Tragédia abala Várzea da Palma: irmãos morrem após carro ser destruído ao atingir árvore na BR-365

Imagem
O amanhecer deste domingo (7) foi marcado por uma das mais dolorosas tragédias registradas recentemente em Várzea da Palma. Um grave acidente na BR-365 tirou a vida de duas crianças da mesma família e deixou outras três pessoas feridas, transformando uma viagem em um cenário de desespero, tristeza e comoção. A tragédia aconteceu por volta das 6h30 da manhã, no km 121 da rodovia. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo seguia pela BR-365 transportando cinco integrantes de uma mesma família quando, por razões ainda desconhecidas, o motorista perdeu o controle da direção e o automóvel saiu da pista, colidindo violentamente contra uma árvore às margens da estrada. O impacto foi devastador. Um adolescente de apenas 14 anos e uma menina de 10 anos morreram ainda no local. As equipes de resgate encontraram um cenário de destruição, onde os esforços dos socorristas já não puderam salvar as duas jovens vítimas. A cena comoveu até mesmo os profissionais acostumados a lidar com ocorr...

MP INTERVEM NA PREFEITURA DE JANUÁRIA

(Por Luís Claudio Guedes) O prefeito de Januária, Manoel Jorge de Castro (PT), recebeu, na semana passada, um forte empurrão para resolver de vez um problema que adia desde a posse: o corte de gastos que pode garantir um mínimo de governabilidade ao município. Em encontro com os promotores de Justiça Franklin Reginato Pereira Mendes e Guilherme Roedel Fernandes Silva, além de Paulo Márcio da Silva, da Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Norte de Minas, na quarta-feira (13), no gabinete da Promotoria de Justiça da Comarca de Januária, ficou definido que a Prefeitura deverá cumprir termo de ajuste de conduta (TAC) em que se obriga a demitir, no prazo de 10 dias, metade dos 756 servidores em regime de contrato temporário de trabalho.
Manoel Jorge oficializou as medidas na última segunda-feira (18), com a publicação de decreto que determina a dispensa de 50% dos servidores contratados e o retorno ao local de origem dos servidores do quadro efetivo em desvio de função. A administração parece não saber exatamente quantos funcionários estão nessa condição. O decreto também proíbe a contratação de novos servidores e reduz para seis horas o horário de atendimento ao público. 
O corte atinge nada mais, nada menos que um terço dos atuais 2.185 servidores que constam da folha de pagamento do município (posição do final do mês de março). No limite, a medida pode comprometer a prestação de serviços essenciais à população, mas os promotores foram taxativos ao dizer que não aceitam mais protelação do TAC que teriam imposto à atual administração há pouco mais de um ano. 
A justificativa para a medida é dar condições para que a Prefeitura volte a investir em áreas prioritárias, casos, entre outros, da saúde e educação. Em nota, a Prefeitura de Januária diz que Manoel Jorge “aceitou realizar reforma administrativa com o objetivo de eliminar secretarias ociosas e cargos públicos, de forma a reduzir os gastos municipais”. O prefeito se comprometeu ainda com a comprovação das demissões, com o envio de lista nominal à Promotoria. 
A reunião com os promotores contou ainda com a participação de vereadores e representantes da sociedade civil local. Emparedado, o petista Manoel Jorge firmou o compromisso de encaminhar ao Ministério Público dados da gestão, entre eles as fichas de movimentação financeira e a relação completa de todos os servidores contratados, efetivos e comissionados, com indicação da data de nomeação ou contratação, salários e função. O prazo para a entrega dos dados é de apenas 10 dias e vence já nesta sexta-feira (22). 

Recadastramento
Até a semana que vem, a administração fica obrigada a finalizar o recadastramento de todos os servidores públicos, com a finalidade de identificar cada um deles e o respectivo local de trabalho. O prazo é draconiano e é pouco provável que o município consiga cumpri-lo. Ainda assim, o prefeito se comprometeu com a entrega.
O Ministério Público sugeriu e o prefeito Manoel Jorge aceitou a obrigação de nomear profissionais com formação específica para comandar as secretárias de Saúde e Administração. E mais: o prefeito vai receber sugestão de nomes para ocupar as cadeiras dos atuais titulares dessas pastas – o que, a rigor, configura intervenção na autonomia que o prefeito recebeu ao ser eleito pelos januarense em 2012.

Reforma
O prefeito Manoel Jorge ensaiou uma reforma administrativa há pouco mais de dois anos. Na ocasião, ele publicou decreto com um ambicioso plano para contenção de despesas. A adoção das restrições orçamentárias era tentativa de por fim à sangria da dívida pública do município – que não para de crescer e, segundo o mesmo decreto, alcançava, na ocasião, a soma de R$ 50 milhões.
A meta do decreto era enxugar a folha de pagamento com a demissão de – especialmente aqueles herdados da administração anterior e mantidos em seus cargos. O número correspondia então a cerca de 25% dos mais de dois mil servidores em folha de pagamento. O assunto caiu no esquecimento e nunca mais se falou nisso, até o Ministério Publico ser novamente questionado pelo vereador Pedro Osório (PSDC) sobre a pequena oferta de vagas (apenas 143 ante o grande número de servidores contratados) anunciadas pela administração para o concurso público unificado previsto para acontecer ainda neste semestre. 
Na nota divulgada hoje, o prefeito Manoel Jorge lembra que a Prefeitura é a maior empregadora do município e que precisa cumprir função social de prestação de serviços públicos. “Milhares de famílias dependem dessa fonte de ocupação laboral, muitas sendo a única fonte de renda. A situação sempre foi motivo de discussão na sociedade, contrapondo o alcance social das contratações da mão de obra existente, e a legalidade constitucional, uma situação que sempre ganhou alcance perante a opinião pública da cidade”, argumenta o prefeito.
Seja como for, a intervenção do Ministério Público no governo traz um alento ao prefeito Manoel Jorge: ele agora tem com quem dividir a responsabilidade pela demissão em massa no momento em que só se fala em crise. O petista sempre pode adotar o discurso de que foi obrigado a cumprir determinação judicial para justificar o desemprego de centenas de trabalhadores. Ainda assim, é refrigério que dura pouco: promotor não precisa pedir voto no ano que vem. Manoel Jorge sim.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em Janaúba, homem é baleado na cabeça em frente à própria casa; estado é grave

Bomba política em Jaíba! Doze anos após cassação, prefeito Jimmy Murça volta ao banco dos réus e pode perder o cargo novamente

Janaúba vive manhã de terror com homicídio a tiros em via movimentada