discutida a Situação Hídrica dos Municípios de Minas Gerais, juntamente com a Comissão externa destinada a acompanhar a situação hídrica dos municípios de Minas Gerais (CEXHIDMG) e Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), oportunidade em que alertou aos deputados federais da Comissão Externa da Crise Hídrica sobre o retorno das “Viúvas da Seca” no Norte de Minas, fenômeno social que perdurou durante muitas décadas, onde os homens e os filhos jovens saem do seu habitat para trabalharem como bóias frias nos canaviais e ca fezais de São Paulo, Mato Grosso e Sul de Minas.

Ele salientou que os danos causados nos últimos sete anos passam dos R$ 4,5 bilhões, por causa das perdas na agricultura e na pecuária. Mesmo com esse cenário, os flagelados da seca não foram socorridos pelo Governo, apesar de mais de 20 viagens da diretoria da AMAMS à Brasília e Belo Horizonte, para pedir ajuda. José Reis explica que o Governo liberou ajuda para as vítimas das enchentes no Espirito Santo e Rio Grande do Sul, mas não adotou nenhuma medida para as vítimas da seca da Área da Sudene. E mostrou ainda que apenas 19 dos 153, ou seja, 13% dos municípios que tiveram o decreto de Situação de Emergência reconhecido pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil foram atendidos com caminhões-pipas.


Um exemplo dessa situação, segundo o presidente é que as obras da Barragem de Berizal estão paralisadas há mais de 15 anos, apesar de faltar apenas 40% para concluí-las. Enquanto isso, mais de 100 mil habitantes dos sete municípios que dependem diretamente das barragens estão bebendo água vinda de caminhões-pipas. No caso da Barragem de Jequitaí, ele cita que o projeto ficou 40 anos nas prateleiras esperando para ser iniciada, e depois que a obra foi iniciada, se encontra paralisada desde 2015. Por fim, citou que a Barragem de Congonhas seria a solução para Montes Claros, mas a barragem não saiu do papel e a consequência disso é que a população está vivendo o racionamento histórico de água, chegando a ficar até 48 horas sem água. Porém, o maior contrassenso é que mesmo com a região sendo castigada pela seca, o Governo chegou a propor a exclusão de 50 municípios do semiárido, com o argumento de bons índices pluviométrico, situação que foi combatida na reunião do Conselho Deliberativo da Sudene no final de julho deste ano.

Nos seus encaminhamentos, José Reis pediu que o Governo prorrogue mais uma vez a renegociação das dívidas rurais, por causa dos danos causados pela seca, pois o prazo termina em 31 de dezembro. Ele solicitou ainda, ajuda da Comissão da Crise Hídrica, que acatou o pleito, para o Governo permitir o uso do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE Água), com taxa de juros de 2%, que é atualmente de 8% ao ano. Isso permitirá que o produtor rural construa seus barramentos e barraginhas e segure as águas das chuvas. Na sua concepção, a construção de 500 pequenos barramentos, aliviaria os danos causados pela estiagem.


Ascom | AMAMS

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